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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Primeira edição do Virote Cultural começa nesta quinta em Salvador.

A Tarde On Line
Começa nesta quinta-feira, 3, a 1ª edição do Virote Cultural de Salvador, que contará com programação educativa nas praças do Pelourinho, Campo Grande e no Parque da Cidade. A grade de atrações é gratuita e vai até o próximo domingo, 6, com show do forrozeiro Zelito Miranda no Parque da Cidade.

Com o tema "24h de cultura a favor do meio ambiente", os shows começam na manhã do dia 5, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Além de Zelito, apresentam-se as bandas Mil Milhas e Inter. Foram incluídas ainda a exposição de peças do artista plástico J. Cunha, a montagem de stands educativos, teatro de rua, solos de dança e grupos de hip hop.
A expectativa é receber 5 mil visitantes e o intuito é sensibilizar a população a respeito do consumo de água, vida marinha, lixo urbano e demais problemas do cotidiano. Em nota oficial, o organizador do evento, Fábio Teixeira, lembra que o projeto tem nome semelhante à Virada Cultural de São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, tem uma proposta diferenciada.
“Não deve ser comparado às viradas culturais do Rio ou São Paulo por ter conceito absolutamente diferente. O de Salvador tem a intenção de estabelecer um canal de educação e cultura voltado ao meio ambiente, informar e estimular a sociedade, empresas e governos a trabalharem individual e coletivamente na resolução de problemas relacionados ao tema, aproveitando o Dia Mundial do Meio Ambiente para uma conscientização a respeito do assunto". 
Programação:

>>Praça Campo Grande
De 3 a 6 de junho
Exposição de peças do artista plástico J. Cunha inspiradas nos temas desertificação, poluição, derretimento das geleiras e uso consciente da água.

>>Pelourinho
De 3 a 6 de junho
Painéis com conteúdo ambiental educativo expostos nas praças Quincas Berro d'Água, Pedro Arcanjo e Teresa Batista.

>>Parque da Cidade
Dia 5 de junho:
9h – Abertura: palestras nos stands da Embasa e Projeto Tamar.
10h – Atração infantil: "O Mundo de Chiquinho".
11h – Teatro de rua e circo: "Os esquisocênicos".
12h – Grupo de teatro CA&BA: "Judite Fiapo na Serra Pelada"
13h – Solos de dança e apresentação do grupo de hip hop CA&BA
14h – Grupo de forró: "Padim Vô"
15h – Show: banda Mil Milhas
16h – Show: banda Inter
17h – Encerramento das atividades

Dia 6 de junho:
11h – Show de Zelito Miranda (encerramento do evento)

sábado, 15 de maio de 2010

Grupo faz performance sobre o projeto Cidade Limpa na Virada Cultural.

‘Coletivo Urubus’ quer que o público reflita sobre o distanciamento do homem urbano da natureza


Carolina Spillari - estadao.com.br
SÃO PAULO - O Coletivo Urubus - grupo de artes cênicas que mistura dança, teatro, música, circo, grafite e artes visuais - se apresenta na Virada Cultural nesse final de semana tendo como tema as relações entre corpo, cidade e natureza. A proposta é refletir sobre o projeto Cidade Limpa, da Prefeitura de São Paulo. A performance acontece entre as 19h45 e a 1h45 nas proximidades do Pátio do Colégio (esquina da Rua São Bento com a Rua Miguel Couto).
Divulgação
Divulgação
Coletivo Urubus faz performances focadas nas relações entre o homem urbano e o ambiente

Os atores começam a apresentação com os corpos pintados de cinza. Eles vão ganhando cores com a intervenção do público. A possibilidade de participação leva a plateia a ser parceira e vivenciar a performance. "A troca e a abertura do espetáculo para as pessoas são tendências contemporâneas de ações cênicas. Seu uso demonstra um diálogo do grupo com o seu tempo", endossa o professor de teoria de Artes Cênicas da USP, Luiz Fernando Ramos.
Para o Coletivo Urubus, o raciocínio é simples: quando a cidade fica mais cinza e menos verde o homem se distancia dele mesmo, pois sua raiz é a terra. "Pintamos nossos corpos para revelar nosso traço natural, já que o corpo tem uma relação sistêmica com o meio ambiente. O homem é parte do meio", diz a atriz Carol Pinzan.
A ideia é tirar as pessoas do 'automático' e instigar cada um dos espectadores a buscar sua 'herança ancestral'. "Quanto mais longe da natureza, mais desconectado o ser humano está de si mesmo. Até o grande empresário tem seu iate, para passear no mar", exemplifica a atriz.
Ancestralidade e espaço
O Coletivo Urubus existe há três anos e tem dez integrantes fixos. O último trabalho do grupo foi realizado no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, onde o Coletivo ficou um mês estudando as pinturas rupestres. Na volta, decidiram pintar na cidade as mesmas ilustrações rupestres pré-históricas que viram no Piauí. "Nossa surpresa foi nos depararmos com garis que não sabiam diferenciar pichação de grafite", conta Carol Pinzan. Segundo a atriz as pessoas não parecem estar preparadas para conviver com a arte no espaço público.

Para o professor da USP, Luiz Fernando Ramos, a estrutura conceitual do Coletivo é holística e coerente. "Há uma busca de consciência pelo espaço, seja na natureza, seja numa situação urbana."

O diferencial do Coletivo Urubus no tocante à conscientização ambiental é a postura de introspecção que induz as pessoas a uma atitude de concentração. "O grupo leva as pessoas a incorporar uma consciência espacial. Não é um discurso de superfície sobre meio ambiente, mas sim sobre a condição das pessoas no meio", pontua o professor de Teoria das Artes Cênicas.
Mais sobre o Coletivo Urubus:  http://www.coletivourubus.blogspost.com/