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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Secretários estaduais discutem diminuição de gases poluentes na agricultura.

Maíra Gatto | Brasília (DF) 

 

Três protocolos de intenção foram assinados entre o Ministério da Agricultura, Embrapa e entidades nacionais

 
O Ministério da Agricultura firmou nesta terça, dia 17, parcerias para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa por meio de práticas sustentáveis. Os documentos foram assinados no Seminário de Difusão do Programa de Agricultura de Baixo Carbono, que ocorre até esta quarta, 18, em Brasília.
Representantes das secretarias estaduais de Agricultura estão na capital federal para discutir formas de diminuir a emissão de gases poluentes, mantendo a produtividade agrícola. Três protocolos de intenção foram assinados entre o Ministério da Agricultura, Embrapa e entidades nacionais que desenvolvem ações de cultivo diferenciadas e menos agressivas, como plantio direto e reflorestamento. A ideia é comprometer os órgãos com a divulgação, incentivo, pesquisa e treinamento de mão-de-obra voltados ao tema.
— Tudo isso é um processo que está acontecendo, de modo que o crescimento nacional na área agrícola permanece, a performance no mercado de exportações, que tem metas e tudo definido, mas sem que isso vá ferir o princípio da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente — explicou o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles.
O governo federal já disponibiliza desde junho uma linha de crédito de R$ 2 bilhões específica para os agricultores interessados em reduzir as emissões de CO2.

CANAL RURAL



Por: CANAL RURAL

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Especialista em poluição deixa China por problema respiratório

Anthony Hedley, conhecido por ter criado um índice para o meio ambiente e chefe do organismo encarregado de vigiar a qualidade do ar em Hong Kong anunciou nesta quinta-feira que será obrigado a abandonar a cidade e regressar à Inglaterra por problemas respiratórios.
Depois de ter combatido um câncer, Hedley passou a sofrer de complicações respiratórias, que, segundo afirma, se agravaram pela má qualidade do ar em Hong Kong.
A poluição do ar de Hong Kong levou, no dia 5 de março, um grupo de grandes empresas como Starbucks, Pacific Coffee, Ben & Jerry's e Pure Fitness, a denunciar esta situação.
Estas companhias publicaram na imprensa anúncios afirmando que a nuvem de poluição local "mata três pessoas por dia".
As autoridades geralmente atribuem esta poluição às emissões procedentes das fábricas do sul da China.
Mas, segundo um estudo local, a maior parte da poluição atmosférica vem dos gases emitidos pelos canos de descarga dos carros que circulam por Hong Kong.
AFP
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Testes desmentem alegações sobre qualidade do ar de Pequim

26 de junho de 2009
Apesar das críticas, Pequim divulgou na semana passada que estava a meio caminho de seu objetivo de 260 dias com qualidade do ar excelente ou muito ...
Apesar das críticas, Pequim divulgou na semana passada que estava a meio caminho de seu objetivo de 260 dias com qualidade do ar excelente ou muito boa
26 de junho de 2009
Nature

Pequim passou os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2008 alegando que o ar da cidade havia sido drasticamente limpo, mas tais medidas estão agora sendo questionadas.

Usando um Índice de Poluição Atmosférica, API, na sigla em inglês, para o qual a pontuação de 100 ou menos indica uma qualidade "boa" do ar, todos os 17 dias de eventos olímpicos em Pequim passaram no teste. No geral, a cidade atingiu o recorde de 274 dias com boa qualidade do ar em 2008.

O API pode ser calculado de diversas maneiras; o de Pequim inclui medições de dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e partículas com menos de 10 micrômetros de diâmetro ¿ chamadas de PM10. Polemicamente, Pequim não havia considerado anteriormente medições do nível de ozônio para calcular os índices e não aponta o nível de partículas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (conhecidas como PM2,5). Tanto ozônio quanto PM2,5 têm impactos potencialmente negativos na saúde.

Agora, Jian Wang da divisão de prevenção à poluição do Ministério chinês do Meio Ambiente admitiu que a visibilidade nas cidades orientais da China está se deteriorando. Ele diz que a causa é a poluição por ozônio e, especialmente, por PM2,5.

"PM2,5 é a culpada pela neblina", ele disse ao jornal oficial do governo, China Daily, em 5 de junho. "Escapamentos de veículos que contêm carbono negro, sulfatos e nitratos contribuem muito para a densidade de PM2,5, que é mais prejudicial ao sistema respiratório do que PM10", afirmou. Ele acrescentou que o ministério em breve passará a incluir ozônio e PM2,5 em seu cálculo de API, com projetos-piloto de monitoramento das partículas previstos para começar nos rios Amarelo e das Pérolas no ano que vem.

"Isso é uma grande reviravolta", disse Steven Andrews, consultor ambiental que, em setembro de 2006, veio a Pequim por meio da organização Princenton-in-Asia para passar um período de 12 meses.

Andrews diz que a atenção ao ozônio e às partículas PM2,5 é bem-vinda, mas teme que os dados não sejam reportados abertamente. Ele conta que a Agência de Proteção Ambiental Municipal de Pequim costumava divulgar as leituras de ozônio, mas deixou de fazê-lo em 2002.

Ailun Yang, do escritório do Greenpeace em Pequim, acredita que a falha em divulgar os dados é provavelmente uma decisão política. Tendo visitado a Agência de Proteção Ambiental Municipal de Pequim recentemente, ela observa que "eles têm tecnologia de ponta. Eles deveriam ser capazes de fazer qualquer coisa."

Um sopro de ar fresco
No ano passado, Andrews acusou a agência ambiental de Pequim de retirar algumas das sete estações de monitoramento do ar para melhorar os resultados do API. Em um artigo no periódico Environmental Research Letters, ele alegou que duas estações que mediam emissões de veículos - a maior fonte de poluição do ar, segundo a agência - foram retiradas da lista do API em 2006 e que outras três foram adicionadas em áreas mais limpas fora do centro da cidade. Oficiais de Pequim negam a acusação. Andrews afirma que agora não há como provar o ocorrido porque os dados de locais de monitoramentos individuais, que eram disponibilizados online desde janeiro de 2003, foram removidos.

