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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Em 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Mais de 190 países debatem no Japão soluções para frear a perda de espécies.

Os animais mais ameaçados de extinção

Vanessa Barbosa, de EXAME.com
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São Paulo - Quando percebemos o valor de todo o tipo de vida, pensamos menos no que já passou e nos concentramos mais na preservação do futuro. A afirmação é da pesquisadora Dian Fossey, encontrada assassinada em 1985 em sua cabana no centro de estudo sobre gorilas-das-montanhas que fundara em Ruanda na década de 70. Quando seu gorila favorito foi morto (e suas mãos retiradas para fazer cinzeiros), Fossey começou uma campanha contra a atividade, tornando-se alvo da ira de caçadores ilegais. Ainda hoje, o futuro do gorila-da-montanha e de muitas outras espécies animais continua incerto.

Segundo o Relatório Planeta Vivo 2010 da World Wild Fund (WWF), o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade em 40 anos. Nas espécies tropicais essa queda foi de 60%. Em 2002, a ONU definiu metas para frear a perda de espécies. Lnge de lograr sucesso, mais de 190 países se reúnem novamente em Nagoya, no Japão, para encontrar um plano B, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, que vai até dia 27 de outubro. O futuro de muito seres vivos pode ser definido nos próximos dias. Entre eles, estão as 10 espécies mais ameaçadas do mundo, de acordo com a WWF. Os animais listados a seguir são apenas alguns de um vasto universo ameaçado de forma preocupante e negligente pela perda de habitats, pela caça ilegal e alterações climáticas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Greenpeace and WWF give conditional support to commercial whaling plan.


International Whaling Commission member countries to decide on lifting 25-year ban in deal that would see fewer whales killed
Japanese Whaling
A Japanese ship injures a whale with its first harpoon. Photograph: Kate Davidson/EPA/Corbis
Plans to overturn the 25-year old global ban on commercial whaling in return for reducing the numbers of whales killed each year were in confusion today with governments and groups divided.
The 88 countries who are members of the International Whaling Commission (IWC) today agreed to meet in closed session for two days in Agadir, Morocco, to decide whether to adopt a draft plan which would allow Norway, Iceland and Japan to legally hunt whales around Antarctica and elsewhere for 10 years in exchange for a gradual drop in the number killed.
The EU, led by Britain, adopted a common negotiating position at the weekend which rules against the resumption of any commercial whaling. But the US and New Zealand have continued to strongly back the package of measures proposed by the chair of the IWC.
In a move that took many people by surprise, three of the world's largest international non-government groups, Greenpeace, WWF and the Pew Environment Group, today said they were prepared to see commercial whaling resumed if six conditions were met.
In a joint statement they demanded: an end to whaling in the Southern Ocean; an end to trade in whale meat and products; the elimination of unilaterally decided whaling quotas; an end to hunts of endangered whale species; putting science at the centre of IWC decisions and prevention of objections or reservations by IWC members if the moratorium is lifted.
"I urge the negotiators to take political risks to improve the current proposal, end the decades of IWC deadlock and bring it into the 21st century. The meeting in Agadir can and must save whales, not whaling industries reliant on bribery and embezzlement for survival," said Junichi Sato, programme director of Greenpeace Japan.
But this was immediately rejected by many other environment groups including the Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS) and the International Fund for Animal Welfare who said they were not willing to accept any return to commercial whaling.
"This weakens the EU position. It would be a fundamental mistake now to reward those three whaling nations who have continued to ignore the international consensus on commercial whaling and are opposed by millions of people around the world," said Nikki Entrup of WDCS.
"What kind of message does that give out to countries like Korea who used to whale? I urge Greenpeace to withdraw their position. They want to do the right thing in principle but more whales are killed in the northern hemisphere than in the south," he said.
Greenpeace later clarified its position: "The global ban on whaling has got to stay in place. But the problem is that this whaling takes place outside the reach of the IWC. The only way to properly make the moratorium work is to bring commercial whaling under the reach of the IWC and then to enforce the ban," said Sarah North, the group's campaigns director.
Whaling kills up to 2,000 whales a year, including species on the verge of extinction. Since the ban was introduced 25 years ago, approximately 33,000 whales have been killed, according to the Animal Welfare Institute in Washington.
But there are fears that if no agreement is reached, the IWC as an organisation could collapse. The meeting in Agadir ends on Friday 25 June.


Tradução

Greenpeace e a WWF dão a sustentação condicional à planta comercial da baleação

Os países membros internacionais de comissão da baleação a decidir em levantar uma proibição de 25 anos no negócio que consideraria poucas baleias mataram

