Mostrando postagens com marcador Áreas Protegidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Áreas Protegidas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ministra defende recursos para áreas protegidas na Amazônia

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, nesta quarta-feira (27), durante encontro na 10ª Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica(COP 10) em Nagoya, no Japão, que a comunidade internacional precisa reconhecer a importância do trabalho dos países amazônicos na criação de áreas protegidas e forneça apoio financeiro necessário para dar continuidade.
De acordo com a ministra, os países amazônicos já investem recursos da ordem de 100 milhões de dólares anuais na manutenção das áreas protegidas. No entanto, dizem os representantes dos governos regionais, ainda há uma lacuna de no mínimo US$ 150 milhões anuais. “Há ainda a necessidade de investir cerca de 500 milhões de dólares em infraestrutura para que essas áreas possam ter níveis básicos de consolidação”, explicou Izabella.
“Dada a importância global do bioma amazônico, uma parte significativa destas lacunas financeiras, para além do que nossos países estão fazendo, devem ser cobertos, em uma forma adequada e previsível, com investimentos de outros governos e instituições financeiras internacionais”, disse.
No evento, diretores de áreas protegidas dos nove países amazônicos apresentaram o primeiro relatório regional de implementação do Programa de Trabalho de Áreas Protegidas da CDB na Amazônia.
“O bioma amazônico tem um papel fundamental no sistema climático global, contribuindo com a circulação atmosféricas tropical e com a manutenção das chuvas no continente americano. Além disso, o bioma tem quase 10% das reservas globais em ecossistemas terrestres”, ressaltou Izabella.
De acordo com ela, 78% de todas as áreas protegidas criadas no mundo entre 2003 e 2009 estão na Amazônia. No total da Amazônia, 21% de áreas protegidas e outros 26% de terras indígenas ou outras modalidades para a conservação. Isso representa 2,16% de todas as áreas protegidas do mundo.
“Estes resultados são fundamentais para o resultado positivo do indicador de áreas protegidas do último Panorama Global de Biodiversidade”, disse. “Com seus sete milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia abriga mais da metade das florestas tropicais do mundo, tem a maior bacia hidrográfica, com cerca de 15% a 20% da água doce do mundo, e uma das áreas com maior biodiversidade do planeta”, avaliou a ministra.
Ministros e representantes dos países amazônicos confirmaram o interesse em trabalharem em conjunto para a conservação da região. Eles divulgaram um plano de ação para a região no período de 2011 a 2020.
“Esperamos poder trabalhar juntos nessa iniciativa de conservação regional da Amazônia e também contribuir para o sucesso dessa COP 10″, afirmou a ministra Izabella Teixeira. “Precisamos reconhecer o trabalho que já foi feito nesse sentido até agora, com resultados impressionantes, mas também fornecer um aparato técnico e político para que esse trabalho continue a ser feito . (Fonte: MMA)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brasil apresentará na COP 10 um estudo sobre as potencialidades de 767 áreas

Potencial das áreas protegidas


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) considera o Brasil um líder mundial na criação de áreas protegidas.
Dos 700 mil km² de áreas destinadas à conservação e uso sustentável da biodiversidade criadas nos últimos sete anos, cerca de 75% estão no Brasil, segundo o relatório Panorama Global da Biodiversidade 3.
Na próxima sexta-feira, 22, o Ministério do Meio Ambiente do Brasil e o Centro de Monitoramento da Conservação Mundial (WCMC-Unep) apresentam, durante a 10ª Conferência sobre Diversidade Biológica da ONU (COP 10), em Nagoia, no Japão, as linhas gerais de um estudo sobre a potencialidade econômica e a sustentabilidade financeira das áreas protegidas existentes no território brasileiro. 
Hoje, no País, existem 310 áreas protegidas federais, 397 estaduais e 60 municipais oficialmente registradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). O potencial econômico identificado pelo estudo está centrado no mercado internacional de carbono, fornecimento de água, uso público, taxas e produtos florestais. 
Para que as áreas federais e estaduais funcionem plenamente, o estudo calculou que seriam necessários R$ 611 milhões (cerca de US$ 320 milhões) em investimentos de infraestrutura e planejamento no sistema federal e mais R$ 1,18 bilhão (cerca de US$ 659 milhões) nos sistemas estaduais.
Afora esses investimentos iniciais, seriam necessários anualmente mais R$ 543,2 milhões (cerca de US$ 320 milhões) para o sistema federal e de R$ 360,8 milhões (cerca de US$ 212,7 milhões). Hoje, tais recursos não existem nos orçamentos da União e dos Estados. 
Durante o evento paralelo de apresentação do estudo, o Brasil partilhará sua experiência na elaboração da metodologia especialmente desenvolvida pelos técnicos da área ambiental e que foi aplicada ao levantamento.
Os resultados preliminares considerando o atual estágio de implementação das áreas protegidas e as perspectivas de consolidação de cada uma delas também serão apresentados durante a COP 10.