Andrews também aponta que um número consideravelmente alto de dias possui um API apenas ligeiramente abaixo do limiar crucial de 100 pontos. Durante 2006 e 2007, Pequim relatou um total de 107 dias com API entre 96 e 100, e apenas sete dias com um índice entre 101 e 105.

Oficiais de Pequim atribuem isso à sua capacidade de cortar elevações de curto prazo na poluição tendo como alvo certas fábricas. Mas, em uma análise nacional publicada em maio, Andrews acusa oficiais locais da China de manipular dados para cumprir com as metas do API. Em 2007, as cidades de Chengdu e Xian, por exemplo, tiveram 52 e 48 dias, respectivamente, com API entre 96 e 100, e nenhum dia com um índice entre 101 e 105.

Apesar das críticas em torno do API, Pequim divulgou na semana passada que estava a meio caminho de seu objetivo de 260 dias com qualidade do ar excelente ou muito boa este ano.

Tradução: Amy Traduções

Nature

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Semadur investe em urbanização e preservação ambiental


A Semadur (Secretaria Municipal de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Urbano) está implementando vários projetos incluídos no Programa de sustentabilidade ambiental denominado Pró-Natureza. Um deles, o “Passeio Livre”, entrou em vigor na última segunda-feira (15/06) e trata da obrigatoriedade de elaborar projetos de calçada para os empreendimentos urbanísticos.

De acordo com o Secretário da Semadur, Marcos Antonio Moura Cristaldo, “será cobrado dos engenheiros e arquitetos que dão entrada em projetos urbanísticos na prefeitura a elaboração dos projetos de calçada”. A medida leva em conta vários itens como a especificação da largura das calçadas, a arborização (plantio de árvores de pequeno e médio porte), a acessibilidade (as calçadas não podem ter degraus), a localização da água servida e da linha de esgoto.

A prefeitura de Campo Grande aprova, em média, cerca de 200 projetos urbanísticos/mês. A partir de agora, com o Passeio Livre, os engenheiros e arquitetos terão que se preocupar também com a infra- estrutura das calçadas.

Poluição Sonora

O Projeto da poluição sonora está mobilizando uma equipe de fiscais da Semadur no monitoramento e no trabalho educativo para evitar o problema. A questão foi normatizada pela lei complementar nº 8, de 1996 (que altera a lei ambiental 2909, de 1992, ao criar o capítulo de poluição sonora), que dispõe sobre o grau de poluição sonora e as punições cabíveis de acordo com o número de decibéis registrado.

Um exemplo do aplicativo da lei é a região central da cidade, que não pode ter um volume sonoro superior a 50 decibéis. Segundo Cristaldo esse limite costuma ser ultrapassado, principalmente por causa da publicidade (em especial os carros de som) feita pelos comerciantes do local.

Por conta dessas iniciativas publicitárias os fiscais da Semadur já registraram (no aparelho denominado decibelímetro) uma poluição sonora de 78 decibéis. O Secretário da Semadur explica que os infratores “recebem um comunicado sobre a irregularidade e um prazo para solucionar o problema. A multa prevista para os casos de poluição sonora varia de R$1.300,00 a R$ 5.200,00”.

PARQUE ECOLÓGICO............ Lagoa da Fazenda está em total abandono

Inaugurado em 1993, o Parque Ecológico Lagoa da Fazenda já foi ´point´ de encontro em Sobral. Hoje, está abandonado

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Matagal toma conta das instalações do Parque Ecológico. Restaurante Brisa da Lagoa fechou as portas (Foto: Wilson Gomes)



Sobral.
O Parque Ecológico Lagoa da Fazenda, que antes era considerado um ponto de lazer para os habitantes de Sobral, se encontra hoje em total abandono. A situação da área de quase 20 hectares é de causar indignação. Além da falta da cerca de proteção no entorno da lagoa, as pessoas que utilizam aquela área para o cooper estão vulneráveis aos assaltos. “Vi uma senhora que caminhava na minha frente ser assaltada, pensei em ajudá-la mas tive medo porque o outro bandido me observava”, disse o chaveiro Carlos Alberto, que freqüentemente passa pela lagoa.

Há cerca de dez anos, o local era um dos mais badalados da cidade, o chamado “point”, onde os jovens buscavam os quiosques instalados ali para beber, conversar, paquerar e manter encontro com os amigos. Passados os anos, o poder público abandonou a Lagoa da Fazenda, e as indústrias, para completar o quadro de descaso, continuam contaminando as suas águas com produtos químicos. “Quase que diariamente a gente se depara com funcionários de fábricas instaladas aqui próximo despejando dejetos dentro da lagoa”, denuncia a moradora Dória Alves.

O quadro de abandono é também formado pelo matagal na área. Aumenta a quantidade de plantas aquáticas que cobrem o espelho d’água, formando o fenômeno da eutrofização (em decorrência da grande quantidade de matéria orgânica na água, provavelmente originária de esgotos, o ambiente favorece a proliferação dessas plantas).

Até o prédio do antigo restaurante Brisa da Lagoa, onde foi implantado um dos play-grounds, foi coberto pelo mato. Hoje o local é ocupado por delinqüentes que atuam na área. “Tenho enfrentado problemas, não só com a poluição da lagoa, mas com o quadro de abandono. Os clientes que vêm aqui demoram pouco por causa das muriçocas. Afora os delitos que acontecem nesta região”, reclamava Jânio Martins Vasconcelos, proprietário do Restaurante Lagos, o único que resistiu ao tempo.

Sem policiamento

Os pedestres que procuravam o calçadão do parque para a prática de cooper, quase não aparecem mais, porque o local, além de impróprio pelo mau cheiro que exala de seus pântanos, não oferece mais a mínima segurança. “No ano passado, ao final do dia, existia uma dupla de policiais que ficava vigiando aqui pela lagoa, mas eles desapareceram”, disse Vasconcelos.

