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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Agricultores participam de oficina sobre Agroecologia (clipping)

 
A Emater-DF promoveu, na última quarta-feira (20), a primeira oficina de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) no Assentamento Betinho, em Brazlândia. Dez agricultores familiares da região participaram da atividade que teve o objetivo de despertar o interesse pelas práticas agroecológicas. O Pais é um projeto que visa integrar a produção animal e vegetal da propriedade em um sistema que evita o uso de agrotóxicos e insumos que degradam o ambiente, estimulando a biodiversidade e o equilíbrio ecológico.
 
A oficina foi ministrada pela gerente de Agroecologia e Meio Ambiente da Emater-DF, Eusângela Costa, e pela extensionista rural da Emater Brazlândia, Roberta Sara de Matos, ambas engenheiras agrônomas. Na palestra sobre os conceitos envolvidos na produção agroecológica, as agrônomas destacaram a importância da recuperação e conservação do solo. “O solo é vivo também. Quando tiramos os alimentos, tiramos os nutrientes junto e, se não houver uma recuperação, o solo morre”, explicou Roberta.
 
As agrônomas também explicaram como funciona a integração da criação de animais – no caso, galinhas – com o plantio de hortaliças. Em seguida, elas demonstraram algumas técnicas agroecológicas, como a produção de composto orgânico, do adubo chamado bokashi e da calda de micro-organismos, todos usados para fertilização. A previsão é que sejam ministradas oficinas mensais aos agricultores familiares a fim de capacitá-los a utilizar o sistema.
 
O projeto Pais é realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pretende distribuir kits para implantação de horta e galinheiro dentro desse sistema a 69 agricultores familiares em todo Distrito Federal. Em Brazlândia, dez agricultores familiares serão beneficiados com os kits, que contêm dez galinhas, material para construção de um galinheiro e de 3 canteiros de horta com irrigação, além de uma caixa d'água de 5 mil litros.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sebrae investirá R$ 27 milhões até 2013 em projetos da cadeia de orgânicos.

Para especialistas, é preciso investir na cadeia do setor para aumentar a área plantada em todo o mundo


