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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marina apresenta aula magna para auditório lotado

Notícia publicada na edição de 16/04/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 

  • Bruno Cecim  
  • Marina Silva: "Não quero fazer discurso pessimista diante dos jovens"
Para uma platéia lotada de jovens universitários, Marina Silva ministrou uma aula magna na Faculdade de Direito de Sorocaba (Fadi), na manhã de ontem, e mudou o tom do discurso, tornando-o mais burocrático e menos sentimental. A referência para a platéia de futuros advogados foi o desafio civilizatório e a ética. A senadora explicou sobre a crise ambiental que julgou sem precedentes e afirmou que o planeta está à beira de um colapso pela ação do homem. Chamou a atenção dos jovens para que cuidem do planeta que herdarem para as gerações futuras e, quando o discurso estava assumindo um tom mais pessimista se adiantou: Não quero fazer discurso pessimista diante dos jovens brincou apontando o que pode ser feito para salvar o planeta, como a mitigação de impactos.
Para realçar a importância da educação contou aos alunos como foi o seu processo educacional, aos 17 anos, até a sua entrada na faculdade e prendeu a atenção dos presentes detalhando os aspectos mais nevrálgicos desde o dia que em um chiqueiro pediu ao Pai se podia ir morar na cidade para cuidar da saúde e estudar.
Aplaudida em pé no final da explanação, Marina Silva e comitiva seguiram para a Câmara Municipal de Sorocaba, onde teve um breve encontro com o prefeito Vitor Lippi e atendeu à imprensa em uma entrevista coletiva.
A senadora de 52 anos ainda foi à plenária conversar com parlamentares por cerca de 30 minutos e passava das 13h quando deixou o local, rumo a um almoço que teria com empresários.
Na agenda ainda constava a visitação a um bairro da cidade antes de cumprir agenda na cidade de Itu encerrando as atividades do dia após palestra no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp).

Plano ambiental sai em dois anos .

Thiago Arioza
Notícia publicada na edição de 16/04/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
 
  • Fábio Rogério Vitor Lippi e Moira Paz-Estenssoro no momento da assinatura
 
Sorocaba terá um Plano Diretor Ambiental dentro de dois anos para direcionar o crescimento da cidade de modo a evitar áreas críticas e preservar locais de valor ecológico. Os estudos e o mapeamento necessários para elaboração do plano serão viabilizados por meio de um financiamento de US$ 150 mil, pela Corporação Andina de Fomento (CAF) - instituição financeira multilateral, com sede em Caracas (Venezuela) - mais contrapartida de US$ 30 mil da prefeitura destinados a gastos operacionais.
Segundo Jussara Lima de Carvalho, secretária municipal de Meio Ambiente, este trabalho visa atualizar e ampliar o volume de informações referentes a questões que já são tratadas no Plano Diretor do município. Quando um empreendimento pedir para ser implantado em determinada área que, por algum motivo, deve ser preservada, teremos um instrumento legal que justifique o impedimento. Assim, a gente pode direcionar o crescimento da cidade para fora dessas áreas críticas, explicou. Além de diretrizes para a ocupação do solo, o plano deve incluir propostas e recomendações sobre temas, como a qualidade e a quantidade de água, vegetação, uso do solo, qualidade da urbanização, conservação e recuperação de áreas naturais, áreas verdes urbanas e conflitos ambientais.
Na tarde de ontem, o prefeito Vitor Lippi assinou o Termo de Cooperação Técnica de Recuperação Contingente com a diretora da CAF no Brasil, Moira Paz-Estenssoro. Será muito mais fácil identificar as ações futuras necessárias para melhorar a qualidade de vida do cidadão e apoiar todas as áreas que o Executivo tem para poder incorporar melhor a temática de meio ambiente, declarou a representante.
O contrato celebrado entre a CAF e a empresa responsável pelos estudos tem duração de 12 meses. Durante este período, ocorrerá o levantamento de informações sobre o tipo físico, natural, socioeconômico, legal e demandas socioeconômicas para subsidiar o Plano Diretor com base no uso sustentável dos recursos do município. Em seguida, as secretarias municipais envolvidas vão planejar o uso das áreas identificadas com a finalidade de elaborar o plano. Com o plano pronto, iniciamos uma nova etapa, que é a transformação dessas orientações em leis a serem aprovadas pela Câmara. Uma vez transformados em instrumentos legais, ele começa a ser executado, declarou Jussara, que prevê de um ano e meio a dois para a finalização, considerando a participação da Câmara e a realização de audiências públicas.