A reportagem buscou esclarecimentos junto à Prefeitura de Sobral que, por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou que o problema do abandono da área verde deve ser tratado diretamente com o Governo do Estado. “Esse problema é para ser tratado com os órgãos do Estado por se tratar de uma área de responsabilidade do Governo do Estado”, esclareceu Rubens Lima, da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Sobral.

Porém, o coordenador do Controle e Proteção Ambiental da Semace, Arilo Veras, afirma que, desde a construção do Parque Ecológico, o município ficou responsável pela manutenção e conservação do complexo. “A obra de construção do parque, no total, ficou a cargo do Governo do Estado. Findadas as obras, ficou o município de Sobral responsável pela manutenção de tudo construído no local, inclusive o Ginásio Poliesportivo”, afirmou.

Poluição

Sobre a poluição das águas da lagoa pela indústrias sediadas no município, o secretário de Habitação e Saneamento de Sobral, Osmany Parente, disse que, diariamente, fiscais da Prefeitura fazem trabalho de monitoramento na área, buscando evitar a poluição. Inclusive, orientando aos moradores para não jogarem lixo no espelho d’água. Ele disse desconhecer os casos de poluição provocados diretamente por indústrias e que as denúncias sobre o problema devem ser encaminhadas diretamente para a Secretaria Municipal, que buscará as medidas cabíveis para solucionar os casos.

Casa de campo

O Parque Ecológico da Lagoa da Fazenda está encravada na Fazenda dos Macacos, residência do coronel Antônio R. Magalhães e de sua mulher Quitéria Marques de Jesus. O local foi, inicialmente, cortado pela Estrada da Bethânia, construída por dom José Tupinambá da Frota para dar acesso à sua casa de campo.

Por muitos anos, a lagoa permaneceu sendo ponto de lazer dos habitantes de Sobral, que vinham se beneficiar da amena aragem do lugar e contemplar os perfumados aguapés do reservatório. Na gestão do Prefeito Jerônimo Prado, foi feita na lagoa a canalização para escoamento dos esgotos. Com o considerável aumento de ligações clandestinas, o reservatório sofreu um processo de poluição.

Durante o governo Tasso Jereissati, 1987-1990, foram iniciadas obras de recuperação, saneamento e urbanização do local, transformado em Parque Ecológico Lagoa da Fazenda. Sua inauguração aconteceu em outubro de 1993, já no governo Ciro Gomes. O parque ocupa uma área de 19,2 hectares. Agora, é esperar para ver qual governo assumirá o ônus.

Mais informações:

Prefeitura Municipal de Sobral
Secretaria do Planejamento Urbano e Meio Ambiente
Rua Viriato de Medeiros, Centro
(88) 3677.1180


WILSON GOMES
Colaborador

Poluição bate máximo dos últimos 2 milhões de anos

A poluição bate todos os recordes. Os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera são os mais elevados dos últimos 2,1 milhões de anos, revela um estudo divulgado esta sexta-feira pela revista «Science», citado pela agência Lusa.

  • Central nuclear na Pennsylvania, nos Estados Unidos



A investigação, realizada por cientistas do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia (Nova Iorque), adianta novos dados sobre o papel dos níveis de CO2 nos ciclos de arrefecimento e aquecimento da Terra.

Os cientistas rejeitam a teoria de que uma queda do CO2 tenha sido responsável por glaciações mais longas e intensas há cerca de 850 mil anos, mas confirmam a suspeita de que a sua subida coincida com intervalos mais quentes durante o período estudado.

Os autores mostram que os níveis mais altos de CO2 nos últimos 2,1 milhões de anos foram em média de apenas 280 partes por milhão e são agora de 385 partes por milhão, ou seja 38% mais.

A descoberta obriga investigadores a recuar mais no tempo para encontrar analogias com as alterações climáticas actuais.

Poluição medida nas conchas

No estudo, os investigadores reconstruíram os níveis de CO2 através da análise de conchas de plâncton unicelular enterrado no Oceano Atlântico ao largo das costas africanas. Ao datarem as conchas e medirem nelas a percentagem de isótopos de boro, conseguiram estimar quanto CO2 estaria na atmosfera quando o plâncton estava vivo.

Este método permitiu-lhes recuar mais do que os registos preservados em núcleos de gelo polar, que datam apenas de há 800 mil anos.

O planeta passou por glaciações cíclicas durante milhões de anos, mas há cerca de 850 mil anos os ciclos glaciares tornaram-se mais longos e intensos, o que foi atribuído por alguns cientistas a uma queda de níveis de CO2.

No entanto, o estudo constatou que o CO2 se manteve estável durante essa transição, não tendo por isso sido a causa da alteração.

«Investigações anteriores indicaram que o CO2 não mudou muito nos últimos 20 milhões de anos, mas a resolução não era suficientemente elevada para ser definitiva», escreve a principal autora do estudo.»

«Este estudo diz-nos que o CO2 não foi a principal causa, embora os nossos dados continuem a sugerir uma ligação íntima entre os gases com efeito de estufa e o clima global».

Ambiente: Autarcas e ambientalistas contestam poluição nos rios internacionais portugueses.

Lisboa, 19 Jun (Lusa) - A qualidade da água dos rios internacionais está a preocupar autarcas e ambientalistas portugueses das zonas raianas, que reclamam mais atenção e cuidados do lado de lá da fronteira espanhola.

Os problemas motivaram já, no caso do Tejo, uma manifestação a realizar sábado em Espanha, que junta ambientalistas e cidadãos dos dois países para alertar as autoridades espanholas para os problemas que o rio enfrenta.

Mas em Trás-os-Montes, o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo, também confirma que têm tido "problemas" com a poluição vinda de Espanha para o rio Douro.

