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sábado, 20 de junho de 2009

O verde que valoriza.

Inauguração do Taguaparque, com investimento do GDF da ordem de R$ 13,4 milhões só na primeira etapa do projeto, vai se refletir no preço dos imóveis da região de Taguatinga e de Vicente Pires

Taís Calado
tcalado@jornaldacomunidade.com.br
Redação Jornal da Comunidade

Depois de muita especulação, o Taguaparque sai do papel. Com 89 hectares, o equivalente a cerca de 107 gramados do Maracanã, a primeira etapa do parque de Taguatinga já está aberta aos moradores. O secretário de Administração de Parques e Unidades de Conservação (Comparques), professor Ênio Dutra, começou a trabalhar no projeto em 2007. “Quando o governador assumiu o mandato, colocou em sua campanha a implantação do parque. Outro ponto a favor foi a vinda da sede do GDF para Taguatinga, conhecida hoje como Buritinga”, destaca o professor.


No dia 6 de junho o governador participou da cerimônia de inauguração. A estrutura do parque conta com três estacionamentos, cinco quadras de futebol de areia e cinco de vôlei de praia, três conjuntos com aparelhos de ginástica, circuitos inteligentes, playground para as crianças, churrasqueiras, dentre outros itens.


O GDF investiu R$ 13,4 milhões nessa primeira etapa do projeto, buscando a sustentabilidade. Para a próxima etapa está previsto o Centro Cultural e Anfiteatro Natural, um teatro ao ar livre que difundirá a cultura no parque. Além de ciclovias e pista de caminhada.

A nutricionista Gilvânia Nunes passou a fazer exercícios no Taguaparque, onde caminha quatro quilômetrosFoto: Mary LealA nutricionista Gilvânia Nunes passou a fazer exercícios no Taguaparque, onde caminha quatro quilômetros
Valorização
Taguatinga ganhou o parque ao completar 51 anos, mas a vitória também é comemorada pelos moradores de Vicente Pires, que por muito tempo reivindicaram a criação desse espaço. Outra boa nova é que os imóveis da região serão valorizados. “Quem não quer morar perto de um parque?”, questiona o professor.


Fabrício Garzon, diretor da MGarzon Empreendimentos, diz que Taguatinga é uma cidade consolidada. Por ter poucas ofertas de terrenos, os empreendimentos lançados na região têm boa valorização. “O morador de Taguatinga é muito fiel. Tudo que é lançado vende muito bem”, conta Fabrício. Ele aposta na valorização dos imóveis pelo fato de as cidades não terem muita área verde. “Os imóveis mais valorizados hoje são aqueles próximos aos parques. Além de dar uma atenção especial, espero desenvolver grandes projetos próximo ao Taguaparque”, completa Fabrício.


Gilvânia Nunes, moradora de Vicente Pires, ressalta que Taguatinga precisava de uma área de lazer. “Uma cidade com tanta movimentação requer um parque. E para Vicente Pires, que está começando agora, o parque vai trazer valorização e qualidade de vida para os moradores”, aposta. Gilvânia, que comprou sua casa há oito anos, acredita que o imóvel valorize devido à proximidade com o parque, já que lazer é um atrativo para os compradores da residência.


Gilvânia é nutricionista e caminha quatro quilômetros de segunda a sexta-feira. Antes da construção do Taguaparque ela utilizava o espaço do condomínio onde mora. Agora passou a fazer seus exercícios no parque. “Só o que me preocupa nos parques de Brasília é a segurança. Tem de haver segurança para que os moradores caminhem tranquilos”, afirma.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dia Verde é comemorado com ações humanitárias

A UBS do Interlagos teve um dia diferente hoje (18). Isso porque o Exército esteve durante todo o dia realizando no local um dia humanitário... >A UBS do Interlagos teve um dia diferente hoje (18). Isso porque o Exército esteve durante todo o dia realizando no local um dia humanitário. Hoje é comemorado o ‘Dia Verde’, data que é marcada no Exército por ações cívico sociais.“Esse dia o Comando da Brigada de Cascavel e as unidades subordinadas, estão realizando o Dia Verde, paralelo a este dia, estamos com essa ação no bairro Interlagos, trazendo melhorias para qualidade de vida da população, disponibilizando trabalhos na área médica, orientações odontológicas, e também exames de diabetes, palestras de prevenções, corte de cabelo, uma série de ações neste bairro”, afirma o Major do 15º Blog, José Honorato Ferreiro.Ana Ivone da Rocha trouxe os dois filhos, Rodrigo, 06 anos e Renata, 10. “Acho que é importante ajuda na saúde. Eles vieram cortar o cabelo, fazer exame. A minha filha também fez exames de diabetes e deu alteração”.O pequeno Rodrigo saiu da cadeira da cabeleireira feliz com o novo corte de cabelo. “Gostei do meu corte de cabelo, achei lindo, era assim que eu queria”.Quatro barracas foram montadas para atender a comunidade, além do atendimento feito dentro da Unidade Básica de Saúde, na área de ginecologia e clínico geral. Nas barracas, a população contou com serviços como aferição de pressão, dentista, exames para diabetes, corte de cabelo e orientações sobre a dengue.Segundo o supervisor das equipes da UBS, Adalberto José Ferreira, essa ação auxiliou para desafogar o sistema de agendamento da unidade. “Trabalhamos com agendamento direto, e, essa ação ajudou a desafogar um pouco o nosso sistema. Ajudou muito este trabalho junto com a equipe do Exército”. O Major do 15º Blog, José Honorato Ferreiro, explica que as próximas atividades deste gênero serão realizadas nos bairros Santa Cruz e Guarujá. “Planejamento futuros para a semana do Exército, só que com porte maior, no bairro Santa Cruz e Guarujá, são os prováveis bairros que receberão as atividades e também no aniversário do 15º Blog, estaremos planejando ações futuras humanitárias para a comunidade”.O trabalho foi realizado entre as unidades do Exército, Secretaria de Saúde e o Senac.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mundo Verde quer ganhar o Brasil

