Os pilotos da Portugália, em reacção às declarações do presidente da TAP, Fernando Pinto, dizem que as suas propostas não têm impacto económico, pelo que "não afectam, por isso, a sustentabilidade da PGA", adiantou hoje o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, em comunicado.
| Os pilotos da Portugália, em reacção às declarações do presidente da TAP, Fernando Pinto, dizem que as suas propostas não têm impacto económico, pelo que “não afectam, por isso, a sustentabilidade da PGA”, adiantou hoje o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, em comunicado. O SPAC, em comunicado enviado hoje às redacções, diz que os “os Pilotos de Linha Aérea são profissionais ponderados que não podem, nunca, perder a paciência”. Os pilotos dizem que ao fazerem uma greve de 10 dias “estão a deixar claro que as actuais condições em que exercem a sua profissão não são adequadas e podem pôr em causa a segurança da operação da companhia. Os pilotos da PGA não aceitam ser corresponsáveis com um regime de utilização que é objectivamente inseguro e insustentável”. Quanto ao impacto económico, o SPAC diz que as medidas propostas já estão reflectidas no orçamento do Grupo TAP e “não afectam, por isso, a sustentabilidade da PGA”. O SPAC diz que durante as três rondas negociais realizadas após o cancelamento das greves ainda previstas, “a administração reconheceu a sua incapacidade técnica para planear e gerir de forma eficiente a utilização dos Pilotos, razão pela qual não aceitou, até agora, as propostas”. Os pilotos acusam o presidente da TAP a estar “apenas preocupado com os prejuízos de imagem que esta greve possa induzir ao seu modelo de gestão. Os pilotos estão preocupados com a segurança da operação a qual é, sem dúvida, crucial para garantir a sustentabilidade da PGA e a sua imagem no médio longo prazo”. No mesmo comunicado, o SPAC refere que “os pilotos estão, vão estar e sempre estiveram disponíveis para negociar com a administração da PGA/TAP, sendo certo que este e outros períodos de paralisação serão para cumprir até haver um compromisso formal entre as partes”. “Os pilotos não aceitam ser enganados de novo e não se deixam intimidar com ameaças não credíveis”, concluem. |
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