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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mar à vista 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal, estará de olho no oceano.

Deste domingo, 25, até o dia 30, acontece em Natal, no Rio Grande Norte, a 62ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). O tema central, “Ciências do Mar: herança para o futuro”, já é indicativo de onde estará o foco dos estudiosos.
 
“Após duas reuniões voltadas à Amazônia [Belém, em 2007, e Manaus, em 2009], voltamos agora para o outro grande ecossistema brasileiro: o mar, a nossa ‘Amazônia azul’ de área de 4 milhões e 500 mil quilômetros quadrados e para a qual a ciência tem olhado muito pouco”, reconheceu Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC.
 
Em debate estarão assuntos como “Pesca e aquicultura no Brasil”, “A qualidade de vida nas comunidades pesqueiras”, “Mar e defesa”, “A construção naval no Brasil”, “A importância dos oceanos nas mudanças climáticas”, “Cidades brasileiras e interação com o mar” e “Solos e ecossistemas terrestres das ilhas oceânicas brasileiras e da Antártica”.
 
Para Raupp, a ciência está intimamente ligada a dois pontos fundamentais ao desenvolvimento do País: inovação e sustentabilidade ambiental. “Precisamos não somente produzir o conhecimento, mas também difundi-lo para toda a sociedade a fim de que ela se desenvolva e aprenda com os erros do passado, quando não havia a preocupação atual com o meio ambiente”, disse.
 
Na página da 62ª Reunião da SBPC (www.sbpcnet.org.br/natal) é possível esmiuçar os assuntos que serão tratados no encontro, realizado no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ao todo serão 71 conferências, 53 mesas-redondas e 29 simpósios (41 deles relacionados ao mar). O evento também abrange encontros, minicursos e sessões de pôsteres de trabalhos científicos.
 
Fapesp verde
 
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) levará a exposição Natureza Brasileira – Mistério e Destino, apresentada em 2008 no Museu Botânico de Berlim, na Alemanha, que mostra ações científicas voltadas ao conhecimento e à preservação da biodiversidade brasileira.
 
Outro destaque será a exposição virtual Flora Brasiliensis On-line, com imagens em alta resolução do inventário feito pelo botânico Carl Friedrich Philipp Von Martius sobre a flora brasileira no século 19.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Testemunha ocular: Derramamento de óleo de BP

Testes padrões delicados no mar que quebra na praia alaranjada, 
AlabamaRetrato maior da vista
Os testes padrões delicados no mar que quebra na praia alaranjada, Alabama, mais de 90 milhas do derramamento de óleo de BP, não podem confundir da confusão quatro a seis polegadas profunda em partes da costa
Fotógrafo: Dave Martin/AP 
 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Oceanos interferem na mudança do clima da Amazônia


secaamazonia15062010bPesquisa constatou que a seca de 2005 foi causada por aquecimento anormal do Atlântico, que vinha ocorrendo desde 2003
CAMILIA CARVALHO
LUÍS MANSUÊTO
agenciamazonia
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MANAUS, AM – Prever eventos futuros, que podem ou não acontecer, é difícil. Talvez, para os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), isso esteja cada vez mais próximo de ser realidade. Isso porque eles desenvolveram um estudo para avaliar a influência dos oceanos Pacífico e Atlântico na previsão do clima da Amazônia.
Denominada "Estudo do potencial de previsibilidade climática para a Amazônia: influência da forçante oceânica e continental”, a pesquisa é realizada desde 2004. Em 2008, a infraestrutura foi reforçada com novos equipamentos, adquiridos com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Doutor em Meteorologia e coordenador do estudo, Luiz Antônio Cândido disse que a meta é prever o que acontece na atmosfera antes que esses eventos climáticos cheguem à superfície. Todavia, não há como se fazer um estudo de modelagem climática sem equipamentos de ponta que sejam capazes de armazenar os dados obtidos, para que os pesquisadores façam as devidas análises.