São Paulo e capitais do Sul, Norte e Nordeste são os focos de crescimento da rede, que apresenta na ABF Expo 2009 novos conceitos em lojas sustentáveis e vendas a granel

A rede Mundo Verde – maior franquia especializada em alimentação saudável e produtos para bem-estar da América Latina – estará presente pela sétima vez na ABF Franchising Expo 2009, de 17 a 20 de junho, em São Paulo. A rede pretende prospectar potenciais franqueados para expandir a marca em São Paulo (capital e interior) e nas principais capitais das regiões Sul, Norte e Nordeste.

A principal novidade que a marca apresenta no evento é a adoção do conceito de lojas verdes, utilizando critérios de arquitetura sustentável nos projetos de montagem e decoração. Outra é o sistema de vendas a granel, bem-sucedido em recentes experiências em Florianópolis e Recife, especialmente para vendas de produtos dos segmentos de cereais, chás e ervas para tempero.

Em seu estande de 20 metros quadrados, localizado no setor B046 do Pavilhão Vermelho da Expo Center Norte, a rede promoverá degustação de produtos com a presença de uma nutricionista e uma promotora, além de distribuição de folhetos, livretos e da Revista Mundo Verde para os candidatos a franqueados.

Metas de expansão - “Já estamos presentes com 137 lojas em 15 estados e no Distrito Federal, além de uma franquia em Portugal, e queremos crescer em todo o Brasil. Nossa expectativa é fechar pelo menos dois ou três novos contratos durante a ABF Expo 2009 e iniciar negociações com mais oito futuros parceiros em diferentes regiões”, afirma Elísio Joffe, diretor de expansão e sócio-fundador da empresa.

Uma tendência no crescimento da Mundo Verde em grandes cidades é o modelo de loja em shoping center: até o fim deste ano, serão 50 unidades neste formato. Outros modelos comercializados pela rede são lojas de rua e store in store, especialmente em academias, supermercados e postos de gasolina. As lojas Mundo Verde têm ainda a opção de agregar espaços para pequenas lanchonetes.

A rede espera encerrar o ano com crescimento superior a 12% em relação a 2008. Dezesseis novas lojas estão assinadas (7 já em operação e 9 programadas) e mais oito estão em negociação para abertura ainda este ano ou em 2010. No ano passado, foram abertas 20 novas lojas, um crescimento de 16,6% sobre 2007.

A maior concentração da rede permanece no Rio, seu estado de origem, onde acaba de abrir a 81ª loja e planeja mais quatro este ano, seguida de São Paulo, onde já possui 20 lojas e abrirá mais duas, entre outras em negociação. Em terceiro lugar, empatam Ceará, Pernambuco e Bahia, cada qual com seis lojas em operação.

Mais sobre a rede - Ao longo de quase 22 anos, o Mundo Verde se consolidou como precursor na proposta de desenvolver o conceito de vida saudável no mercado brasileiro, tornando-se a maior franquia de produtos naturais e orgânicos e para bem-estar da América Latina, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A marca foi criada em 1987 em Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, como uma pequena empresa familiar. A primeira loja tinha 25 metros quadrados e apenas um funcionário. Em 1996, a empresa optou pelo franchising para se expandir e atualmente a rede gera mais de 4 mil empregos diretos e indiretos em 137 lojas no Brasil.

Em janeiro deste ano, o Mundo Verde se tornou a primeira franquia a abrir as portas em Fernando de Noronha (PE). Também comemora o sucesso de sua primeira loja na Europa: no final de 2008, abriu as portas em Portugal (Vila Nova de Gaia, Porto), dando prosseguimento à internacionalização da marca, iniciada em 2007 por Angola (Luanda).

Mais sobre o evento e o setor - A 18ª edição da ABF Franchising Expo, maior e mais esperada feira do setor da America Latina, espera receber por volta de 35 mil visitantes e gerar cerca de R$ 28 milhões em negócios. Serão 260 marcas, sendo 23 estreantes, e mais nove delegações estrangeiras, entre as quais empresas da África do Sul, México, Uruguai, Espanha, França e Estados Unidos. A feira ocupará um espaço de 25 mil metros quadrados no Expo Center Norte, 25% mais que em 2008.

De acordo com o levantamento da ABF, no ano passado, o sistema de franchising registrou um faturamento de R$ 55 bilhões, que representou um aumento de 19,5% em relação a 2007. Em 2008, 200 novas empresas adotaram o modelo de franquias como estratégia de crescimento, o que contribuiu muito para o aumento do faturamento do setor e também das unidades franqueadas, que somam quase 72 mil. Atualmente, operam no Brasil 1.379 redes de franquia, responsáveis por aproximadamente 648.000 postos de trabalho diretos e 2.592.000 indiretos.

