sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A sobrevivência do planeta



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JUACY SILVA

Estamos a praticamente três meses da 15ª Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas a ser realizada em Copenhague, capital da Dinamarca. Este é o mais importante acordo multilateral em matéria ambiental, sob os auspícios da ONU, cujo objetivo é a negociação de um novo tratado internacional que vai substituir o Protocolo de Quioto vigente até 2012.

Pensado e articulado como um marco na redução das emissões de CO2 e outros gases que causam o efeito estufa e o aquecimento da terra, o Protocolo de Quioto não avançou muito nesta matéria por alguns motivos, incluindo a recusa do governo Bush em aceitá-lo, e também por que praticamente nada foi exigido dos países pobres ou em processo de desenvolvimento.


Nos últimos dez anos as emissões de gases poluentes na atmosfera terrestre aumentaram e os seus efeitos já estão sendo sentidos em todos os países, principalmente em termos de aumento da temperatura média da terra, derretimento das geleiras em diversos países, das calotas polares e inúmeros desastres naturais.


Tais efeitos também afetam o regime das chuvas, o nível dos mares, a perda de lavouras e criações, reduzindo a oferta de alimentos e o aumento dos preços, da pobreza e da miséria em várias partes do mundo, principalmente na África, Ásia e outros lugares.


Existem vários desafios que esta conferência deverá enfrentar e buscar respostas, tais como: definição das metas nacionais e globais de redução das emissões de gases que causam o efeito estufa; uso livre de tecnologias limpas que promovam maior eficiência energética, mudança da matriz energética e dos sistemas de transportes, enfim, lançar as bases para uma economia realmente verde e sustentável, não apenas nos países desenvolvidos, mas também nos demais países, inclusive o grupo denominado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).


Segundo dados recentes, o processo de crescimento rápido da China, da Índia e do Brasil e de outros países pode gerar inúmeros problemas ambientais, destruir ecossistemas e contribuir de forma acelerada para as mudanças climáticas e o aquecimento global.


Entre os 20 países que mais poluem o planeta, e que representam 80% das emissões de gases poluentes, a China já ocupa o primeiro lugar, seguindo-se os Estados Unidos, a Rússia, a Índia, Alemanha, Japão, Canadá e outros mais. O Brasil ocupa a 17ª posição neste ranking macabro. Quando o referencial é a quantidade de CO2 per capita e de outros gases poluentes lançados na atmosfera o Brasil ocupa a 19ª entre os 20 países que mais poluem e a 91ª no contexto de todos os países. Mas isto não significa que podemos continuar destruindo o meio ambiente.


As áreas que mais produzem tais gases poluentes são: a) sistema de produção em geral e da produção industrial em particular; b) sistema de transporte baseado em veículos automotores movidos a derivados de petróleo, c) sistemas energético baseado em matéria fóssil (petróleo e derivados) e d) queimadas de florestas e queimadas urbanas.


Há décadas ou mais de um século o mundo não tinha uma visão crítica quanto ao uso dos recursos naturais e os sistemas econômicos foram pensados e definidos partindo-se de uma premissa falsa, ou seja, que tais recursos eram infinitos, principalmente o petróleo, as florestas, o solo e o subsolo.


Ainda hoje, apesar de vários estudos e pesquisas estarem alertando para os malefícios ou efeitos perversos deste modelo, muita gente, muitos governos e gestores públicos, inclusive no Brasil, ainda teimam em pensar apenas no lucro fácil e imediato, deixando o passivo ambiental para as gerações futuras, quando todos poderão estar mortos.


A destruição de ecossistemas como a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, no caso brasileiro, bem demonstram a falta de visão que as atuais gerações tem em relação às possibilidades da sobrevivência das espécies vegetais, animais e, principalmente, da espécie humana.


Além dos aspectos econômicos, tecnológicos e ambientais propriamente ditos, a próxima conferência sobre mudanças climáticas deverá ater-se também a dimensão ética e espiritual que rege a relação do ser humano com as demais espécies e com o planeta, principalmente para quem acredita que a terra e o ser humano são criações divinas! Vamos ver qual a posição do governo brasileiro nesta conferência!


JUACY SILVA é professor universitário e mestre em Sociologia.

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Google pode ser o salvador do planeta?

Que o aquecimento global, a extinção das espécies, o fim das reservas naturais de petróleos e a diminuição da quantidade de água potável no mundo é uma realidade contundente ninguém duvida, mas o que ninguém sabe é como o mundo vai sobreviver a tudo isso.