Ele se refere ao modelo de diagnóstico elaborado para a seca que assolou a região em 2005. "A experiência mostrou que não só a seca foi causada por um aquecimento anormal do oceano, mas que essas condições anormais vinham acontecendo desde 2003", revelou.
Segundo Cândido, hoje, as pesquisas são feitas com dados já gerados por grandes centros meteorológicos. Os dados são analisados e verificados, mais precisamente, as peculiaridades existentes nas sub-bacias da região amazônica e a relação existente com a mudança de temperatura e o ciclo das chuvas.

Inicialmente, a hipótese que se tinha, conforme Cândido, era de que a seca teria sido causada por um aquecimento anormal na parte equatorial do oceano Atlântico (mais próxima da Amazônia), o que foi confirmado.
De acordo com Cândido, a partir da modelagem climática, a hipótese foi testada e confirmada. “Colocamos esse padrão de oceano mais aquecido e analisamos qual seria sua influência na atmosfera da região e qual seu efeito no ciclo das chuvas”, explicou.
“A estrutura nos possibilita a realização de experimentos teóricos, mas que tem uma validade prática grande e, ao mesmo tempo, nos dá condições de formar novos alunos e futuros profissionais”, salientou.
Sobre o PPP
A pesquisa contou com o apoio do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores - Programa Primeiros Projetos (PPP). FAPEAM. A ação é uma parceria entre a FAP e o CNPq. O programa visa a apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas e particulares de ensino superior e/ou de pesquisa sediadas ou com unidades permanentes no Estado de Amazonas. O objetivo é dar suporte à fixação de jovens pesquisadores e nucleação de novos grupos, em quaisquer áreas do conhecimento.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Seca na Amazônia veio do oceano.

No Globo Amazônia Em 2005, quando uma das maiores secas de todos os tempos atingiu a Amazônia, ninguém entendeu a razão. Mas uma recente pesquisa, coordenada por Luiz Antônio Cândido, especialista em meteorologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), decifrou o mistério: o aquecimento anormal das águas do Oceano Atlântico foi a causa para tal resultado.
"Houve aquecimento anômalo no mar. A temperatura influencia a ocorrência de chuvas na região e, de um ano para outro, a quantidade de águas de chuva pode mudar", diz Cândido.
Através do "Estudo do potencial de previsibilidade climática para a Amazônia: influência da forçante oceânica e continental" avaliou-se de que forma o Atlântico e o Pacífico interferem no clima da floresta.
A ideia é que, a partir dos resultados obtidos com a pesquisa, seja possível prever novas influências ao clima antes que elas ocorram.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Festival de cinema em Goiás premia filme sobre oceanos

Os filmes "Uma mudança no mar", de Barbara Ettinger, e "Corumbiara", do diretor Vincent Carelli, foram os grandes vencedores da 11ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), cuja mostra competitiva terminou na noite do último sábado (20) com a cerimônia de premiação.

"Uma mudança no mar", que fala sobre o aumento alarmante da acidez dos oceanos, foi escolhido pelo júri na categoria melhor longa-metragem, enquanto "Corumbiara", que denuncia o massacre de povos indígenas em Rondônia, foi premiado com o Troféu Cora Coralina, de melhor obra do festival.

"Minha maior satisfação seria ver o Ministério Público de Rondônia abrir uma investigação para esclarecer este caso", declarou Carelli, já com o prêmio nas mãos. "O que aconteceu foi um crime de genocídio."

A história de "Corumbiara" começou há mais de 20 anos, quando o massacre foi denunciado pela primeira vez. Na época, o cineasta conseguiu registrar com sua câmera os vestígios das tribos atacadas, que jamais haviam tido contato com o homem branco, mas o caso não chegou à justiça.

Segundo Carelli, nove anos se passaram até que fossem encontrados os primeiros sobreviventes, depois mais dois anos para descobrir índios capazes de traduzir a língua falada por eles. Dois dos que escaparam apresentavam marcas de tiros.

"Uma mudança no mar", que disputava o prêmio com mais três longas, alerta para a crescente degradação do oceano causada pela absorção de parte do dióxido de carbono lançado na atmosfera pelo homem.