ABF Franchising Expo 2009, de 17 a 20 de junho de 2009 | Horário de visitação: Quarta a sexta-feira, das 13h às 21h | Sábado das 12h às 18h, no Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho, Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme – SP. Organizadores: ABF - Associação Brasileira de Franchising | Brazil Trade Shows Partners | Ingressos: R$ 40,00 | Mais informações, site: www.abfexpo.com.br

Mundo Verde em números: - 137 lojas em operação no Brasil (15 estados + Distrito Federal) | - 1 master franquia internacional em Portugal | - 16 novas lojas assinadas para 2009 (7 já abertas e 9 programadas) e outras 8 em negociação – crescimento de 12% em relação a 2008 | - 20 novas lojas abertas em 2008 no Brasil – 16,6% de crescimento | - 1 mil funcionários diretos (média de sete em cada loja) e 3 mil indiretos | - 65 mil clientes/dia \ - 27 mil produtos cadastrados | - 5 mil itens oferecidos em média em 19 segmentos em cada loja \ - 800 fornecedores cadastrados (90% micro e pequenas empresas).

Ficha técnica da franquia:Investimento médio em loja – R$ 150 mil | Faturamento médio mensal – R$ 85 mil | Taxa de franquia – R$ 40 mil | Taxa de publicidade – 1% do faturamento bruto | Taxa de royalties – 4,5% do faturamento bruto | Capital de giro – R$ 30 mil | Margem de lucro médio – 13% do faturamento bruto | Prazo médio de retorno do investimento – 36 meses | Área mínima para o funcionamento de uma loja – 60 m2 | Número mínimo de funcionários por loja – 5 | Prazo do contrato – 60 meses. [ Contatos - (24) 2237-2528 / expansao@mundoverde.com.br ].

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Estudo mostra ausência de desenvolvimento sustentado

Desflorestação mantém a Amazónia pobre
12.06.2009 - 09h55 Ricardo Garcia

Rickey Rogers/Reuters
Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta

A desflorestação da Amazónia é como uma onda. Quando está no seu auge, até melhora as condições de vida locais. Mas depois que passa, volta tudo a ficar como estava: pobre. Esta é o principal resultado de um estudo hoje divulgado na revista Science, liderado por uma investigadora portuguesa.

Foi a primeira vez que a bióloga Ana Rodrigues - ligada ao Instituto Superior Técnico, à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França) - se debruçou sobre o tema da Amazónia. "É um bom sistema de estudo", afirma Ana Rodrigues, cuja principal área de investigação são as relações entre o desenvolvimento e a biodiversidade. "Ali, o desenvolvimento está a acontecer muito rapidamente", justifica.

O estudo hoje publicado - em co-autoria com investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia, no Brasil - apresenta um retrato espacial do nível de vida de 286 municípios da região, em função do grau e intensidade da desflorestação.

Imagens de satélite permitiram classificar os municípios em sete categorias. Num extremo estão aqueles com floresta praticamente virgem. No outro, aqueles que já foram vítimas do abate generalizado de árvores no passado. No meio está a "fronteira" da desflorestação, ou seja, as regiões onde a agricultura e a pecuária, no momento da análise, estavam a avançar com mais força sobre o verde tropical.

O ano escolhido foi o de 2000, para o qual há abundantes dados sobre as condições de vida das populações. Como baliza, os investigadores escolheram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que agrega num só número a expectativa de vida, a literacia e o nível de vida, medido pelo rendimento per capita.

Os resultados apontam para um processo de boom e colapso, como uma bolha. O IDH dispara nos municípios por onde a onda da desflorestação está a passar. Mas depois cai progressivamente.

No final, quando já não há árvores para cortar, nem terra fértil para a agricultura, o IDH volta para um nível semelhante ao do princípio, quando a floresta era virgem. E o seu valor é substancialmente mais baixo do que a média do país.

"Não está a haver um desenvolvimento sustentado do nível de vida das populações", afirma Ana Rodrigues. Embora a tese em si não seja nova, o estudo apresentou-a sob um novo ângulo analítico.

Não há uma explicação única para o facto de o IDH subir nas zonas de fronteira da desflorestação. A chegada de migrantes de outras regiões com melhores condições de vida pode ser um dos factores. Mas a razão mais provável, especula o estudo, estará no rendimento proporcionado pelos recursos naturais e no acesso ao mercado disponilizado por novas estradas.

Já a queda subsequente do IDH, segundo Ana Rodrigues, terá dois factores determinantes: o aumento da população e uma terra já esgotada e desprovida dos recursos naturais que antes a tornavam tão atraente.

Seis vezes a área de Portugal em 30 anos

Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta - mais de seis vezes a área de Portugal.

O recorde anual foi em 1995: 29 mil quilómetros quadrados de verde varridos do mapa. Um novo pico ocorreu já esta década, com 27 mil quilómetros quadrados devastados em 2004. De lá para cá, as áreas têm vindo a diminuir. No último ano, foram cerca de 12 mil quilómetros quadrados - quatro vezes a área ardida em Portugal em 2003.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Selo Verde - Inscrições até sábado.

Já são 86 os municípios inscritos este ano no Programa Selo Município Verde, que está em sua sexta edição.

As inscrições prosseguirão até o próximo dia 30 de maio (sábado) na sede do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente - Conpam - (Rua Osvaldo Cruz, 2366 - Dionísio Torres) e pelo fax (85) 3101.1234 / 3101.1233.