O Sebrae irá investir nos próximos três anos cerca de R$ 27 milhões em projetos voltados exclusivamente para o setor de produtos orgânicos no Brasil, segundo a gestora da carteira de orgânicos do Sebrae, Newman Costa. Atualmente, o Sebrae apoia 54 projetos em 27 Estados brasileiros, com recursos de R$ 17 milhões.
– No período 2011-2013, serão aportados mais R$ 10 milhões para investimentos em novos projetos – avaliou.
Newman participou nesta quarta, dia 3, da abertura da BioFach América Latina/ExpoSustentat 2010, que ocorreu até esta sexta, dia 5, em São Paulo. A feira é um das maiores do setor na América Latina e uma preparação para as empresas brasileiras da Biofach Alemanha, a maior feira do mundo no segmento.
Atualmente, a Alemanha é o segundo maior consumidor de produtos orgânicos no mundo, mas também o segundo maior importador, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo o diretor executivo do International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), Marcus Arbenz, no mundo todo há 60 milhões de hectares com produtos orgânicos. Deste total, o Brasil possui apenas 1,7 milhão de hectares, mas o espaço para crescer é grande.
– A produção no Brasil ainda é pequena, mas é preciso ver em longo prazo. Com seu tamanho e condições, o Brasil pode ajudar a combater a pobreza no mundo – disse.
Os orgânicos no País crescem ao ritmo de 20% ao ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a produção está diretamente vinculada à agricultura familiar.
Para se ter uma idéia da posição relativa do Brasil, as pequenas Ilhas Malvinas (Falklands), no Oceano Atlântico, têm 30% de sua terra agricultável destinados aos orgânicos. Na América Latina, são oito milhões de hectares. A líder é a vizinha Argentina, com quatro milhões de hectares.
EscalaSegundo Arbenz, mesmo com a crise mundial o mercado de orgânicos na Europa não foi muito prejudicado.
– Excluindo o Reino Unido, a maioria dos países teve aumento na produção e consumo de orgânicos – avaliou.
Para o deputado distrital eleito Joe Valle, presidente do Sindicato dos Produtores Orgânicos do Distrito Federal, o crescimento mundial da agricultura orgânica mostra um caminho que o Brasil precisa trilhar. Ele disse que irá propor a criação de uma Frente Parlamentar da Agroecologia Ambiental, com o objetivo que focar em toda a cadeia produtiva dos orgânicos.
– Hoje o foco está muito voltado para a certificação de produtos. Precisamos avançar em políticas voltadas para toda a cadeia – defendeu.
Aumentar a escala da cadeia dos produtos orgânicos em todo o mundo é uma preocupação dos especialistas do setor. Segundo Arbenz, os orgânicos não podem perder a credibilidade.
– Temos reportagens nos principais jornais do mundo tentando mostrar as fragilidades dos produtos orgânicos. Precisamos fazer com que essa credibilidade hoje não seja abalada. Além disso, não podemos ser mais do mesmo. Precisamos inovar e sermos uma alternativa orgânica – concluiu Arbenz.
Preço
Um das dificuldades enfrentadas, segundo Nicolas Bretand, da organização sem fins lucrativos Cluster Rhone-Alpes, da França, é o preço do produto orgânico.
– Trabalhamos tanto na área de alimentação como de cosméticos e somos muito criticados pelos preços dos produtos, que chegam a custar 50% a mais do que um produto similar convencional – avaliou Bretand.
Bertrand critica também a baixa produção. Segundo ele, não há matéria-prima suficiente.
– Nós importamos 38% de produtos orgânicos. Precisamos ser mais profissionais. Hoje em dia ser só orgânico não é suficiente. É preciso criar mecanismos de marketing para divulgar os produtos.
Para ele, o orgânico deve trazer "histórias", respeitar o comércio justo, ser coerente com o conceito de sustentabilidade, como ter uma embalagem que respeite o meio ambiente, além de ser acessível e ter boa qualidade.

AGÊNCIA SEBRAE

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vídeo- Fórum de Agroecologia destaca sustentabilidade.

Produção de alimentos em ambientes saudáveis

A Casa Familiar Rural (CFR) de Bom Jesus do Sul e Barracão promoveu no dia 22 de setembro, curso de agroecologia, ministrado por Elio Daltoé, envolvendo os jovens das turmas do 2º e 3º ano.
O tema desenvolvido abordou fatores ambientais, sociais e econômicos, com o objetivo de despertar a busca do conhecimento alternativo através de resultados obtidos em trabalhos agroecologicos, bem como, uso de coberturas do solo, preparo de biomineralizadores, uso das farinhas de rochas do solo com os animais e plantas.
Também foram analisados os danos causados ao meio ambiente pelo uso dos agroquímicos, a perda de matéria orgânica no solo, a capacidade de armazenagem de água dos minerais e da vida do solo.
Segundo o ex-Extencionista da EPAGRI, Elio Daltoé, a agroecologia visa o respeito consigo mesmo e com a natureza de forma sintonizada, harmonizada promovendo o equilíbrio da vida, devido as ameaças e desequilíbrios ambientais provocado pelo desconhecimento e ação do homem. Ele também destacou a importância de envolver jovens. “É gratificante e promissor já que os mesmos possuem potencial muito grande e capacidade de transição”, concluiu.
A aluna Gediones de Oliveira da Silva que está cursando o 2º ano na CFR, residente na comunidade de Alto Alegre, em Barracão, diz: “a aula prática foi fantástica, aprendemos a fazer o biogeo e como usá-lo. Se nós nos conscientizarmos, não precisamos aplicar agrotóxicos contra os insetos e larvas, matando junto os fungos e degradando o solo, o biogeo é repelente a insetos e larvas, recupera o solo e aumenta o crescimento de nossas pastagens”.