O filme acompanha o educador norueguês radicado nos Estados Unidos Sven Huseby, que fica atônito ao ler um artigo sobre a acidificação dos oceanos e tenta entender as causas do fenômeno.

Ettinger causa perplexidade ao revelar que o oceano absorveu 118 milhões de toneladas cúbicas de CO2 em 200 anos ---43% disso apenas nas duas últimas décadas--, e que a maior ameaça desta mudança é a completa extinção da vida marinha.

Na categoria média-metragem, na qual concorriam 15 produções, o escolhido foi "Arrakis", do italiano Andrea di Nardo, que define seu filme como um "documentário-tributo" às vítimas do amianto.

"'Arrakis' é meu primeiro documentário, eu não esperava que fosse chegar tão longe", disse o diretor, explicando que Arrakis é o nome de um planeta desértico e sem vida em um livro de ficção científica do escritor Frank Herbert.

"Quando Capelli narra, o público não o vê, e por isso não lida com a imagem, lida diretamente com a doença. Este é o maior impacto", observa Di Nardo, referindo-se à voz rouca do narrador, Silvestro Capelli, ex-operário de uma fábrica de amianto que desenvolveu um câncer na garganta e precisou ter a laringe e as cordas vocais retiradas.

As outras produções premiadas do Fica são "Mar de dentro", de Paschoal Samora, que concorria na categoria curta-metragem com mais sete filmes, e "Na parte inferior do mundo", do dinamarquês Jakob Gottshau, que ganhou o prêmio de Melhor Série Televisiva.

O prêmio para Melhor Produção Eleita por Júri Popular ficou com o longa-metragem "Kalunga", de Luiz Elias, Pedro Nabuco e Sylvestre Campe, enquanto "A árvore da música", de Otávio Juliano, venceu na votação da imprensa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Túnel sensorial leva visitantes em viagem ao fundo do mar


Video clique aqui



Túnel sensorial leva visitantes em viagem ao fundo do mar. A "Onda Sensorial" fica montada até dia 31 de maio



Túnel sensorial leva visitantes em viagem ao fundo do mar. A onda consiste em um túnel de 30 metros de comprimento que ocupa uma área de 210 metros quadrados Imagem: Edilson Segundo/DP/D.A Press
Imagem: Edilson Segundo/DP/D.A Press

A ONG internacional Greenpeace lançou nesta terça-feira (26) a primeira campanha em defesa dos oceanos. A principal atração é a “Onda Sensorial”, que está montada na praça de eventos do Shopping Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes. No local, a população vai aprender que lixo, construções irregulares, descaso governamental, pesca predatória e aquecimento global são alguns dos fatores que contribuem para destruição desse ambiente.

A onda consiste em um túnel de 30 metros de comprimento que ocupa uma área de 210 metros quadrados. Dentro dele estão montados quatro ambientes onde a população vai poder conhecer a vida do fundo do mar e o que a poluição causa. “Vamos mostrar que não se deve jogar lixo na praia, como os peixes e os corais sobrevivem, além de assistir um vídeo sobre a preservação da vida marinha”, explicou a supervisora de captação de recursos do Greenpeace, Gabriela Ferreira.

O público interage em cada cenário. Na primeira parte foi montada uma praia coberta de copos descartáveis, latas de refrigerante e sacos plásticos. O visitante sente o desconforto da poluição, muitas vezes deixada por banhistas. Adiante, fotos e redes de nylon penduradas no teto levam todos para dentro de uma grande pesca predatória. Em seguida, ao som de gritos de baleias, o guia explica a importância dos corais marinhos para a reprodução dos peixes no oceano. No próximo ambiente, a pessoa tem a sensação de nadar junto com centenas de peixinhos coloridos no fundo do mar. Isso é possível devido a um painel que retrata imagens dos animais. Por fim, o público tem a oportunidade de assistir o filme inédito “O Mar é Nosso?”. O percurso dentro da “Onda Sensorial” dura cerca de 15 minutos.

Ainda do lado de fora do túnel inflável, está montada uma exposição de fotos que mostram a atuação do Greenpeace em diversas partes do mundo. São figuras sobre navios pesqueiros, aquecimento global e animais marinhos.