Sob a coordenação da técnica Socorro Azevedo, o programa já realizou 19 seminários regionais no interior do estado com participação de 127 municípios cearenses. No próximo dia 29 de maio ocorrerá, em Fortaleza, na sede do Conpam, o último seminário que reunirá as 13 cidades que compõem a Região Metropolitana de Fortaleza juntamente com os outros 44 municípios que não participaram dos encontros quando de sua realização nas suas respectivas regiões.

O objetivo principal desses seminários é a mobilização e a sensibilização dos municípios para a participação no programa, que pretende identificar, anualmente, as cidades que atendam critérios de conservação e uso sustentável dos recursos naturais, promovendo melhor qualidade de vida para a população local.

O Programa Selo Verde, além de incentivar as municipalidades a implementarem políticas públicas ambientais, também procura inserir o meio ambiente dentro das discussões e preocupações de todas as instâncias da sociedade, por meio de reuniões de mobilização, de projetos de educação ambiental e da criação dos Conselhos Municipais de Defesa do Meio Ambiente - Comdema.

Coordenadoria de Comunicação do Conpam:
Pedro Gomes de Matos (85) 9984.4440 / 3101.1234
Ranne Almeida (85) 9978.7019 / 3101.1233

É preciso ver para além do horizonte de uma vida


O Presidente de Cabo Verde defendeu hoje que o futuro de África necessita de ser visto a longo prazo, “além do horizonte de uma vida, de uma geração ou de interesses de um só país”.


Pedro Pires discursava ao princípio da noite nos jardins do Palácio Presidencial na recepção ao corpo diplomático acreditado em Cabo Verde por ocasião do Dia de África, que hoje se assinala no continente.

“É preciso ver para além do horizonte de uma vida, de uma geração ou de interesses de um só país. Não o fazendo, não seremos capazes de nos desembaraçarmos de certos conflitos endémicos e de instabilidades correlativas”, afirmou Pedro Pires.

No seu entender, alguns dos conflitos armados no continente africano são fruto de “visões distorcidas da História”, além de provocados por “inércias culturais, intolerâncias e ausência de compromissos e de uma visão partilhada de futuro”.

Para Pedro Pires, entre as fragilidades do continente figura a “fraqueza da cultura institucional”, razão pela qual se deve apostar na “elevação da qualidade e sustentabilidade das instituições”, através de uma gestão pública que “privilegie o mérito, eficácia e bom funcionamento e ultrapasse a fixação no indivíduo”.

“Regista-se na região oeste-africana o ressurgimento de fenómenos indesejáveis: golpes de Estado e assassínios políticos. São resultados decorrentes de fraquezas institucionais. Cabe-nos a árdua tarefa de contribuir para se encontrarem soluções ajustadas e pertinentes”, defendeu.

Lembrando que, pela primeira vez em 60 anos, o crescimento mundial será negativo, Pedro Pires alertou que os países pobres “não devem carregar os custos de uma crise, cujas causas se geraram noutras paragens”.

Realçando também que, nos últimos cinco anos, o crescimento económico em África se situou sempre acima dos cinco por cento, o presidente cabo-verdiano referiu que, este ano, abrandou, devendo situar-se próximo dos três por cento, quebra que considerou “apreciável”.

Todavia, acrescentou, espera-se que em 2010 o crescimento poderá ser retomado.

Sobre Cabo Verde, Pedro Pires recorreu aos números do Bando Africano de Desenvolvimento (BAD) para vincar que Cabo Verde está “relativamente protegido” da crise financeira internacional, apesar de registar “alguns índices desfavoráveis”.

O abrandamento do crescimento será “incontornável”, devendo-se esperar a retracção do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), continuar com prudência na gestão dos recursos públicos e privilegiar as actividades económicas geradoras de emprego.

“A caminhada de concretização da grande ambição africana tem sido complexa e carregada de obstáculos, desacertos e, quantas vezes, de equívocos. Porém, apesar de o quotidiano nos parecer trágico e desconfortante, estou em crer que o somatório dos ganhos e progressos conseguidos (…) é, mesmo assim, notável e encorajador”, referiu.

Por seu lado, o decano dos embaixadores na Cidade da Praia, o angolano José César Augusto, em representação do corpo diplomático, manifestou as “preocupações” pelos problemas e obstáculos que África tem ainda de enfrentar, dando como exemplos os casos da Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, RDCongo, Somália, Chade e Sudão.

O diplomata angolano manifestou-se, porém, convicto de que os focos de instabilidade “não abalam a confiança dos africanos”, defendendo “linhas de diálogo e de concertação permanente” para também ajudar no combate às doenças.

O Dia de África foi instituído pela ONU, em 1972, como o Dia da Libertação da África, simbolizando o combate que o continente africano travou para a sua independência e emancipação.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sala Verde número 391 é inaugurada em Itaboraí, no Rio

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, inaugurou hoje (22) no município de Itaboraí (RJ), a 391ª Sala Verde do País e vigésima segunda no estado do Rio de Janeiro. O projeto de educação ambiental desenvolvido em parceria pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Cultura prevê a inauguração de várias salas do gênero em outros municípios do País. Nelas são exibidos vídeos da mostra Circuito Tela Verde, de curtas ambientais, alguns deles apresentados também durante a programação da TV Brasil.A Sala Verde de Itaboraí foi instalado na Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, no centro histórico da cidade em um evento que fez parte das comemorações do aniversário de 176 anos de Itaboraí. Minc assistiu a uma apresentação do Projeto de Modernização da Praça Marechal Floriano Peixoto, que prevê a construção de um anfiteatro e de uma zona de internet sem fio, entre outras ações a serem realizadas no município. O ministro defendeu a educação ambiental como "a melhor forma de instruir a sociedade para o consumo sustentável."

