Proposta é estimular geração de benefícios sociais às populações por meio de iniciativas sustentáveis
Agência Sebrae
Os resultados de três anos de pesquisa envolvendo sete estados da região Norte foram apresentados na última quinta-feira (11), em Porto Velho, capital de Rondônia. Os coordenadores nacionais, regionais e os gestores estaduais dos projetos estruturantes reuniram-se no auditório da Federação das Indústrias (Fiero) para apresentação e divulgação oficial das pesquisas.
A reunião transcorreu durante todo o dia e apresentou a estrutura das atividades econômicas estudadas. Por meio desses estudos foram geradas cartilhas, livros e documentos que viabilizam a estruturação da atividade. Esses instrumentos serão disponibilizados pelo Sebrae aos empresários interessados. A proposta original é a geração de dividendos econômicos e sociais, principalmente o acesso à tecnologia e ao conhecimento, para que nessa faixa territorial possam se desenvolver iniciativas sustentáveis.
Os diagnósticos que resultaram dos projetos estruturantes são exemplos da busca do equilíbrio entre o bioma de floresta tropical, dominante na região, com ações de desenvolvimento. Isso tudo considerando preservação ambiental, profissionalização das atividades econômicas, além de agregação de valor aos produtos e serviços.
O superintendente do Sebrae em Rondônia, Pedro Teixeira Chaves, disse durante a abertura da reunião que esses estudos transcorreram com o pensamento de mostrar à sociedade que existem atividades econômicas sustentáveis para as comunidades amazônicas. “Os estudos detalham o passo a passo de atividades rentáveis à região. Foram respeitadas todas as características locais, tornando ecologicamente correto o produto final”, afirmou o superintendente.
Parceria
Os projetos tiveram início em 2007, num esforço conjunto do Sebrae Nacional, das unidades do Sebrae na Região Amazônica e da Abase (Associação dos Sebraes estaduais) na Amazônia. Eles têm como meta também gerar estudos indicando oportunidades de negócios e mapeamento de mercados consumidores, entre outras informações.
De acordo com essa diretriz, foram estabelecidos os seguintes Projetos Estruturantes: Madeira e Móveis na Amazônia, Flores Tropicais, Manejo Florestal não Madeireiro, Pirarucu na Amazônia e Turismo.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Sebrae apresenta estudo sobre atividades econômicas na Amazônia.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Ideias inovadoras e práticas sustentáveis no Espaço Sebrae de Conhecimento.
Da Redação
Empresários e sociedade mato-grossense terão um lugar em Cuiabá como referência para visualizar ideias inovadoras e aprender práticas sustentáveis.
O Espaço Sebrae de Conhecimento, a ser inaugurado dia 20 de outubro, vai dispor conceitos e oportunidades de negócios para gestores de micro e pequenas empresas desenvolverem a criatividade e pensar negócios em sintonia com a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. O espaço é anexo à sede do Sebrae-MT, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
Na avaliação institucional do diretor-superintendente José Guilherme Barbosa Ribeiro, a sustentabilidade significa a manutenção da vida não só humana, mas animal e vegetal em todo o conhecimento e intervenções das pessoas. “É uma preocupação de análise científica e de inteligência para melhor uso dos recursos existentes”, ou, como, frisa, “o Sebrae vê a sustentabilidade como negócio”.
E por isso, “no Espaço de Conhecimento, será possibilitado aos inventores de produtos e processos, nos diversos segmentos empresariais, o apoio para que eles desenvolvam suas ideias e tenham acesso às tecnologias e profissionais qualificados”.
Nos últimos 10 anos, diz, devido restrições de produtos mato-grossense no exterior, a instituição iniciou trabalho para conscientizar o empresário local sobre exemplos de sustentabilidade.
Ele cita a Amazontech – Novos Rumos para Ciência, Tecnologia e Negócios Sustentáveis, realizada em Cuiabá em 2004, quando foram mostradas aplicações práticas aos empresários de Mato Grosso e autoridades públicas sobre produção e respeito ao ambiente, já desencadeados em países desenvolvidos e o que instituições internacionais pensavam sobre o binômio.
O vetor sustentabilidade, explica José Guilherme, tornou-se constante nos últimos anos em projetos e ações do Sebrae Mato Grosso. “O Sistema Sebrae, há dois anos, tem dado ênfase grande à inovação e competitividade”, contextualiza. “O Conselho Deliberativo Estadual determinou uma macropolítica para o Sebrae Mato Grosso de incentivo aos princípios de sustentabilidade que começaram a ser aplicados na obra do Espaço de Conhecimento, com os conceitos mais modernos de edifício verde”.
Materiais
A líder da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia da instituição, Suênia Sousa, explica que do conceito à construção, tudo no Espaço Sebrae de Conhecimento foi pensado para gerar o menor impacto ambiental. “Numa obra convencional, teria sido utilizada alvenaria, aqui usamos vidro. Ele facilita a iluminação natural, a manutenção e a desconstrução, dentro do conceito e prática de não gerar resíduo”.
Autor e arquiteto responsável pela obra, José Afonso Botura Portocarrero destaca que o prédio pretende ser o de menor consumo de energia. Nos dois lados extremos do prédio há ventanas ou painéis do teto ao piso para controlar luz natural e ventilação.
Placas de vidro fazem a interface com o ambiente interno para completar o sistema que combina redução do uso de energia e clima mais ameno dentro do prédio. Plantas nesses extremos ainda auxiliarão nesse mecanismo.
Seis conjuntos de luminárias solares foram instaladas no teto do prédio. Cada uma gera 400 Watts, o que equivale a 8 lâmpadas incandescentes normais. Essa instalação faz com que todo o salão principal da obra, de 308 metros quadrados, não tenha lâmpada convencional ou interruptor para ligá-la.
Portocarrero se inspirou em uma oca indígena do Xingu para dar forma real ao espaço. “O arco ogival (teto) é em camadas cobertas (na oca é de palha) que deixam escapar ar quente. Entre elas tem um colchão de ar que mantém a casca interna mais fresca. A casca externa absorve a radiação solar”, explica.
Ele diz que houve também o aproveitamento do terreno natural ao máximo. “Mantivemos árvores existentes e algumas foram replantadas”. Mais informações no www.mt.agenciasebrae.com.br.
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