Enquanto algumas empresas fazem lobby para manipular o governo de seus países a não adotar medidas que protejam o planeta e afetem seus negócios, o Google parece levar ainda mais á sério o seu lema (don't be evil ) e começa a investir em novas tecnologias para geração de energia através de métodos alternativos e menos poluentes, com uma grande ênfase na exploração da energia solar.

O Google vem investindo seriamente em novas e mais baratas formas de converter energia solar em energia elétrica, desenvolvendo painéis solares mais baratos ao invés de apenas buscar meios de captar de forma mais eficiente a luz solar, que é no que se baseiam vários projetos na área.

Além disso, a empresa está de olho também em fontes de energia hibrida, que usam energia solar quando disponível e alternam para outras fontes de energia automaticamente – gás natural, por exemplo - quando o sol desaparece. Outras empresas e organizações já estão testando tecnologias parecidas em Israel e em vários outros países.

Talvez você até se pergunte por que o Google está se envolvendo neste tipo de pesquisa, que num primeiro olhar parece tão alheio aos principais ramos de atuação da empresa? A resposta é bastante simples. Imagine toda a informação que o Google armazena entre, índices, e-mails, vídeos etc. Toda essa informação necessita de enormes datacenters que cada dia consomem mais energia para se manter em operação

É fácil deduzir que os gastos com energia elétrica do Google são enormes, e pesquisar formas de energia alternativas e mais baratas é essencial para garantir o menor custo para implantação de novas estruturas de datacenters, já que a quantidade de dados armazenados nos mesmos cresce exponencialmente.

Se hoje as pesquisas de formas alternativas de geração de energia caminham a passos lentos, por muitas vezes estarem restritas ao ambiente acadêmico ou por carecerem de fontes de investimento, talvez no futuro, empresas privadas como o Google, que vêem nessas tecnologias uma necessidade estratégica para seus negócios, possam nos ajudar a salvar o mundo de um colapso energético e ambiental.


Fonte: Gawker

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Mais um da WWF

Essa campanha gerou muita polêmica:



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inda na onda da postagem anterior, questiono o seguinte: por quê essa compra de aviões de combate, helicópteros militares e submarinos nucleares? Pra que a corrida armamentista? Será que estamos nos preparando para uma futura guerra?

Nâo seria melhor e produtivo investir esses mesmos bilhões em agricultura e infraestrutura?

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Flutuador registra aumento de nível de oxigênio no Tietê

Nível passou de 0,6 para 3,5, que é considerado ruim.
Poluição causada por esgoto é maior problema do rio.

Do G1, com informações do SPTV


O flutuador desenvolvido pela Rede Globo e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e que percorre o Rio Tietê há onze dias registrou nesta sexta-feira (11) o aumento dos níveis de oxigênio na água no começo da área urbana de São Paulo. Na quinta-feira (10), o índice tinha ficado em 0,1, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e na manhã desta sexta, chegou a 3,5. Esse nível, porém, é ainda considerado ruim.

Veja o site do SPTV

A melhora nos nível de oxigênio, porém, aconteceu num ponto específico. Depois, os índices voltaram a cair.

Às 6h desta sexta, o flutuador começou a expedição perto da Ponte Imigrante Nordestino, na Zona Leste. Às 6h30, o primeiro índice registrado foi de 0,8, considerado péssimo. Duzentos metros depois, o nível de oxigênio na água melhorou muito, passando para 3,5, ainda considerado ruim.

Às 7h30, caiu um pouquinho e foi para 2,8. Uma hora mais tarde, o índice voltou a subir para 3,5. Às 9h, o nível caiu novamente e foi para 2,6, ainda ruim. A partir daí, só caiu e, às 10h, foi para 1,9, considerado péssimo. Às 11h, o nível piorou ainda mais, chegando a 0,6.

A poluição causada pelo lançamento de esgoto no rio é o maior problema do Rio Tietê. Enquanto não forem feitas a coleta e o tratamento adequado, o rio vai continuar sofrendo com a poluição. Outro problema grave é o lixo e carcaças que são levadas pelas chuvas ou que são jogadas diretamente no rio.