O Circuito Tela Verde começou no Jardim Botânico, no Rio. O festival conta com 30 vídeos sobre experiências de projetos de educação ambiental em vários municípios fluminenses. O projeto foi recomendado por deliberação da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente para ensinar à população o significado das mudanças climáticas e seus efeitos.

Até o fim do ano, o Circuito chega a 250 estruturas educadoras, como Salas Verdes, Pontos de Cultura, Coletivos de Cultura e Cineclubes, até julho. Cada centro organizará a sua mostra, com os kits enviados pelo MMA. Ao final de cada exibição está previsto debates com educadores ambientais e a audiência, como forma de busca de possíveis soluções para os problemas ambientais enfocados e propostas para projetos de educação ambiental.

Os vídeos mostram tanto trabalhos de educação ambiental bem sucedidos quanto rios que estão cada dia mais poluídos. Os curtas foram produzidos nos seguintes municípios: Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Macaé, Niterói, Rios das Ostras, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. A temática apresentada inclui ainda as opiniões, visões de mundo e modos de vida dos membros das comunidades locais sobre o meio ambiente, os problemas e as responsabilidades ambientais.

Limpa Rio - Minc participou ainda da cerimônia de início das obras do Programa Limpa Rio no município. O projeto foi concebido quando ele era secretário estadual do Meio Ambiente, e tem o objetivo de dragar e recuperar os rios de bacias hidrográficas do estado.

"Estamos cuidando da Amazônia, mas não podemos nos esquecer da Baía de Guanabara e do Rio de Janeiro", disse o ministro referindo-se à limpeza dos rios e a projetos de recuperação e preservação ambiental no estado.

Ele acrescentou que serão criadas atividades e empregos limpos em Itaboraí, dando como exemplo as ações ambientais prevista para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que será construído pela Petrobras. Minc ressaltou que a empresa vai investir em proteção ambiental na região e que estão previstas a implantação de várias iniciativas de controle ambiental do ar e das águas, como a instalação de um denitrificador para o controle de 90% das emissões de NOX (nitrato de óxido), que vai custar U$ 200 milhões de dólares, custeados pela Petrobras.

Fonte: MMA

terça-feira, 28 de abril de 2009

21 Dicas

21 ações para você fazer a sua parte: 


1. Evite luzes ou equipamentos ligados quando não necessário.  


2. Desligue os equipamentos da tomada, ao invés de desligar apenas no comando. Os aparelhos em modo stand-by continuam consumindo energia.  


3. Antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta de consumo de energia e o selo do PROCEL e escolha aquele que consome menos energia.  


4. Substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Dão a mesma luz, mas poupam 80% da energia elétrica utilizada, e ainda duram mais.

 

5. Não ligue a televisão só para servir de companhia, nem adormeça com ela ligada. Programe para que se desligue sozinha. 


6. Reduza o tempo no banho - poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. 


7. Verifique as borrachas de vedação da geladeira e do forno – coloque uma folha de papel entre a borracha e a porta: se a folha ficar solta, a porta não está fechando de forma eficiente.  


8. Na máquina de lavar roupa, evite a pré-lavagem, exceto quando a roupa está muito suja.  


9. Ligue a máquina de lavar roupa e louça apenas com carga máxima: poupa água, energia e tempo.


10. Programe as definições do seu computador para ele se desligar automaticamente (hibernar) após um tempo sem ser utilizado.  


11. Procure utilizar os transportes coletivos. E, para distâncias curtas, opte por se deslocar a pé ou de bicicleta.  


12. Se for comprar um carro, escolha um modelo eficiente no consumo de combustível. Dê preferência aos modelos flex e utilize álcool sempre que possível. A quantidade de CO2 emitida pela queima do álcool pode ser considerada compensada pela fixada nas plantações de cana de açúcar.  


13. Reduza a quantidade de sacolas plásticas nas suas compras, utilizando sacola de pano ou caixas plásticas reutilizáveis para compras maiores. Recuse embalagens em excesso.  


14. Separe os resíduos orgânicos dos recicláveis (plásticos, vidros, latas, papéis), e os encaminhe para a reciclagem. Se tiver espaço no quintal construa uma composteira para produzir adubo com o lixo orgânico.  

 

15. Compre móveis de madeira e madeira para construção certificadas para garantir que você não está contribuindo com o desmatamento da Amazônia.  


16. Pressione o governo para que o cumprimento de políticas públicas que promovam a mitigação (diminuição das causas) e a adaptação aos impactos irreversíveis às mudanças climáticas nos diferentes setores, como energia, transporte, florestas, saneamento, produção agrícola e pecuária.  


17. Reduza seu consumo de carne e de produtos de origem animal, pois a produção de qualquer tipo de carne tem muito mais impacto sobre o meio ambiente que a produção de vegetais. Se você ainda não parou de comer carne, pressione os supermercados que freqüenta para que exijam dos seus fornecedores um sistema de rastreamento que garanta que a carne que compramos não venha de área de desmatamento na Amazônia Legal. 