"A água vem bastante poluída", disse à Lusa o autarca social-democrata, que é também membro da Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro.

Segundo o autarca, "até há pouco tempo, em Espanha só era obrigatório haver estações de tratamento de águas residuais (ETAR) em aglomerados com mais de 20 mil habitantes. Nos restantes os esgotos são todos descarregados nos rios, nomeadamente no Douro e afluentes".

Miranda do Douro é o concelho onde o Douro Internacional entra em Portugal e a maior parte da sua população é abastecida com água do rio, uma situação que, segundo o autarca, "não tem causado problemas".

Manuel Rodrigo assegurou que as duas estações de tratamento de água (ETA) junto às duas captações que abastecem o concelho têm-se revelado suficientes para garantir que a água chega tratada às populações.

A nível ambiental, Manuel Rodrigo considera que as consequências também não têm sido de maior porque é uma zona classificada como área protegida em ambas as margens do Douro Internacional.

"Aqui, não há descargas muito poluentes como acontece noutras regiões de suiniculturas e outras explorações", declarou, considerando que têm-se sentido pequenas melhorias na gestão dos esgotos domésticos.

"Já há pequenos aglomerados populacionais, em Espanha, que estão a investir no tratamento das águas residuais, o que está a contribuir para melhorar a situação", disse.

Mais a sul, no Guadiana, as críticas repetem-se, agora pela voz do núcleo regional da associação ambientalista Quercus em Portalegre.

A qualidade da água, quando entra em Portugal pela região fronteiriça do Caia, no concelho de Elvas, "não é boa", sustentou o ambientalista Nuno Sequeira.

"Do lado de Espanha não há tratamento das águas residuais, a agricultura intensiva que se pratica na região da Estremadura e a descarga de resíduos urbanos, entre outras matérias, têm destruído a qualidade da água", explicou.

De acordo com Nuno Sequeira, a Quercus mostra-se "preocupada" com este problema e lamenta que não seja implementada por parte das entidades que controlam o rio uma "monitorização" adequada.

"A Quercus tem vindo a alertar as autoridades portuguesas para que alerte as entidades espanholas para este problema, mas até ao momento não há resposta para o problema", declarou.

No entanto, mais a norte, no rio Minho, a situação não tem sido pacífica, como explicou o presidente da Câmara de Melgaço, Rui Solheiro, recordando que, anos atrás, a qualidade das águas que chegavam de Espanha era "bastante má", mas entretanto a situação "melhorou substancialmente".

"Tem sido feito, nos últimos anos, um grande investimento no lado espanhol para evitar a poluição do rio, e, actualmente, a situação já é bastante satisfatória", disse à Lusa Rui Solheiro.

HFI/VCP/HYT/PJA.

Lusa/Fim

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mundo: Astrônomos da França combatem a "poluição luminosa"

Quarta-feira, 17 de junho de 2009

Astrônomos da França lançam uma campanha contra a "poluição luminosa", que impede a observação noturna dos astros.

A ideia partiu dos astrônomos do observatório de "Píc dí Midí", nos Pirineus. Eles têm tido dificuldades para trabalhar devido às intensas luzes das cidades próximas, que reduzem a boa visão das constelações.

Por isso, lançaram uma campanha para diminuir a emissão luminosa. O observatório fica a dois mil 877 metros acima do nível do mar, 200 quilômetros a sudoeste de Tulúze. À noite, as luzes dessa cidade são totalmente visíveis do observatório.

De acordo com os astrônomos, isso significa que os focos luminosos estão apontados para cima, ao contrário do que querem os estudiosos. Um dos pontos mais criticados é a iluminação da Basílica de Sân Sernân, uma das principais atrações de Tuluze. A prefeitura concordou em reduzir o número de lâmpadas acesas.

Poluição chega ao maior nível da história

Redação SRZD - Esquina da Música

Poluição chega ao maior nível da história | Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr / Wikimedia Commons

Um relatório do programa norte-americano de Pesquisas Climáticas Globais concluiu que a poluição atingiu o maior nível já registrado no planeta Terra. De acordo com o estudo, as catástrofes naturais vão aumentar nos próximos 100 anos, resultado da ação humana sobre a natureza.

As 200 páginas do estudo revelam que a temperatura do planeta subiu 2 metros em 2 mil anos e se elevará o dobro apenas neste século. Já a temperatura aumentou em 1ºC nos últimos 100 anos e deve subir entre 1ºC e 6ºC até 2100.

As consequencias destas mudanças climáticas são o aumento das tempestades, das erosões e inundações, sobretudo no Golfo do México, em ilhas do Pacífico e na Ásia. A aumento na temperatura causará o aumento das doenças decorrentes da contaminação do ar e das águas, e a infestação de pragas na agricultura.


A poluição no mundo duplicou nos últimos 20 anos e atingiu o pior nível da história. A conclusão faz parte do relatório do Programa de Pesquisas Climáticas Globais.

Segundo o estudo, se nada for mudado, a ação do homem vai provocar catástrofes naturais nos próximos cem anos, com tempestades mais intensas, furacões mais devastadores, secas e inundações com grande poder de destruição.

O relatório revela ainda que a temperatura da Terra aumentou quase 1°C desde 1900 e deve subir entre 1°C e 6°C nos próximos cem anos. Em 2 mil anos, o nível do mar subiu 20 cm e deve dobrar dentro de um século. Os EUA são os maiores poluidores do planeta, com a emissão de 30% dos gases do efeito estufa. As revelações devem facilitar os planos do governo Obama de estabelecer limites para emissões. Um projeto sobre o tema tramita no Congresso.

Reforma financeira

O presidente Barack Obama anuncia hoje um pacote com medidas regulatórias para fortalecer a supervisão dos bancos e do mercado financeiro. Deve ser criada uma agência reguladora única.