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Prefeitura de CG capacita agentes ambientais

Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2009

O Curso de Capacitação Ambiental, promovido pela Coordenadoria do Meio Ambiente (COMEA) da Prefeitura de Campina Grande, em parceria com o Ministério Público, foi iniciado na última terça-feira, 8. Ministrado pela equipe da COMEA, que faz parte da Secretaria de Planejamento e da Promotoria Especializada do Meio Ambiente do Ministério Público, o curso, que será concluída nesta sexta-feira, 11, tem o objetivo de formar profissionais para atuarem na fiscalização e licenciamento ambientais do Município.

Cerca de 20 servidores envolvidos no trabalho de fiscalização da Prefeitura estão participando do curso de capacitação, desses, aproximadamente 10 fiscais estarão aptos a exercer ações preventivas ou emergenciais visando o viés educativo, aspecto primeiro da conscientização ambiental, e também poderão aplicar as penalidades previstas em lei. “Nesta sexta, a capacitação estará sendo concluída com a parte prática do curso através da realização de ações de uma ampla fiscalização na cidade”, afirma João Batista, gerente de Fiscalização e Controle Ambiental da COMEA.

Está sendo estudado o Código de Defesa do Meio Ambiente, além de temas como Competência da Fiscalização; Planejamento e Estratégia de Ação; Recursos Materiais da Fiscalização; Postura e Ética Profissional do Agente de Fiscalização; Procedimentos e Técnicas da Ação Fiscalizatória; Técnicas de Abordagem; Uso e Aplicação dos Documentos Oficiais de Fiscalização. Na área da Legislação Ambiental, integram o conteúdo do curso os conhecimentos jurídicos que compreendem as áreas do Direito Ambiental e Constitucional; Tutela e Responsabilidade do Poder Público; Responsabilidade e Danos Ambientais; Meios Processuais para a Defesa Ambiental; Tutela Ambiental e Legislação Especial.

“Como os fiscais ambientais estão em permanente contato com a população, têm relevante papel na execução dos objetivos da Prefeitura de Campina Grande. Por isso estão sendo qualificados para executarem bem as suas atividades, entre elas, a de maior importância, que é a educação socioambiental, visando fazer um trabalho de conscientização e prevenção dos danos ao meio ambiente”, destaca o secretário de Planejamento, Alexandre Almeida.

META É COMBATER POLUIÇÃO SONORA - Mais de 10 denúncias de poluição sonora são feitas diariamente à Coordenadoria do Meio Ambiente da Prefeitura de Campina Grande. A equipe que está sendo capacitada fará o trabalho de combate a esse tipo de poluição, monitorando o funcionamento de carros de som e carrinhos de venda de CDs, além do licenciamento ambiental no município.

“Estamos esperando apenas que o Código de Defesa do Meio Ambiente, que foi aprovado pela Câmara Municipal, seja sancionado pelo prefeito Veneziano Vital, o que ainda não pode ser feito enquanto os vereadores não apreciarem os vetos do Executivo. Mas enquanto aguardamos não estamos parados, a qualificação dos agentes ambientais está sendo feita e estamos providenciando para que os plantões de fiscalização, que funcionarão de domingo a domingo, sejam iniciados em breve”, antecipa Alana Carvalho, coordenadora do Meio Ambiente.

Os Agentes de Fiscalização Ambiental devem ser acionados pela população sempre que forem cometidas infrações contra o meio ambiente. Eles desenvolverão atividades como notificações, autos de infração, embargos, apreensão, interdição e todos os procedimentos administrativos necessários à fiscalização.


Fonte: PMCG

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Cerrado sofre o dobro do desmatamento da Amazônia, diz Minc

Segundo o ministro, 20 mil km² são destruídos a cada ano.
Ele lançou plano para conter devastação do bioma.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

Ministro Carlos Minc apresenta dado de desmatamento do cerrado brasileiro. (Foto: Agência Brasil)

O Brasil desmata uma área de cerca de 20 mil quilômetros quadrados de cerrado a cada ano, o dobro do que é desmatado na Amazônia, disse nesta quinta-feira (10) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, segundo a Agência Brasil.

A constatação é parte de um estudo do MMA que conclui que a degradação do cerrado é responsável pelo mesmo nível de emissões de gás carbônico que a floresta amazônica.

Minc anunciou a abertura de consulta pública para o PPCerrado (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado), que vai coordenar e executar iniciativas que visam à redução do desmatamento na região.