18. Solicite aos supermercados, restaurantes e fornecedores de alimentos e insumos domésticos que disponibilizem produtos orgânicos ou com certificação de origem ou qualidade de gestão ambiental.  


19. Exija desses supermercados a informação sobre a qualidade ambiental dos produtos.  


20. Pressione as empresas de produtos eletroeletrônicos das marcas que você consome por produtos mais eficientes no consumo de energia e por informação sobre a eficiência energéticas dos produtos.  


21. Pressione as empresas das marcas que você consome para que criem alternativas para que nós consumidores possamos mudar de forma mais significativa nossos hábitos de consumo.

DICAS DE COMO MUDAR E MELHORAR SEU CONSUMO E O QUE ACONTECE SE ISSO NÃO FOR FEITO LOGO

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Qual é o problema?

O carro que você usa, os móveis de madeira que você compra, a madeira que você usa na construção ou na reforma da sua casa, a carne que você come, os aparelhos eletroeletrônicos que você tem em casa – seus hábitos de consumo estão diretamente relacionados às mudanças climáticas.
Estamos consumindo intensamente petróleo, carvão e gás natural para gerar energia, tanto para a produção industrial quanto para consumo residencial e para os veículos.
Estamos queimando e destruindo nossas florestas que absorvem e estocam carbono, para obter madeira e para ocupação da terra pela agricultura e pecuária.
O consumo de cada um deixa uma marca, uma pegada ecológica, de degradação ambiental. Com o atual padrão de consumo e produção, estamos liberando imensas quantidades de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, intensificando o efeito estufa e retendo mais calor na atmosfera.
O aumento da temperatura média do planeta provoca as mudanças climáticas que, por sua vez, trarão impactos irreversíveis para nossa vida no planeta.

O que é pegada ecológica?
A pegada ecológica é uma forma de avaliar quanto cada pessoa consome de recursos naturais e energia, medidos em hectares de terra. No nosso cotidiano, seja na alimentação, transporte, vestuário, habitação ou lazer usamos energia e produtos obtidos de recursos naturais, renováveis ou não, oriundos dos nossos ecossistemas. A integridade destes depende também de diminuirmos o desperdício desses recursos. A renovação de alguns desses recursos e serviços ambientais é lenta quando comparada com a velocidade do consumo da nossa sociedade.

O que é pegada de carbono?
Uma outra forma de avaliar o impacto que nosso consumo tem sobre o ambiente é por meio da estimativa de emissões de gases de efeito estufa associada às nossas atividades cotidianas e que alguns denominam como pegada de carbono.

O que são mudanças climáticas?
São alterações no sistema climático geradas pelo aquecimento global provocado pela emissão de gases de efeito estufa em atividades de responsabilidade dos seres humanos. 
O aumento da temperatura média do planeta acarreta mudanças na intensidade e freqüência de chuvas, na evaporação, na temperatura dos oceanos, entre outros fenômenos. Os efeitos não são iguais em todas as regiões, mas a agricultura, o abastecimento de água, o equilíbrio dos ecossistemas e a vida de muitas espécies – inclusive a nossa – estão ameaçados pelas mudanças climáticas. 
Desde o início da revolução industrial, já houve um aumento de 0,7 graus Celsius e estima-se que a temperatura média do planeta poderá elevar-se até mais de 2 graus (em alguns locais a temperatura poderá ser de mais de 5 ou 6 graus). Este aumento médio na temperatura pode ser ainda maior se os governos das nações que mais poluem não chegarem a um acordo que reduza em 60% as emissões decorrentes da atividade humana.
Qual é a diferença entre mudanças climáticas e efeito estufa?O efeito estufa é um fenômeno natural que retém na atmosfera do Planeta parte do calor que recebemos do Sol. A luz solar penetra a atmosfera, aquece solos e águas e o calor gerado é re-emitido pela superfície terrestre na forma de radiação infravermelha, mas os gases de efeito estufa bloqueiam o escape dessa radiação para o espaço, mantendo assim um nível de aquecimento necessário para a manutenção da vida. 
O problema é o aumento exagerado e rápido desses gases de efeito estufa nos últimos 150 anos, em atividades como uso de combustíveis fósseis em processos industriais, geração de energia e transporte, desmatamento, expansão urbana e agricultura. Os principais gases de efeito estufa são: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), clorofluorcarbonetos (CFCs) e outros halocarbonetos, ozônio e óxido nitroso. Segundo estudos científicos, quase 80% dos gases de efeito estufa acumulados na atmosfera foram emitidos pela queima de combustíveis, incluindo carvão, principalmente nos países industrializados. As emissões de gases associadas ao desmatamento e mudanças no uso de solos para agricultura e pecuária em países em desenvolvimento são mais recentes, mas representam já volumes significativos de emissões. 


