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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Soluções "Verdes" para Um Planeta "Azul"



Ecodesign, a nova investida empresarial


 
Através de visão empreendedora aliada à preservação ambiental, empresas brasileiras têm investido pesadamente em altíssima tecnologia na construção de novos conceitos para melhor posicionamento dos seus serviços e produtos. Exemplo-chave deste processo é a Braskem e o seu plástico “verde”, que do investimento inicial de R$ 500 milhões obteve lucro estimado anual bilhonário. Pensadas esteticamente e sem perder em funcionalidade, as embalagens de diversos produtos têm ganhado o valor agregado do desenvolvimento sustentável. O que antes era visto apenas como papel da natureza – reaproveitar e otimizar o que já existe – já é parte integrante da realidade de outras grandes empresas brasileiras e estrangeiras. Boeing, General Electric, Procter & Gamble, Natura e Walmart são exemplos consolidados de instituições que viram no ecodesign uma excelente saída para posicionamento de marca no mundo atual. A saída é lógica e satisfaz o consumidor: produtos que durante o seu ciclo de existência não tragam danos ao meio ambiente, ou seja, a nós mesmos.

Sabe o que é um Eco Urinol?


 
Através de arrojado design, o Eco Urinol é uma prova concreta na qual desenvolvimento tecnológico inteligente é aquele que minimiza todas as formas de impactos possíveis em relação ao meio ambiente e seus recursos naturais. Desenvolvido pelo designer de produtos Yeongwoo Kim, funcionário da empresa Yanko Design, o mictório reutiliza instantaneamente toda a água usada na lavagem das mãos para a função de descarga, otimizando o tempo do usuário e poupando os recursos hídricos do planeta.


Coca-cola “verde”


Parece estranho, mas a proposta de alterar as já tradicionais formas das garrafas de Coca-Cola para modelos sustentáveis é mais real do que se imagina. Com os mesmos padrões de tamanho, mas em formato de caixa tetra-pak feita 100% à base de cana-de-açúcar, as futuras embalagens do produto foram criadas e desenvolvidas a partir de um trabalho de faculdade do designer Andrew Seunghyun Kim.

Vestida para casar, biodegradável

Se o casamento for em local fechado ou ao abrigo das águas de São Pedro, este é o vestido ideal para a noiva do futuro. Após intensa pesquisa de estudantes de moda e engenharia da universidade inglesa Shaffield Hallam, eis a novidade: o primeiro vestido de noiva solúvel. Formado por tecido criado a partir de álcool de polivinil (PVA), substância biodegradável muito utilizada em detergentes e demais materiais de limpeza, o vestido se dissolve toda vez que em contato com água. O interessante é que composto de cinco camadas, a cada lavagem a peça ganha novas formas.


Carro elétrico feito com fibra natural



Após anunciar que sua mais nova invenção, o carro batizado de Kestrel, seria feita à base de fibra natural, a empresa canadense Motive trouxe ao público - no lançamento oficial do veículo em Vancouver - detalhes sobre o automóvel: além de elétrico, sua carroceria é à base de fibra de cânhamo. Batizado de Kestrel, a empresa fabricante afirma que tal escolha foi devido ao material ser mais leve que as latarias habituais e não enferrujar. Para Nathan Armstrong, presidente da Motive, a medida foi uma forma de promover os grandes progressos da indústria automotiva nos dias atuais (nos quais a palavra de ordem é sustentabilidade). O veículo, que atinge a velocidade máxima de 135 km/h, faz parte da galeria de modelos do Project Ave – uma espécie de consórcio das empresas automotivas do Canadá que visa à propagação da eletromobilidade no país – e a previsão de venda é para o ano de 2012 no Canadá.



Bicicleta sustentável
Acordo assinado entre o Instituto Via Viva e a Caloi vai permitir que as bicicletas da marca se tornem 100% recicláveis. O instituto fará a coleta e o reaproveitamento de pneus usados (único item que ainda não era reciclado), entregues por clientes da Caloi. Em troca eles receberão um "selo verde".





Carro sustentável
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Na corrida pelo carro mais sustentável do Brasil, a Renault, ao que parece, está levando a melhor. Isso porque seu modelo Sandero, fabricado em São José dos Pinhais (PR), possui um índice de 91% de itens recicláveis. Montante 39,7 pontos percentuais acima do registrado pela filial em 2006. Conseguiu isso graças à utilização de componentes feitos de fibra de PET reciclado em peças como o forro do assoalho, o forro do porta-mala e o tampão que separa o compartimento de bagagem. Cada Sandero "consome" o equivalente a 60 garrafas plásticas de dois litros.


HOTEL OFERECE REFEIÇÕES DE GRAÇA PARA QUEM ESTIVER DISPOSTO A GERAR ELETRICIDADE



O Crown Plaza Hotel, em Copenhague, Dinamarca, oferece uma chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta. O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade ? aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável. Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais.