O ministro defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição que transforma em patrimônios nacionais o cerrado e a caatinga, e tramita há 14 anos. “É importantíssimo que estendamos o monitoramento do desmatamento também a outros biomas, como a Caatinga, o Pantanal e o Pampa”, afirmou Minc.

A partir de junho de 2010, segundo ele, será possível apresentar metas de redução do desmatamento de todos os biomas. “A base do plano será apresentada ainda hoje. O cerrado é fonte da maior parte do manancial de águas do país e não pode ser prejudicado pelo agronegócio”, disse.

“Há dez anos, segundo nossos dados, tanto na Amazônia como no cerrado eram desmatados 20 mil quilômetros quadrados por ano. Felizmente conseguimos, por meio dos programas tocados pelo governo, reduzir pela metade o desmatamento no bioma amazônico. A má notícia é que ainda não conseguimos fazer isso pelo cerrado”, disse Minc, segundo informações da Agência Brasil.

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Atitude pelo meio ambiente

Empresas deixam de utilizar área da mata ciliar do córrego do Enxofre

ADRIANA FEREZIM
Especial para a Gazeta

Empresas localizadas na avenida Abel Francisco Pereira, na região do Jaraguá, deixaram de utilizar a mata ciliar do córrego do Enxofre para estacionar carros e caminhões. Ontem, a Gazeta esteve no local e confirmou que após a publicação na terça-feira (8), da reportagem sobre o uso da Área de Preservação Permanente (APP) do ribeirão Piracicamirim, os empresários deixaram de parar o CRO sobre às margens do córrego.

A reclamação de que o local era utilizado como estacionamento foi feita por um leitor da Gazeta, que leu a reportagem sobre o Piracicamirim. Ele disse que o local era utilizado também por caminhões para carga e descarga.

Na avenida, no trecho entre as ruas Frederico Krahenbuhl e Mem de Sá, pessoas que se identificaram como seguranças das empresas contaram que foi a reportagem da Gazeta que informou a todos que não era permitido estacionar na área verde do córrego.

Nessa semana, os funcionários da empresa passaram a estacionar os carros em outros locais, inclusive ao longo da avenida e os caminhões foram colocados em espaço próximo das empresas.

No entanto, eles reclamaram da falta de sinalização da avenida, principalmente de placas que orientam a permissão ou a proibição de estacionar.

O espaço continua sendo utilizado para paradas rápidas de veículos, segundo os seguranças. Eles disseram que é um risco deixar o carro parado ao longo da avenida, por causa do intenso movimento.

SUJEIRA. De passagem pelo local, o oficial de Justiça Eduardo Abdala, 39, reclamou da sujeira do córrego do Enxofre. Ele disse que as pessoas jogam de tudo no manancial. Cadeira, sofá, entulho e lixo de todo tipo. "Deve ter até ligação de esgoto clandestina. A gente vê falar da preservação dos rios, da mata ciliar, esse córrego merecia ser limpo e mais cuidado".

Segundo ele, uma árvore caiu da margem no leito do córrego há 45 dias. O tronco está servindo de barreira para o lixo. Diversas sacolas plásticas estão enroscadas nos galhos.

Ontem, no final da tarde, a Gazeta não conseguiu contato com a Secretaria de Defesa do Meio Ambiente (Sedema) para saber sobre as propostas de limpeza e de preservação do córrego.

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Encontro internacional de meio ambiente é lançado oficialmente em Foz do Iguaçu.

Paraná abrigará um dos maiores eventos ambientais o mundo. De 18 a 20 de novembro, o 7.° Encontro Ibero-Americano do Meio Ambiente (Eima), reunirá especialistas em desenvolvimento sustentável de 36 países da América Latina e Europa. O lançamento oficial foi, nesta quarta-feira (09), no Refúgio Ecológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, com a presença do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, e do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek.

O seminário tem o tema “Um novo modo de ser para a sustentabilidade”, e será realizado em paralelo ao 6.º Cultivando Água Boa, 1.º Encontro de Organismos de Bacias da América Latina e Caribe e do Encontro Anual de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata. Esta é a primeira vez que o encontro é feito no Brasil. Ele é realizado a cada dois anos em um país e em sua última edição, reuniu 12 mil participantes, em Madri, na Espanha.

