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sábado, 16 de outubro de 2010

Coco Babaçu pode ajudar na sustentabilidade como fonte de Biodiesel


 
Os Biocombustíveis podem ser  produzidos a partir de várias fontes renováveis, tais como as oleaginosas, gorduras animais, algas marinas, vísceras de peixes dentre outros. Dentre as oleaginosas se destacam o pinhão manso, mamona, soja, amendoim, gergelim, dendê e o próprio babaçu.  De olho nisso e buscando uma melhor matriz energética que se adéque a realidade do Estado para a produção de energia alternativa, como o biodiesel e o álcool, o professor e pesquisador da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Abraham Zuniga, junto com sua equipe desenvolveu um projeto de pesquisa que pretende extrair o óleo da amêndoa do babaçu e o álcool a partir da farinha de mesocarpo. Os mesmo que poderão ser utilizados como matéria prima para o biodiesel contribuindo assim para a sustentabilidade ambiental do estado.
O projeto já existe há mais de quatro  anos e contou com o apoio financeiro da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado e do CNPQ.  A escolha do coco-babaçu veio quando Zuniga percebeu, em uma viagem ao norte do Estado, o potencial dessa palmeira natural que “brota” nos mais diferentes lugares. Considerada a segunda maior do mundo pela produção de 7 milhões de toneladas de óleo ao ano, a floresta brasileira de palmeiras de babaçu é formada por 25 bilhões de árvores e ocupa grandes extensões de terra nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. Totalizando uma área de cerca de 200 mil km2.
O Tocantins é um estado rico em floresta de babaçu na região do Bico do Papagaio na divisa com o estado do Maranhão. Este potencial ainda só é explorado pelas mulheres quebradeiras de coco, que utilizam o produto para fabricar azeite e sabão. Mas com o surgimento do Biocombustível como uma das novas tendências da economia nacional, o babaçu poderá ser melhor utilizado na fabricação do Biodiesel,  gerando renda e emprego para o estado.
Resultado
A pesquisa já aponta os seus primeiros resultados. “Obtivemos rendimentos elevados da extração do óleo, com diferentes tipos de solventes; em relação ao etanol, temos que otimizar  ainda as variáveis do processo para a obtenção do álcool devido ao baixo rendimento obtido, por não ser uma matéria rica em açúcar, é necessário um tratamento específico”, comenta Zuniga.
Quanto à qualidade do óleo produzido o pesquisador é claro quando fala que os trabalhos demonstraram que o óleo é de boa qualidade, que da para ser trabalhado como biodiesel tanto em sua forma bruta como a refinada. “Foram realizados estudos de reologia do biodiesel de babaçu obtido pela rota metílica e etílica, assim como estudos reológicos das misturas de biodiesel  e  diesel mineral, mostrando estar dentro dos parâmetros exigidos pele ANP”, garante ele.
Viabilidade
Hoje, no Estado, existem duas usinas de Biodiesel, “para elas estarem aqui instaladas e processando há capacidade e viabilidade técnica para o processamento de grandes quantidades”, afirma Zuniga: “É neste ponto que a Universidade pode contribuir com a pesquisa em escala laboratorial não só do coco babaçu, como de outras culturas, auxiliando as empresas, indicando as matérias-primas de boa qualidade, técnicas mais adequadas para o uso e rendimento destes”, afirmou Zuninga.

Vantagens
De acordo com o Pesquisador as vantagens são grandes em relação ao babaçu. Se comparado à mamona, por exemplo, veremos que a mamona possui resíduos tóxicos e o do coco não, “o subproduto do babaçu, além de não ser tóxico,  pode ser utilizado em outras atividades de geração de renda, como a casca para produzir carvão e até mesmo artesanato” afirma o pesquisador.
Outra vantagem, é que a torta obtida após a extração do óleo pode ser utilizada como ração animal ou adubo orgânico. Desta mesma torta, a equipe liderada por Zuniga, desenvolveu uma metodologia para extração das proteínas, com elevado valor biológico, presentes na mesma.  Todas estas aplicações visam o aproveitamento integral do babaçu aplicando a filosofia de “resíduo zero” em toda a cadeia produtiva.
Há também a possibilidade de associá-lo a outras culturas de subsistência como a batata-doce e o amendoim gerando renda para agricultores familiares.  Sem contar que é uma cultura já existente no Estado de forma abundante, “não teremos que começar uma plantação do zero”, argumenta Zuniga. (Informações da ascom/UFT)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Biodiesel contribui para o meio ambiente


Ônibus movido a biodiesel reduz 30% da poluição em Curitiba
Folha Online
Testes feitos em ônibus do transporte coletivo de Curitiba movidos totalmente a biodiesel mostram que houve redução de 30% no índice médio de monóxido de carbono e queda de 25% de fumaça expelida no ar.
A implantação da chamada Linha Verde de Curitiba, com seis ônibus movidos 100% a biocombustível --à base de soja, o B 100--, completou, neste mês, um ano.
Por causa dos bons resultados, essa pequena frota será expandida para 150 ônibus --10% do total de veículos de Curitiba-- até 2012.
Os testes foram feitos comparando ônibus abastecido com óleo diesel comum e outro movido a biocombustível.
"Os resultados são animadores. Não tivemos problemas de desgaste ou comprometimento dos veículos", disse Elcio Karas, gestor da área de inspeção e cadastro do transporte coletivo da Urbs (empresa da prefeitura que gerencia o transporte coletivo de Curitiba).
Os testes que mostraram a redução de poluição foram feitos pela montadora Scania, que, segundo a prefeitura da cidade, não forneceu os números absolutos.
Os ônibus da Linha Verde são biarticulados, com capacidade para até 180 passageiros em cada veículo. Eles atendem duas áreas de grande movimentação, as regiões sul e central.
Segundo a prefeitura, os seis veículos de Curitiba são a primeira frota de ônibus do transporte coletivo do país movida 100% a biodiesel.
NOVA ETAPA
O projeto entrou na segunda fase neste mês e terá um ano de duração. Até o mês passado, os ônibus rodavam cerca de 2.500 quilômetros/ mês. Agora passaram a trafegar em média 10 mil quilômetros, aproximadamente a mesma distância cumprida pelos ônibus convencionais que circulam pela cidade.
O aumento da quilometragem foi autorizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) -necessário, segundo a Urbs, para validar testes de combustíveis alternativos.
O projeto dos ônibus biocombustíveis envolve um termo de cooperação técnica assinado por empresas e instituições públicas reunidas para a experiência.
A iniciativa envolve duas empresas concessionárias --que compraram os veículos--, a Prefeitura de Curitiba e, também, as montadoras Scania e Volvo, que projetaram os ônibus, além das empresas que distribuem e produzem o biocombustível.
Já o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná, ligado ao governo do Estado) é a instituição responsável pela medição do desempenho do novo combustível.