BAR CAPTA ENERGIA PRODUZIDA PELA DANÇA DE SEUS FREQUENTADORES



Todas as luzes e os sons de uma ?balada? gastam uma quantia considerável de eletricidade. Pensando nisso, o dono do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança de seu estabelecimento e o revestiu com placas que, ao serem pressionadas pelos frequentadores do lugar, produzem corrente elétrica. Essa energia é então usada para ajudar na carga elétrica necessária à casa. Andrew Charalambous, o visionário dono do bar, diz que a eletricidade produzida pela pista modificada representa 60% da necessidade energética do lugar.



3 ? BORDEL OFERECE DESCONTO AOS CLIENTES QUE FOREM DE BICICLETA


Uma casa de diversão adulta encontrou uma maneira de atrair mais frequentadores, espantando a crise econômica, e ainda ajudar a frear as mudanças climáticas globais. Quem chega de bicicleta, ganha desconto. Segundo Thomas Goetz, dono do bordel ?Maison D?envie?, a recessão atingiu em cheio os negócios. Consumidores que foram ao bordel pedalando, ou que provarem ter utilizado um meio de transporte público, recebem 5 euros de desconto sobre os tabelados 70 euros (mais de 150 reais) para 45 minutos.



EMPRESA CRIA IMPRESSORA QUE NÃO USA TINTA NEM PAPEL


Quem disse que uma impressora precisa de tinta ou papel para existir? Conheça a Impressora PrePean. Diferente das convencionais, ela utiliza uma peça térmica para fazer as impressões em folhas plásticas feitas especialmente para isso. Além de serem à prova d?água, elas podem ser facilmente apagadas. É só colocá-las novamente na impressora que, através de outra temperatura, a próxima impressão ficará no lugar da anterior. A mágica faz com que apenas uma dessas folhas possa ser utilizada mil vezes.



UNIVERSIDADE CONSTROI TELHADO VERDE


O Design Verde é uma tendência da arquitetura moderna, e não estamos falando apenas da cor, mas sim de locais como o prédio de cinco andares da Escola de Arte, Design e Comunicação da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. A construção conta com uma cobertura vegetal e sua forma orgânica se mistura com a natureza onde está inserida. Os telhados revestidos de grama servem como ponto de encontro informal, além de ajudar no equilíbrio térmico do edifício e na absorção da água da chuva.



DESIGNER CRIA PIA QUE UTILIZA ÁGUA DESPERDIÇADA PARA REGAR PLANTAFeita de concreto polido, a Pia batizada de Jardim Zen possui um canal que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar uma planta. Criado pelo jovem designer Jean-Michel Montreal Gauvreau, a pia vem em bacia dupla ou modelo simples. Se você está preocupado eu ensaboar toda a sua plantinha, relaxe. Uma peça no início do canal drena o liquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta.



DESIGNER CRIA CHUVEIRO QUE O OBRIGA A SAIR QUANDO JÁ DESPERDIÇOU MUITA ÁGUA




O designer Tommaso Colia criou uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante (é, você mesmo!). O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos como tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água. Cerca de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho ? seis vezes mais do que a iluminação doméstica, por exemplo.



 DESIGNER CRIA INTERRUPTOR QUE MUDA DE COR PARA ENSINAR CRIANÇAS A ECONOMIZAR ENERGIA






Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, há quanto tempo a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa se atreve a deixar a luz acesa por mais de oito horas, o até então amigável fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças comecem a tomar consciência do desperdício de energia logo cedo, e de uma maneira divertida.


EMPRESA CRIA GRAMPEADOR SEM GRAMPOS PARA EVITAR POLUIÇÃO

Grampos de grampeador são tão poluentes que uma empresa decidiu criar um novo modelo do produto, sem grampos! Em vez dos grampos a que todos estamos acostumados, ele ?recorta pequenas tiras de papel e as usa para costurar até cinco folhas de papel juntas?. Se você se empolgou com a ideia, pode encomendar esses grampeadores personalizados para que sua empresa se vanglorie de contribuir para um mundo livre grampeadores com grampos.



DESIGNER CRIA CARREGADOR DE IPHONE ALIMENTADO POR APERTO DE MÃO

Eis uma invenção que dará uma mão na economia de energia. Carregue seu iPhone com um aperto de mão! O conceito foi chamado de ?You can work it out? ? uma brincadeira entre encontrar uma solução (work it out) e exercitar-se (to work out) ? e foi pensado por Mac Funamizu.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Consumo de energia por habitante é o segundo maior da história, diz IBGE.

Dado reflete desenvolvimento do país; em nações ricas, gasto energético é seis vezes maior
Do R7


O consumo de energia por habitante do país atingiu no ano passado o segundo maior nível da história. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), está diretamente ligada ao grau de desenvolvimento do país.
Em 2009, cada brasileiro consumiu de energia por ano 48,3 GJ/hab (gigajoules por habitante). Foi o segundo maior índice desde o início da série histórica, em 1992, só perdendo para 2008, quando alcançou o patamar de 50 GJ/hab.
A pesquisa leva em conta o consumo nacional medido pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) entre 1992 e 2009. No período, o maior crescimento do consumo energético ocorre a partir de 2006.