De acordo com o representante do Conselho Espanhol do Meio Ambiente, Gustavo Paredes, o Governo do Paraná foi o principal responsável pela escolha da cidade de Foz do Iguaçu para realização do Encontro Ibero-Americano. “O Paraná mostra visão de futuro com suas ações e resultados na área ambiental. O secretário Rasca esteve pessoalmente em Madri para nos mostrar um resumo do trabalho e pensamos que a troca de experiência com a realização de um encontro como o Eima seria fundamental”, disse Paredes.

EXPERIÊNCIAS – A representante da Fundação Conama da Espanha, Marta Seoane, explicou que o Conselho Nacional do Meio Ambiente em seu país atua de maneira independente em busca de ações e experiências sustentáveis. “O Eima é responsável por várias ações ambientais de peso na Europa como o Observatório de Sustentabilidade, que se dedica a dar continuidade a todas as ações propostas depois do encontro.”

Entre os principais assuntos que farão parte do Encontro Ibero Americano estão política e administração ambiental, planejamento energético, ecologia urbana, planos de cooperação internacional, poluição atmosférica, abastecimento e contaminação de águas, educação ambiental, produção de energia, participação cidadã, cooperação hispano-americana e gestão sustentável das cidades.

Para o secretário Rasca Rodrigues a escolha do Paraná como sede do evento demonstra que a política ambiental do Estado está no caminho certo. “Não estamos fazendo mágica e sim envolvendo a sociedade e mostrando a importância da gestão compartilhada com os municípios para a proteção do nosso patrimônio natural. Cuidar do meio ambiente não pode ser responsabilidade de um só”, destacou Rasca. Segundo ele, os 76 mil novos hectares de florestas resultantes do Projeto Paraná Biodiversidade na região Oeste, foram recompostos graças à ajuda dos agricultores, da Itaipu e a boa vontade dos municípios.

RESULTADOS – Em novembro de 2008, durante o Fórum das Américas, também realizado em Foz do Iguaçu e que contou com a participação de representantes de 33 países da América Latina e Caribe, foi anunciado, pelo Governo do Paraná, a realização do 1.º Encontro de Organismos de Bacias da América Latina e Caribe em 2009. “Esse encontro foi uma excelente iniciativa do Governo do Paraná e que acontecerá de forma integrada com outras discussões importantes para o setor de recursos hídricos. Uma conquista do Paraná”, lembrou o diretor da Rede Latino Americana de Organismos e Bacias, Dalton Brochi. Durante o evento serão apresentadas experiências de organismos de bacias da América Latina e Caribe, sendo que uma destas experiências, em cada painel, será do Brasil e será indicada pelo Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas.

ÁGUA – O presidente da Itaipu, Jorge Samek, disse que as cidades terão que ser repensadas, porque não deixaram espaço para a natureza. “As águas não conseguem seguir seu fluxo em São Paulo, por exemplo, com as fortes chuvas dos últimos dias, porque a natureza não tem mais espaço. O meio ambiente está fazendo o homem repensar muitas de suas ações e isso é uma grande evolução, assim como a contribuição da sociedade no cuidado com a qualidade da água do nosso lago de Itaipu”, enfatizou.

O programa atua em 29 municípios da Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3). Além da educação ambiental nos municípios abrangidos pelo Programa, a Itaipu realiza, o controle da erosão e o monitoramento climático na região de influência do reservatório por meio da coleta diária de dados e de uma rede de seis observatórios instalados ao longo do lago. Além disso, a Itaipu mantém laboratórios ecológicos na Estação de Aqüicultura, localizada na margem paraguaia. As atividades desenvolvidas pelos laboratórios incluem o estudo da qualidade da água no reservatório e seus afluentes; monitoramento da água nos tanques de piscicultura da Estação de Aqüicultura, acompanhamento dos estudos relacionados ao mexilhão dourado (larvas e adultos) e capacitação de estagiários em suas áreas de competência.

Também estiveram presentes na solenidade de lançamento do 7º Eima o representante da Agência Nacional de Águas, Mauri César Barbosa; o diretor da Rede Latino Americana de Organismos e Bacias, Dalto Brochi, e o diretor de Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich.


Fotos desta publicação
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Rasca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Secretário Raca Rodrigues.// foto Denis Ferreira Netto.
  • Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Rasca Rodrigues com o Presidente da Itaipú Binacional Jorge Samek, lançam o VI  Encontro Cultivando Água Boa em Foz do Iguaçú, 09/09/2009.// Na foto Jorge Samek.// foto Denis Ferreira Netto.