Exxon é condenada a pagar US$ 500 mi

A petrolífera Exxon Mobil foi condenada nos EUA a pagar US$ 507,5 milhões em perdas e danos a pescadores, empresários e nativos do Alasca por causa do vazamento do navio "Exxon Valdez", ocorrido em 1989. Em 1996, o primeiro julgamento estabeleceu indenização de US$ 5 bilhões, mas o valor foi reduzido por seguidas apelações.

Obama: apoio a plano ambiental
ap

terça-feira, 16 de junho de 2009

Secretaria realiza mobilização para combater a poluição sonora na capital

Cuiabá / Várzea Grande, 16/06/2009

Da Redação

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano realiza nesta quarta-feira (17-06), juntamente com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente uma grande mobilização na área central contra a Poluição Sonora. O Disk Silêncio programa que foi criado pela lei 3.819/99 tem como finalidade principal combater a produção de ruídos emitida por atividades exercidas em nosso Município que possam interferir na saúde e causar incomodo ao bem-estar da população.

O coordenador do programa Ademir Gomes de Moura esclarece que o nível legal estabelecido em lei é de 70 decibéis, de 7h às 22h. Depois deste horário, o limite máximo cai para 60 decibéis. O coordenador destaca que as equipes continuarão a visitar todos os bairros da capital.

Segundo o Secretaáio Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Gilson Nunes, este é um importante passo na definição do processo de conscientização de todos para que não haja mais distorções de poluição sonora na cidade de Cuiabá e seja garantido o sossego público dos moradores e instituições do município.

Como é feita a Medição?

Os técnicos que participam da ação de fiscalização utilizam um aparelho chamado Decibelímetro que mede o nível de ruído produzido pelo estabelecimento. A medição é feita dentro dos padrões da ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas). Caso o ruído ultrapasse os índices permitidos pelo zoneamento urbano , onde se localiza o estabelecimento e de acordo com o horário da ocorrência , o local será mutado, interditado ou lacrado.

Petrobras fornece diesel menos poluente à Região Metropolitana de Fortaleza


Todos os usuários de veículos a diesel na Região Metropolitana de Fortaleza já podem abastecer seus motores com um combustível menos poluente.

Todos os usuários de veículos a diesel na Região Metropolitana de Fortaleza já podem abastecer seus motores com um combustível menos poluente. A Petrobras está disponibilizando desde maio o diesel S-50, com menor teor de enxofre em relação ao diesel S-500, utilizado até então. O diesel S-50 tem 50 partes por milhão (ppm) de enxofre, o que corresponde a uma concentração de 50 miligramas por quilo (mg/kg) desse componente no diesel. O diesel anterior tinha 500 partes por milhão de enxofre, correspondendo a uma concentração de 500 mg/kg desse componente no diesel.

Em Fortaleza, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, detalhou, nesta segunda-feira (15/6), em entrevista coletiva, como está sendo feito o fornecimento do combustível e os benefícios ambientais decorrentes do uso de um diesel menos poluente.

“Fortaleza foi uma das cidades escolhidas para receber o diesel porque a Petrobras tem aqui uma logística bem integrada. O diesel importado chega ao país no Porto de São Luís, de onde é transportado por navios até Fortaleza, Recife e Belém”, explicou o diretor de Abastecimento.

Também participaram da coletiva o secretário municipal de Meio Ambiente de Fortaleza, Deodato José Ramalho, o gerente geral da Lubnor, Eribaldo Cantalejo Fernandes e o gerente de soluções comerciais da Petrobras, Frederico Kremer.

Além de Fortaleza, as regiões metropolitanas do Recife (PE) e de Belém (PA) estão recebendo o diesel menos poluente desde maio. As Regiões Metropolitanas de Fortaleza, Belém e Recife têm cerca de 800 postos revendedores de combustíveis oferecendo o Diesel S-50, sendo 322 no município de Fortaleza. A distribuição atende a o cronograma acertado junto ao Ministério Público, definido sob orientação do Ministério do Meio Ambiente. Em janeiro, a Petrobras já havia dado início ao fornecimento do diesel S-50 para as frotas cativas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em agosto, será a vez de Curitiba (PR) ter o combustível disponibilizado para suas frotas de ônibus.
Em janeiro de 2010, o combustível será disponibilizado para as frotas cativas de ônibus urbanos de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) e da Região Metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também às frotas cativas de ônibus urbanos de outras três Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos) e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A produção do Diesel S-50 passa por unidades de hidrotratamento, que extraem o enxofre a partir de reações químicas envolvendo, principalmente, o hidrogênio.

Qualidade do ar

A qualidade do ar das cidades é influenciada por vários fatores, cada um deles com impacto maior ou menor. Além da qualidade dos combustíveis, são igualmente importantes o sistema viário, a tecnologia veicular, a inspeção e manutenção dos veículos, o tamanho e perfil de idade da frota, a velocidade média dos veículos, a gestão do tráfego e os programas de incentivo ao transporte coletivo.

Quanto à poluição atmosférica de origem veicular, o Governo Federal instituiu em 1986 o Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), um cronograma de redução gradual das emissões de poluentes para veículos leves e pesados. Desde o estabelecimento do programa, a Petrobras sempre atendeu às legislações relativas à melhoria da qualidade dos combustíveis. Em algumas ocasiões, a empresa se antecipou à legislação, como na retirada do chumbo da gasolina em 1989.

Além do enxofre oriundo da queima de combustíveis, gases como óxidos de nitrogênio (NOx) e compostos orgânicos voláteis (COVs), emitidos principalmente em atividades de combustão, também podem se transformar em material particulado.

Produção e Distribuição.

O objetivo da Petrobras é ter plena capacidade produtiva do diesel para atender o mercado brasileiro, sem depender de importação. Para garantir a produção doméstica total do combustível, a empresa está investindo 7,2 bilhões de dólares até 2013, incluindo o fornecimento do diesel S-10, com 10 partes por milhão de enxofre.