O que são fontes e o que é sumidouro de gases do efeito estufa?
Fontes são todos os processos e dinâmicas, naturais ou de atividades humanas, que emitem gases de efeito estufa para a atmosfera. Por exemplo, na decomposição anaeróbica (sem presença de oxigênio) de dejetos animais e resíduos orgânicos sólidos ou líquidos é produzido metano (CH4), um gás que tem potencial de aquecimeto da atmosfera 21 vezes maior que o gás carbônico (CO2); este último é um gás que resulta da queima de madeira e biomassa, de combustíveis fósseis e de outros materiais. Os gases CFCs e outros halocarbonos são usados em aerossóis e aparelhos de refrigeração; o ozônio e o óxido nitroso são emitidos em indústrias químicas e na decomposição de fertilizantes. Os gases de efeito estufa emitidos ficam várias décadas na atmosfera, e por isso, alguns efeitos do aquecimento global e das mudanças climáticas já são irreversíveis. 
Sumidouro é qualquer processo, atividade ou mecanismo que remova gases de efeito estufa da atmosfera. 

Onde acontecem as maiores emissões?
A maior fonte histórica de emissões globais de gases de efeito estufa é o uso de combustíveis fósseis nos países industrializados. A transformação do uso de territórios, com o desmatamento, expansão da agricultura e da pecuária, está se tornando uma fonte muito importante de emissões de gases de efeito estufa. Estima-se que o desmatamento já seja responsável por entre 10% e 35% das emissões globais anuais. As principais fontes globais de emissões desse tipo são o desmatamento e as queimadas das florestas tropicais.

Quais são as maiores fontes no Brasil?
O Brasil é um grande emissor de gases de efeito estufa, sobretudo em função das emissões associadas ao desmatamento e às queimadas (por volta de 70% das emissões nacionais), e ao uso de combustíveis fósseis (cerca de 25%). Estudos colocam o Brasil como o 4º maior emissor do planeta com base nas emissões recentes.

Quais são os impactos das mudanças climáticas?
Os efeitos do aquecimento global e de mudanças climáticas, alguns deles já irreversíveis, não são igualmente distribuídos nas diversas regiões e países, e, portanto, sobre populações e grupos sociais distintos. Pessoas que habitam regiões costeiras ou nas quais haverá grande mudança no regime de chuvas, por exemplo, serão mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, e eventualmente terão que migrar, adaptar suas residências ou atividades econômicas. Os mais pobres deverão ter maior dificuldade de se adaptar a um mundo mais quente. Por outro lado, o aquecimento global resulta de emissões de gases de efeito estufa que geraram benefícios concentrados nos países industrializados ou para segmentos mais ricos nos países em desenvolvimento.

O que acontecerá no Brasil?
Alguns dos impactos mais significativos considerados pelos cientistas são:
• Savanização da Amazônia, ou seja, a conversão em cerrado de uma grande parte da floresta amazônica, como resultado do aumento da temperatura e menor pluviosidade, combinados com a ação humana que causa desmatamento e degradação, tornando a floresta cada vez mais vulnerável às queimadas e sujeita a longos períodos de estiagem.
• Conversão de partes da caatinga do Nordeste brasileiro em semi-deserto.
• Redução da vazão em rios brasileiros na Amazônia, Pantanal e na bacia do São Francisco; alteração no regime de chuvas e vazões de rios no Sul e Sudeste, afetando a geração de hidroeletricidade, a navegação, o abastecimento de água e a biodiversidade aquática.
• Aumento drástico das temperaturas na região amazônica central como conseqüência da redução da absorção de calor pela transpiração e evaporação das florestas.
• Perda da retenção de umidade do solo em vastas áreas das principais regiões de agricultura do Brasil devido à menor pluviosidade e às altas temperaturas, reduzindo o produto das colheitas e restringindo as áreas apropriadas para cultivo.
• Aumento do alcance e incidência de doenças como a malária e a dengue.
• Problemas de todo tipo nas cidades costeiras, onde mora parte importante da população do país, provocados pelo aumento do nível do mar.

O que significa adaptação à mudança de clima?
No âmbito da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas da ONU (UNFCCC), o termo adaptação refere-se às medidas necessárias para adaptar atividades humanas (agricultura, abastecimento de água, geração de energia, transporte, habitação, etc) aos impactos irreversíveis de mudanças de clima. Por exemplo, se em determinada região houver diminuição significativa de chuvas, eventualmente o sistema de captação e abastecimento publico de água terá que ser adaptado aos mananciais e fluxos que continuarem disponíveis.

O que significa mitigação das mudanças de clima?
É qualquer medida, política ou ação que possa prevenir ou diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Evitar o desmatamento, ampliar o uso de energia renovável e expandir o transporte público são alguns exemplos de medidas de mitigação.

Fonte: Vitae Civilis “Aquecimento Global e o Brasil: Vamos ser vítimas, cúmplices ou vamos realmente fazer algo?”.

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Moradia ecologicamente correta


É possível construir casas ecologicamente corretas? Sim. Mas o que isso significa? É a chamada arquitetura verde, ou seja, construir uma estrutura para a moradia sem prejudicar o meio ambiente. Países europeus e os Estados Unidos já aderiram a este conceito tão significativo do século XXI. Conservar e causar o menor impacto possível ao ambiente. Para isso, não é necessário gastar muito para aplicar nas casas algumas soluções “verdes”. 


Alguns itens podem ser substituídos por materiais ecológicos. O tijolo, por exemplo, pode ser o “solo-cimento” que seca ao sol, poupando o gasto na queima no forno a lenha e ainda dispensa o acabamento com a massa corrida. O sistema de energia solar para o aquecimento da água também é uma ótima pedida, pois há economia de energia elétrica. Outra forma de economizar em energia é utilizar lâmpadas fluorescentes que consome 80% menos do que as incandescentes e duram duas vezes mais. 