Para o estudante Anderson Diniz, 16 anos, que mora à beira mar da praia de Piedade, em Jaboatão, o lixo é a maior preocupação. “Sinto incomodado com a sujeira na areia e na água. Atrapalha a diversão”, afirmou. O aposentado Edemar Rodrigues, 65, deixou de frequentar a praia com a família por causa da poluição. “Ir à praia para mim é sinônimo de aborrecimento”, declarou.

A educação ambiental começa desde cedo, por isso um grupo de estudantes de uma escola particular do Recife foi convidado para visitar o projeto. Com idade média de cinco anos, os pequenos aprenderam sobre a importância dos mares. Para Larissa, aluna da pré-alfa, o home deve deixar os bichos viverem em paz. “Aprendi a não poluir, a ajudar os animais e a coletar o lixo deixado na praia”, disse.

O Brasil possui 8,6 mil km de extensão. De acordo com o Greenpeace, apenas 0,4% dos mares nacionais estão protegidos em unidades de conservação. A ONG recomenda que 40% dos oceanos sejam reservas marinhas.

A “Onda Sensorial” fica montada até dia 31 de maio. O horário de vistação é das 10h às 22h. A entrada é gratuita.

Por Edilson Segundo, do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

sábado, 16 de maio de 2009

Google lança ferramenta para explorar oceanos; assista


A partir desta segunda-feira, internautas do mundo inteiro poderão visitar e mergulhar virtualmente no oceano. Pelo menos é o que promete uma nova ferramenta lançada pela Google.

Chamada de Ocean in Google Earth, a ferramenta é a grande atração da nova versão do Google Earth, o programa gratuito que permite a visualização do mundo a partir de mapas, dados e imagens tiradas por satélites e aviões.

Ela combina imagens e mapas dos relevos oceânicos com material cedido por cientistas e oceanógrafos, para, segundo o Google, "permitir que usuários explorem algumas das partes mais difíceis de alcançar do mundo".

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta, mas acredita-se que apenas cerca de 5% de sua vasta extensão tenham sido explorados pelo homem.

Vulcões submersos

Os internautas poderão “nadar ao redor de vulcões submersos, assistir a vídeos sobre espécies marinhas exóticas, ler sobre navios naufragados nas redondezas e contribuir com fotos e vídeos de localidades favoritas para mergulhar e surfar”.

Com o Ocean in Google Earth, lançado em um suntuoso evento com participação de cientistas e personalidades ligados à defesa do meio ambiente, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, a Google faz mais um passo importante rumo ao ambicioso objetivo de disponibilizar online uma representação completa da Terra.

A ferramenta vem recebendo muitos elogios da comunidade científica e de ativistas do meio ambiente, por permitir uma compreensão maior dos mares e de sua importância na vida e no futuro do planeta.

“Não consigo ver uma forma mais eficiente de conscientizar as pessoas e inspirar o amor pelo coração azul do planeta”, disse a oceanógrafa da National Geographic Society Sylvia Earle, uma das principais consultoras do projeto.

“Pela primeira vez, todos, desde crianças curiosas até cientistas renomados, poderão ver o mundo com novo olhos”, disse ela.

Para Ed Hill, diretor do Centro Oceanográfico Britânico, “entender o papel dos oceanos no aquecimento global será nosso maior desafio nos próximos anos...Com o Ocean, qualquer pessoa poderá ter acesso ao trabalho de nossos cientistas, criando uma conscientização mais ampla sobre as questões que envolvem a vida marinha”.

Segundo a Google, o Ocean oferecerá vários segmentos de conteúdo fornecido por alguns dos principais cientistas e grupos de pesquisa do mundo.

Estes segmentos permitirão que os internautas, entre outras coisas, acompanhem o movimento de animais “marcados” com rastreadores, acessem vídeos e fotos do arquivo do famoso explorador dos mares Jean-Jacques Cousteau e possam acompanhar o histórico, em imagens, do impacto da ação do homem sobre determinados ecossistemas.