Fonte: Google News

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mutirão de limpeza dá grito de alerta sobre o rio Pardo


A semana do meio ambiente, iniciada na segunda-feira passada com gincana estudantil para coleta de material reciclável, em Ribas do Rio Pardo, teve show de Orquestra do Pantanal na noite de sábado e mutirão de limpeza do Rio Pardo, ontem de manhã.
Junto com a orquestra, artistas do município que fazem parte do CD Canta Ribas, gravado pela Prefeitura Municipal, também se apresentaram. Os artesãos da cidade aproveitaram para comercializar seus trabalhos na Feira do Artesanato montada no local do show.
Na manhã de domingo 15 barcos navegaram pelo Rio Pardo por 40 quilômetros, com a tripulação fazendo um mutirão de limpeza para coleta de material reciclável como plástico e alumínio. Guarnição do Corpo de Bombeiros esteve em Ribas para acompanhar a atividade ecológica.
A coordenação do mutirão foi da ONG Rio Pardo Vivo, que denuncia o elevado nível de assoreamento decorrente da atividade agrícola e pecuária no município. “Onde o leito atingia entre seis a nove metros de profundidade, hoje varia entre 30 a 40 centímetros de água apenas”, destaca o professor Costa, ambientalista responsável técnico pela atividade.
A caravana desceu o Rio Pardo domingo fazendo um grito de alerta para as autoridades estaduais e federais tomarem providências quanto ao problema, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Ângelo da Silva.
O Rio Pardo nasce no vertedouro chamado “Caminho das Monções”, em Camapuã. No seu curso, passa por mais quatro municípios: Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Brasilândia e Bataguassu, onde deságua no Rio Paraná. Em Campo Grande, recebe água do Córrego Anhanduí, que corta o centro da Capital do Estado.
Um aspecto histórico do Rio Pardo, é o fato de que já foi navegado pelos Bandeirantes no Século XVI, quando exploraram ouro na região onde hoje é o norte de Mato Grosso do Sul.
É no Rio Pardo que foi construída, há quarenta anos, a primeira usina hidrelétrica de Mato Grosso do Sul, a Usina Assis Chateubriand, conhecida como Usina do Mimoso. Hoje a Usina produz 29,5 Megawatts de energia elétrica consumida no Estado, o que corresponde a 9 % da produção da empresa Energesp (existem usinas de outras empresas produtoras de energia no Estado).

08/06/2009

Empresa reduz poluição com reforma de pneus



Da Agência Sebrae de Notícias

Após o uso, os pneus de caminhões podem poluir o meio ambiente e servem de criadouro para o mosquito da dengue. A reforma desse material aumenta sua vida útil, com benefícios para o meio ambiente e o consumidor. A empresa FM Pneus, de Toledo (PR), além de reformar, providencia o descarte adequado e realiza projetos comunitários com o plantio de árvores e ações educativas junto à população.

Marcos Roberto Magnanti é diretor da FM Pneus, empresa com 12 anos de atividades. Ele explica que um pneu de caminhão pode ser reformado de duas a três vezes, com um aumento de até três anos na longevidade do produto. Segundo o empresário paranaense, um pneu novo custa em torno de R$ 1,2 mil, enquanto o reformado sai por cerca de R$ 400. "Se um pneu novo roda em média 150 mil quilômetros, o reformado consegue atingir até 180 mil", calcula.

O empresário assinala que hoje o Brasil constitui o segundo maior mercado mundial de pneus reformados e perde apenas para os Estados Unidos. Ele destaca que o ramo, antes visto com preconceito, tornou-se muito importante pelas questões ambientais. O cliente leva o pneu para a FM e empresa coloca uma nova banda de rodagem sobre ele. Quando não é mais possível a reforma, as carcaças são enviadas para reciclagem.

Fora sua atividade comercial, a FM Pneus desenvolve ações sócio-ambientais que contribuem para melhorar a eficiência e a lucratividade do negócio. Uma delas é o programa '3R', que reúne as siglas Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

O '3R' envolve coleta seletiva na empresa, redução no consumo de energia, reaproveitamento de água por meio de cisternas e reutilização de papéis e envelopes. "Tudo isso gera benefícios ao meio ambiente e ao mesmo tempo permite que a empresa economize", diz Marcos Roberto.

A empresa paranaense vende para recicladoras materiais como pneus, plásticos e papéis. A borracha, por exemplo, tem diversas finalidades, como a produção de solas para sapatos. O lucro com a venda para reciclagem vai para a associação dos funcionários da FM. Com o dinheiro arrecadado, eles compraram um terreno com área de 40 mil metros quadrados. Nela, plantaram-se mil árvores, dentro do programa 'Plante Vida com seus Pneus', mais uma iniciativa da empresa de Toledo.

Magnanti diz que a cada quatro pneus reformados, planta-se uma muda de árvore. Com isso, além das que existem no terreno da Associação dos Funcionários, já houve o plantio de mais mil mudas em outros lugares de Toledo.

Poluição pode contribuir para o aumento dos casos de doenças no fígado

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Estudo da Universidade de Louisville


Os poluentes podem ser co-responsáveis pelo aumento do número de casos de doenças no fígado, revela um estudo apresentado na conferência Digestive Disease Week, realizada recentemente em Chicago, EUA.


Investigadores da Universidade de Louisville, liderados por Matthew Cave, explicaram à Reuters Health que um terço dos adultos norte-americanos apresenta sinais de doença no fígado não causada pelos factores de risco tradicionais, tais como abuso de álcool e hepatite viral.


Enquanto a obesidade continua a ser a principal responsável pelo aumento dos casos de doença hepática, este estudo de Louisville, realizado junto de 4,5 mil pessoas, indicou que a poluição ambiental também pode cumprir um papel na doença.


"O nosso estudo mostra que alguns desses casos podem ser atribuíveis à poluição ambiental, mesmo após ajustar o factor obesidade, que comporta um risco acrescido para doença hepática", destacou à agência noticiosa o líder da investigação Matthew Cave.