- O consumo de energia per capita costuma ser associado ao grau de desenvolvimento de um país. Em países desenvolvidos, o consumo por habitante equivale a seis vezes o gasto energético nos países menos industrializados. Fontes renováveis
O IBGE afirma que nos últimos anos, o Brasil voltou a investir em grandes hidrelétricas, concentradas na Amazônia – como é o caso da usina Belo Monte, no rio Xingu, que deve ser a terceira maior hidrelétrica do mundo.
A pesquisa mostra que quase metade (47,2%) da energia utilizada no Brasil vieram de fontes renováveis. Em 1992 o nível era parecido (47,6%), mas chegou a 39,3% em 2001, quando as hidrelétricas e o consumo de lenha e carvão vegetal perderam espaço para o gás natural na geração de energia.
A matriz energética brasileira ainda depende em grande parte de fontes não renováveis: 52,8% da energia produzida vêm de petróleo e derivados (37,8%), gás natural (37,8%), carvão mineral e derivados (4,8%) e urânio e derivados (1,4%). A dependência de fontes como essas pode não ser sustentável a longo prazo.
Para o IBGE, é importante o país buscar maior eficiência energética em novas fontes renováveis de energia (eólica, solar, resíduos de biomassa, entre outras).
- É a melhor maneira de atender às demandas, minimizando os impactos à população e ao ambiente.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Família suíça dá volta ao mundo em prol do meio ambiente.


Um barco, uma bicicleta e as próprias pernas são os recursos de um casal suíço que, acompanhado de seus três filhos, pretende ser pioneiro ao viajar pelos sete mares e se aproximar dos pontos mais altos dos sete continentes usando apenas energia natural.
Embora Dario Schworer, 42 anos, e Sabine Schworer-Ammaun, 33 anos, tenham pensado inicialmente que levariam quatro anos para chegar às mais altas montanhas dos sete continentes com a ajuda do barco a vela, da bicicleta e a pé, mas agora acreditam que poderão levar 14.
"Nosso objetivo é ajudar as pessoas afetadas pela mudança climática e incentivar os estudantes a viverem em harmonia com a natureza", disse Schworer à agência EFE, em Katmandu, antes de partir para o Tibete.
De lá irão a Xangai de bicicleta. A família foi também de bicicleta de Calcutá, na Índia, à região do Everest, onde passou três meses.
Schworer passou parte deste tempo escalando o Everest, mas admite não ter chegado ao topo. A família recolheu lixo e interagiu com estudantes das localidades próximas à montanha com a intenção de orientar para a preservação do meio ambiente.
Antes de chegar ao Nepal, a família viajou por 46 países, passando por Europa, Caribe, América do Sul, Austrália e Oceania.
Depois do Monte Branco, na Europa, navegaram até o Caribe em seu barco, que atualmente está na Tailândia (o Nepal não tem acesso ao mar) e usa energia solar para obter eletricidade, mas aproveita o vento para navegar.
Através do canal do Panamá, a família foi ao Equador e às ilhas Galápagos, e depois ao Chile e à Argentina para escalar o Aconcágua.
O casal teve em 2004 a sua primeira filha, Sabine, na Patagônia chilena, onde sua embarcação estava sendo consertada após ter se chocado contra um navio contêiner.
"Não sei como é fazer o parto em casa. Mas foi difícil, porque não havia ninguém para nos ajudar", comentou Sabine sobre sua primeira experiência maternal.
Após o nascimento da pequena, os Schworer tentaram desembarcar na Antártida para escalar o maciço de Vinson, mas o gelo impediu que chegassem ao continente.
Voltaram à Patagônia, onde Sabine, uma enfermeira que gosta de conhecer culturas distintas, deu à luz seu segundo filho, Andri, que agora tem 3 anos e meio.
"As pessoas na América do Sul são muito receptivas. Elas mostram isso com gestos pequenos, como ajudar alguém a carregar as sacolas do supermercado. Os europeus não costumam fazer isto", contou a mãe da família aventureira.
Nas ilhas Galápagos, a família teve a oportunidade de provar as "melhores laranjas do mundo" durante cinco semanas.
Do Chile, navegaram pelo Pacífico sul até chegar à Austrália, onde o homem da família escalou o monte Kosciuszko, o maior do continente, e onde há nove meses nasceu a terceira filha, Australia Noe.
Os Schworer aproveitam cada visita para falar com crianças de escolas locais - calculam que até agora tiveram contato com cerca de 45 mil estudantes - e dizem ter recolhido até o momento cerca de 22 toneladas de lixo.
"Queremos motivar as crianças e mostrar bons exemplos sobre como ajudar a natureza", disse Sabine.
Schworer, guia de montanha e climatólogo, diz que se surpreende com a criatividade das pessoas: no Caribe, conheceu a uma pessoa que tinha construído uma casa sobre o mar usando garrafas de plástico.
Perto de Chimborazo, no Equador, ensinou a população local a usar os raios ultravioleta do sol para purificar a água, em um lugar onde o rápido degelo das geleiras causou problemas de abastecimento e de poluição dos aquíferos.
A família suíça espera poder viajar às distintas áreas climáticas do mundo.
Nos últimos sete anos, também tiveram tempo de voltar para casa várias vezes para que os parentes conhecessem seus filhos. Além disso, o caçula passou por duas cirurgias de rim.
EFE
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