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Ministério do Meio Ambiente vai revisar lista de espécies ameaçadas de extinção


O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes vão revisar a lista das espécies ameaçadas de extinção, conforme portaria conjunta publicada na edição de hoje (10) do Diário Oficial da União.

A lista atual foi elaborada em 2004 e publicada no ano passado no Livro Vermelho Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. O material contém informações detalhadas sobre cada uma das 622 espécies ameaçadas da fauna brasileira.

A portaria visa a agilizar a implementação da Política Nacional da Biodiversidade, voltada para a conservação e a recuperação das espécies ameaçadas em todo o território nacional, na plataforma continental e na zona econômica exclusiva brasileira, para efeitos de restrição de uso, priorização de ações de conservação e recuperação de populações.

A extinção das espécies ocorre lentamente durante milhares de anos, mas, nas últimas décadas, o homem vem acelerando esse processo com o mau uso dos recursos naturais. Uma das causas mais frequentes da extinção é a degradação dos ambientes naturais.

Grandes áreas abertas para a implantação de pastagens ou da agricultura convencional, assim como o extrativismo desordenado e a expansão urbana associada à ampliação da malha viária, estão entre os principais motivos de ameaça à conservação das espécies. Fatores como a poluição, os incêndios florestais, a formação de lagos para hidrelétricas e a mineração também contribuem para agravar o problema.

Agência Brasil

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

3 de setembro- Dia Nacional do Biólogo

Publicado no periódico de notícias O Diário do Norte do Paraná (Maringá, PR, Brasil, 2/9/2009)

3 de setembro- Dia Nacional do Biólogo

Fábio Angeoletto
Biólogo da Rede Nacional Observatório das Metrópoles

A profissão de Biólogo foi regulamentada no Brasil pela Lei número 6.684 de 3 de setembro de 1979. Os 30 anos de regulamentação da profissão ensejam algumas reflexões sobre a formação acadêmica desses profissionais e sobre as possibilidades de atuação dos biólogos no mercado de trabalho.

Apesar de contarmos com excelentes cursos de graduação em Biologia, usualmente disciplinas como ecologia urbana, planejamento ambiental e planejamento urbano não fazem parte das grades curriculares desses cursos. Pouco se discute, nos cursos de Biologia, sobre a ecologia dos ecossistemas urbanos.

É inquietante perceber que, mediante o crescimento avassalador das cidades em área e número, os biólogos tenham pouco a dizer sobre esse fenômeno mundial.

Os biólogos brasileiros são exemplarmente habilitados para detectar impactos ambientais e sugerir medidas corretivas. Mas poucos são formados para integrar equipes de planejamento urbano que procurem se antecipar e evitar os impactos causados pelas cidades.

É compreensível que biólogos tenham relutado em usar seu instrumental metodológico para produzir informações sobre as cidades. Diferentemente dos demais ecossistemas, as cidades não são regidas apenas por dinâmicas ambientais.

Além delas, dinâmicas políticas, culturais, sociais e econômicas tornam a compreensão das cidades, desde um ponto de vista ecológico, uma tarefa hercúlea, mas, também, fascinante.

Cidades são classificadas como ecossistemas heterotróficos, extremamente dependentes de áreas externas para obtenção de matérias-primas e energia e para a deposição dos resíduos gerados pela produção e consumo de produtos tão diversos como gastronomia japonesa, gasolina, sexo virtual, eventos culturais ou viagens planetárias.

As necessidades de recursos e energia das cidades, bem como os dejetos gerados por elas, são de magnitude colossal e de influência biosférica. Compreender sua ecologia é fundamental para o surgimento de formas de planificação ambientalmente mais eficazes.

Urge que as cidades brasileiras componham equipes multidisciplinares de planejamento onde biólogos, urbanistas, advogados, médicos, sociólogos, educadores e outros profissionais façam frente aos desafios da gestão urbana.

Afinal, as cidades não são um “câncer”, como alardeiam alguns ambientalistas. As cidades são, de fato, a mais fabulosa expressão do nosso comportamento gregário. Elas são nossa mais importante invenção. Seu surgimento permitiu o desenvolvimento de instituições como museus, escolas e hospitais. As cidades funcionam como imensos catalisadores das artes e das ciências.

Encará-las como a antítese da natureza é nada mais do que uma miragem. “As cidades são tão artificiais quanto colméias”, comentou o filósofo inglês John Gray em um de seus livros. Sua afirmação é muito mais do que uma bela metáfora.

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