Na investigação foram analisadas amostras do fígado dos participantes quanto à exposição a 111 poluentes comuns, incluindo chumbo, mercúrio e pesticidas. Estes poluentes foram encontrados em 60% dos voluntários que apresentavam anormalidades nas enzimas hepáticas. E essa associação permaneceu significativa após a consideração de factores como obesidade, diabetes, raça, sexo e rendimento económico.


Segundo refere a notícia da Reuters, existem cerca de 90 formas de doença hepática, incluindo hepatite, cirrose e fígado gordo. O número de casos tem vindo a crescer um pouco por todo o mundo dito desenvolvido, acompanhando o aumento do número de obesos, doença que pode comprometer a função hepática.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

08 de Junho de 2009

Programa descentraliza política ambiental no Estado


Da Redação com agências - 8/6/2009
Projeto Município Verde tem foco em preservação de recursos naturais e desenvolvimento de programas de educação ambiental

O governo de São Paulo mantém desde 2007 o projeto "Município Verde", que descentraliza a política ambiental e capacita os municípios quanto à preservação dos recursos naturais. A gestão ambiental compartilhada cria responsabilidade mútua tanto pelas prefeituras quanto pelos municípios.
A adesão dos municípios ao Protocolo Verde é voluntária. Para aderir, a cidade deve assinar o "Protocolo de Intenções" que estabelece a parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e determina as ações necessárias para que o município seja certificado como "Verde". Atualmente, 614 municípios participam da iniciativa e desenvolvem os seguintes projetos:
- Esgoto Tratado; tratar 100% dos esgotos até o ano de 2010, ou, sendo financeiramente inviável, até o final de 2014.
- Lixo Mínimo; eliminar até 2010 os lixões a céu aberto, promovendo a coleta seletiva e a reciclagem do lixo no município.
- Mata Ciliar; auxiliar o governo na recuperação das matas protetoras dos córregos e das nascentes d'água.
- Arborização urbana; criar mais áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas, atingindo 12 m² por habitante.
- Educação ambiental; implementar um programa de educação ambiental na rede de ensino municipal.
- Habitação sustentável; definir critérios de sustentabilidade na expedição de alvarás da construção civil.
- Uso da água; elaborar um programa contra o desperdício de água.
- Poluição do ar; auxiliar o governo no combate da poluição atmosférica, especialmente no controle da fumaça preta dos ônibus e caminhões a diesel.
- Estrutura ambiental; criar um Departamento ou Secretaria municipal de meio ambiente.
- Conselho de Meio Ambiente; constituir órgão de participação da sociedade, envolvendo a comunidade na agenda ambiental.
A Secretaria de Meio Ambiente acompanha e auxilia os municípios no cumprimento desta agenda. São realizadas palestras e cursos de capacitação por todas as cidades participantes ao longo do ano. Já participaram cerca de 1500 pessoas, entre prefeitos, interlocutores, técnicos, deputados estaduais e federais, representantes da sociedade civil e demais envolvidos com o projeto. No balanço deste ano, 332 municípios já completaram os planos de ação - o que comprova o sucesso da união do Estado e municípios a favor do meio ambiente.

Atitude ecológica reduz poluição e gera economia

Para diminuir a contaminação do ar e o efeito estufa, muito se fala sobre o desenvolvimento de carros elétricos ou combustíveis que poluam menos.

Enquanto o momento é de espera, até que surjam no mercado essas novas tecnologias, é possível adotar algumas medidas ecologicamente corretas que tanto diminuem as emissões quanto os gastos com com combustíveis.

Essa mudança de comportamento se torna ainda mais necessária se considerarmos que 13% das emissões mundiais vêm do setor de transporte.

Somente no Brasil, essa porcentagem é de 12%, ou 39 milhões de toneladas por ano. Para se ter ideia, se considerássemos apenas a poluição desse setor, o País seria o quinto maior poluidor do mundo.

Por esses motivos e inspirado no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na sexta-feira, O Diário foi em busca de dicas de ações que reduzem a emissão de poluentes. Na área mecânica, o gerente do departamento de pós-vendas da concessionária da Iveco, em Maringá, Nivair Torino, recomenda ajustes periódicos no sistema de combustão do veículo.

“O uso diário desgasta os componentes, o que permite maior vazão de combustível, gerando mais gastos e poluição”, explica. Ele diz que cada carro tem dosagem mínima de emissão, mas se estiver acima do permitido a Polícia Rodoviária Federal pode registrar multa. Por isso, para carros de passeio, Torino recomenda manutenção a cada 15 mil quilômetros rodados. Já no caso de caminhões, o prazo é de 60 mil quilômetros.


Dia a dia

Outras medidas, agora mais relacionadas aos hábitos cotidianos, são sugeridas pelo secretário do Meio Ambiente de Maringá, Diniz Afonso. Ele diz que utilizar mais o transporte coletivo é uma das alternativas.

“Temos ônibus que circulam em todos os bairros da cidade, que também podem ser utilizados para economizar combustível e manutenção do veículo”, argumenta.

O secretário também aconselha as pessoas a se organizarem para o transporte em grupos. “Ainda percebemos muitos motoristas que estão sozinhos nos veículos”, destaca.

Afonso comenta, por exemplo, que estudantes poderiam combinar carona para irem à faculdade, realizando rodízio semanal de veículos. Outra opção para evitar a poluição, segundo ele, é andar de bicicleta, já que Maringá é uma cidade planejada e, por isso, tem ruas e avenidas largas e planas, o que favorece a prática.

Poluição no Oceano Índico será abordada em quatro dias

Port-Louis, - Uma reunião de quatro dias sobre um projecto de desenvolvimento das vias marítimas e prevenção da poluição costeira e marinha no oeste do Oceano Índico terá inicio segunda-feira nas ilhas Maurícias, soube-se hoje, domingo, em Port-Louis de fonte oficial.

No encontro que vai agrupar os representantes das Comores, do Quénia, de Madagáscar, das Ilhas Maurícias, de Moçambique, das Seichelas, da África do Sul e da Tanzânia, é conjuntamente organizada pela Comissão do Oceano Índico (COI) e pela Organização Marítima Internacional (OMI).