A madeira com o selo ecológico é indispensável, pois atesta como a mesma foi extraída, ou seja, sem degradação do solo e do meio ambiente, já que sabemos que a extração ilegal é o principal vilão do desmatamento. O selo do Forest Steward ship Council (FSC), conselho de manejo florestal, garante a sustentabilidade da matéria-prima. Produtos certificados são essenciais. Plantar árvores também ajuda na paisagem do quintal e proporciona sombra e frescor. Nós precisamos agir em prol do equilíbrio do planeta, pois a responsabilidade é nossa. Olhar para a sua casa e descobrir maneiras de colaborar com o ambiente é só o começo. 

Cassiana Mallmann é jornalista
(Fonte: Procel Info)

VIDA VERDE - INTRODUÇÃO, FILOSOFIA E OBJECTIVOS



O que é o Vida Verde:

Vida Verde é um Encontro exclusivamente dedicado à partilha de práticas ecológicas, em que uma das finalidades é informar, sensibilizar e proporcionar a todos os participantes os conhecimentos e a sabedoria para viver uma vida mais Simples, Natural e Sustentável, que esteja em harmonia com a Natureza e com as pessoas.

A crescente instabilidade social e económica no planeta, cujas repercussões agravam severamente o ambiente, levam a que cada vez mais indivíduos e famílias comecem a procurar formas alternativas de vida que não sejam destrutivas e que, acima de tudo, sejam mais equilibradas, sustentáveis e justas, a nível ambiental e social.

Face às irreversíveis alterações climáticas e consequentes necessidades de adaptação, urge criar novos paradigmas de vida que minimizem ao máximo o impacto negativo no ambiente natural e social. Para que isto seja possível é necessário reduzir o consumo, reaproveitar recursos recicláveis evitando todos os desperdícios, reflorestar e adoptar métodos de agricultura ecológica, utilizar energia de fontes renováveis retendo-a ao máximo, implementar economias locais auto-reguladas e independentes dos macro-sistemas económicos, entre muitas outras abordagens mais sustentáveis.


Objectivos essenciais:

O Encontro Vida Verde tem como um dos objectivos principais proporcionar oportunidades de aprendizagem, sensibilização e ensinamento para que se espalhe o "bicho ecológico prático", sabendo fazer bem para respeitar e recuperar a Natureza e a dignidade Humana.

Pretendemos também a nível nacional e através de várias formas, providenciar diversos tipos de apoios ao desenvolvimento e/ou criação de eco-comunidades, tais como eco-quintas e eco-aldeias, incluindo educar e transformar mentalidades das populações locais e apoiar um desenvolvimento natural e sustentável em relação às mesmas. 

Em cada ano o Encontro Vida Verde é organizado unicamente em eco-comunidades formadas ou em formação que tenham os mesmos objectivos éticos e de sustentabilidade que o Vida Verde, de modo a as apoiar de todas as formas possíveis para que sejam mais conhecidas, tenham mais e melhores "ferramentas" para o seu desenvolvimento e sejam mais apoiadas tanto pela população local, como por voluntários de outras zonas.

Existem outros objectivos que estão a ser ponderados, como a criação de uma cooperativa, de forma a poder-se estimular e ajudar mais ainda as eco-comunidades já formadas ou em formação.

Destino dos recursos monetários dos eventos:

Todos os recursos monetários que o Vida Verde tiver obtido através dos eventos que organiza ou outros meios, serão utilizados em exclusivo para ajudar a organizar futuros eventos, para apoiar a eco-comunidade onde os eventos são realizados e para apoiar outros presentes e futuros eco-projectos ligados ou não ao Vida Verde. Nenhum membro do evento recebe qualquer tipo de remuneração, sendo este um evento exclusivamente de trabalho voluntariado, que visa servir a Natureza e as pessoas. 

Filosofia:

Acreditamos que para a construção e desenvolvimento de uma comunidade verdadeiramente sustentável, devem ser prioridades a adopção e implementação de critérios e práticas que respeitem o Planeta, a Humanidade, os Animais não-humanos e a Mãe Natureza como um todo.

No desenvolvimento do Encontro Vida Verde, guiamo-nos pela filosofia de que sempre que possível, re-utilizar e/ou utilizar-se somente produtos, materiais e métodos o mais naturais e ecológicos possíveis, que não sejam prejudiciais à saúde das pessoas nem à dos animais e ao Ambiente, que respeitem e estejam em sintonia com a Natureza.

No Encontro Vida Verde, pretendemos que, através de técnicas naturais mas tecnologicamente avançadas (ex.: utilização da Permacultura, energias renováveis, etc), seja possível um regresso às origens, onde a Humanidade e a Natureza possam finalmente co-existir em harmonia, num espiríto de comunhão de profunda paz e solidariedade.

Metodologia de participação:

Este trata-se de um encontro de todos, para todos e com todos os presentes, não se trata de assistir ou consumir um programa, mas um modo de estar activa e participativamente; o encontro será aquilo que os participantes que se revejam nos objectivos quiserem fazer dele, sem hierarquias, sem cargos, com funções flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada momento. 

Todos os participantes são convidados a, ao longo do encontro, fazerem voluntariado em algumas das tarefas do evento, como ajudar a cozinhar, preparar workshops, estructuras, etc.

O voluntariado, colaboração e participação de TODOS é importante.