O objectivo deste projecto é reduzir os riscos de poluição do ambiente proveniente dos navios, e reforçar a capacidade dos países de responder às situações de emergência ligadas às descargas de produtos petroleiros, químicos, tóxicos e perigosos.

Ela visa, entre outros, ajudar os países interessados a preparar planos nacionais de gestão das descargas de produtos tóxicos e combustíveis que deverão se aplicar antes de finais de 2010.

O projecto é financiado pelo GEF/Banco Mundial em cerca de 11 milhões de dólares norte-americanos.

Destruição, poluição e desrespeito à natureza foram destaques no Dia do Meio Ambiente

Dia do Meio Ambiente: agentes destacam desrespeito, destruição e poluição


O agente de fiscalização do IBAMA Barretos, Renato Felice, concedeu entrevista na manhã de ontem a Rádio Jornal, no Jornal da Manhã, onde falou sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado ontem. De acordo com agente, a data não pode ser comemorada com festa, porque ainda existe muito desrespeito à natureza, destruição e poluição.
“Infelizmente não temos nenhuma previsão para comemorar essa data com festa realmente”, afirmou o agente.
O agente do Ibama, Renato Felice, comentou ainda os danos ambientais provocados às matas ciliares e as áreas de Preservação Permanente. “Hoje temos observado que algumas usinas estão arrendando apenas as terras cultiváveis, deixando para o proprietário a preservação das matas ciliares”, afirmou o agente.
Por outro lado, o órgão vem fiscalizando as matas ciliares próximas aos rios Pardo, Grande e Sapucaí, com objetivo de obrigar os proprietários a fazer o replantio das arvores nativas. Para cada árvore cortada, é necessário fazer o plantio de outras 20 plantas, de acordo com a determinação do órgão ambiental.
NOVO CÓDIGO
Ao ser perguntado sobre a devastação ambiental na região, Renato Felice, disse que hoje existe pouca vegetação na região e visando corrigir essa falha, a partir de janeiro de 2010, com a entrada em vigor do novo Código Florestal, os proprietários serão obrigados a fazer a recomposição dessas áreas de preservação que estão sendo destruídas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Conama debate controle de poluição em Palmas



PALMAS - Integrante do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, onde ocupa cadeira na Câmara Técnica de Gestão Territorial e Biomas, o Tocantins será representado em mais uma reunião da entidade. Nesta quarta-feira, 27, e quinta-feira, 28, o presidente do Naturatins - Instituto Natureza do Tocantins, Marcelo Falcão Soares, participa da 94ª Reunião Ordinária do Conama, no auditório do Ibama, em Brasília.

No encontro, que inicia às 9h, representantes de todos os estados brasileiros irão apreciar e votar as propostas de resolução sobre licenciamento ambiental de aquicultura, a nova fase de exigências do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para veículos leves e sobre estágios sucessionais das restingas associadas ao bioma Mata Atlântica. A proposta de licenciamento ambiental de aquicultura pretende regulamentar a atividade no Brasil e entre seus objetivos está a simplificação e a padronização do licenciamento para a piscicultura em todo o País.

Proposta

Já a proposta de resolução que dispõe sobre nova fase de exigências do Proconve para veículos automotores leves de uso rodoviário, tramita em regime de urgência no conselho, onde foi aprovada nos dias 7 e 8 de maio, pelos membros da CTAJ – Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos. Também aprovada na CTAJ, será discutida e votada nesta plenária a resolução que dispõe sobre parâmetros básicos para a definição de vegetação primária e dos estágios sucessionais secundários da vegetação de restinga no bioma Mata Atlântica.

Ainda constam da pauta a recomendação do Conama ao Poder Executivo de redução, para fins de recomposição, da reserva legal dos imóveis situados na área de influência da BR-163 - de 80% para 50% -; e a proposta de recomendação aos ministérios do Meio Ambiente e da Educação para que providenciem o estabelecimento de diretrizes para a implementação de Política Nacional de Educação Ambiental.

Também serão prestadas informações relacionadas as resoluções sobre mitigação de impactos ambientais decorrentes de emissões de dióxido de carbono (CO2) e sobre a implantação de Programas de Inspeção Veicular por órgãos estaduais e municipais de meio ambiente. Embora estejam em regime de urgência, a Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental ainda não aprovou essas matérias em primeira instância.

Conama

O Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente foi criado pela Lei 6.938/81, tem 108 conselheiros titulares e é presidido pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Cinco segmentos têm assento no colegiado: entidades da sociedade civil, setor empresarial, Governos Municipais, Estaduais e Federal e sua principal finalidade é deliberar sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Fonte: Conama - JK

Recifes da costa brasileira correm perigo

País é responsável pelos únicos ambientes de recifes do Atlântico Sul

Nos recifes da plataforma continental brasileira, os corais têm apresentado doenças e infecções devido ao sufocamento causado por poluição e sedimentos. Em outros casos, a ameaça é a proliferação de espécies invasoras. Estes são dados da edição de 2008 da "Status dos Recifes de Coral do Mundo", publicação bianual da Rede Mundial de Monitoramento de Recifes de Coral, que reúne informações sobre a situação de 96 países. Este foi o primeiro ano que o Brasil mereceu um capítulo especial.

O mundo perdeu 19% dos seus recifes de corais desde 1950 e outros 15% estão ameaçados de desaparecer ao longo das próximas duas décadas. Segundo o Programa Nacional de Monitoramento de Recifes de Coral, o Brasil é responsável pelos únicos ambientes de recifes do Oceano Atlântico Sul. Além disso, possui um dos maiores adensamentos populacionais costeiros do mundo, o que coloca os seus recifes de corais sob forte pressão de uso. Além da poluição por lançamento de esgotos, as águas marinhas também recebem os sedimentos lançados junto com as águas de rios cujas margens foram desmatadas.