Baleação japonesa
Um navio japonês fere uma baleia com seu primeiro arpão. Fotografia: Kate Davidson/EPA/Corbis
As plantas para virar a proibição global velha de 25 anos na baleação comercial no retorno para reduzir os números de baleias matadas todos os anos estavam na confusão hoje com os governos e os grupos dividiram-se.
Os 88 países que são membros da comissão internacional da baleação (CIC) hoje concordaram encontrar-se na sessão a porta fechada por dois dias em Agadir, Marrocos, para decidir se adotar uma planta do esboço que permitisse que Noruega, Islândia e Japão caçassem legalmente baleias em torno de Continente antárctico e em outra parte por 10 anos em troca de uma gota gradual no número mataram.
A UE, conduzida por Grâ Bretanha, adotou uma posição de negócio comum no fim de semana que governasse de encontro à ressunção de toda a baleação comercial. Mas os E.U. e Nova Zelândia continuaram fortemente à parte traseira que o pacote das medidas props pela cadeira da CIC.
Em um movimento que tomasse muitos povos pela surpresa, três dos grupos não-governamentais internacionais os maiores do mundo, Greenpeace, WWF e o grupo do ambiente do banco, disseram hoje que estiveram preparados para ver a baleação comercial recomeçada se seis circunstâncias foram estadas conformes.
Em uma indicação comum exijiram: um fim à baleação no oceano do sul; uma extremidade a trocar na carne e nos produtos da baleia; a eliminação de quotas unilateral decididas da baleação; um fim às caças de espécies pstas em perigo da baleia; põr a ciência no centro de decisões da CIC e na prevenção das objeções ou das reservas por membros da CIC se a moratória é levantada.
“Eu incito os negociadores tomar riscos políticos para melhorar a proposta atual, termino-os as décadas da paralização completa da CIC e trago-a no século XXI. Reunião em Agadir pode e deve para conservar baleia, não indústrias da baleação dependentes na corrupção e no desfalque para a sobrevivência,” disse Junichi Sato, diretor de programa de Greenpeace Japão.
Mas isto foi rejeitado imediatamente por muitos outros grupos do ambiente que incluem a baleia e a sociedade da conservação do golfinho (WDCS) e o fundo internacional para a protecção animal que os disse não eram dispostos aceitar nenhum retorno à baleação comercial.
“Isto enfraquece a posição da UE. Seria um erro fundamental agora para recompensar aquelas nações de três baleações que continuaram a ignorar o consenso internacional na baleação comercial e são opor por milhões do pessoas em todo o mundo,” disse Nikki Entrup de WDCS.
“Que tipo da mensagem isso dá para fora aos países como Coreia que se usou à baleia? Eu incito Greenpeace retirar sua posição. Querem fazer em princípio a coisa direita mas mais baleias são matadas no hemisfério Norte do que no sul,” disse.
Greenpeace esclareceu mais tarde sua posição: “A proibição global na baleação tem para permanecer no lugar. Mas o problema é que esta baleação ocorre fora do alcance da CIC. A única maneira de fazer corretamente o trabalho da moratória é trazer a baleação comercial sob o alcance da CIC e para reforçar então a proibição,” disse o norte de Sarah, diretor das campanhas do grupo.
A baleação mata até 2.000 baleias um o ano, incluindo a espécie na orla da extinção. Desde que a proibição foi introduzida 25 anos há, aproximadamente 33.000 baleias foram matadas, de acordo com o instituto da protecção animal em Washington.
Mas há uns medos que se nenhum acordo é alcangado, a CIC porque uma organização poderia desmoronar. A reunião em Agadir termina em sexta-feira 25 junho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Salvar o planeta está a um clique de distância





Salvar o planeta está a um clique de distância. O Greenpeace tem atualmente três ações virtuais em curso, que precisam da participação do maior número de pessoas.

Caso você já tenha participado, muito obrigado por pressionar políticos e empresários a, no mínimo, repensarem suas atitudes. Se você ainda não participou, ainda há tempo. 

Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz!
Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentará em breve documento propondo reduzir a proteção de nossas florestas. Mande um e-mail para que ele não altere o Código Florestal.

Nestlé põe orangotangos no rumo da extinção
A Nestlé compra óleo de dendê da Indonésia para produzir seus chocolates. Com uma demanda crescente, as florestas são derrubadas e substituídas por plantações de dendezeiros. A sobrevivência de comunidades locais e dos orangotangos, nativos da floresta, está ameaçada. Proteste!

Defesa da baleia pode levar ativistas para a cadeia
Dois ativistas do Greenpeace no Japão estão sendo julgados por desvendarem e denunciarem uma rede de corrupção no programa baleeiro japonês. Eles precisam mais do que nunca de sua ajuda. Sem um julgamento justo, do jeito que tem sido feito, eles podem pegar até dez anos de prisão. Mande uma mensagem ao governo japonês dizendo que você está do lado dos defensores das baleias.

O que mais você pode fazer:
- encaminhar nossos e-mails a seus amigos;
- seguir o Greenpeace nas redes sociais;
- publicar nossas notícias/vídeos/petições em blogs, sites e redes sociais;
- comentar nossas notícias;
- iniciar debates e fóruns sobre as campanhas do Greenpeace, incentivando a troca de conhecimento;

Aproveite e veja nosso vídeo pelo Dia da Terra. E espalhe a mensagem: todos juntos fazem a diferença.


Um abraço,
Edu Santaela

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Internautas questionam presença do Greenpeace na Amazônia

Marcelo Furtado, diretor da ONG no Brasil, responde a leitores.
Saiba de onde vêm os recursos e quais são os interesses dos ativistas.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

Quando o assunto é Amazônia, os ativistas do Grenpeace não brincam. Eles já enfrentaram sojicultores enfurecidos, tentaram barrar o funcionamento de um porto, denunciaram a venda de madeira ilegal para a Europa e, no início do mês, mostraram para onde vão carne e o couro do gado criado em áreas desmatadas ilegalmente.

As ações polêmicas da ONG geraram muita curiosidade nos leitores do Globo Amazônia, que querem saber por que uma organização internacional está fazendo tanta coisa aqui no Brasil. Em uma entrevista interativa, com perguntas enviadas por leitores, o diretor da ONG no Brasil, Marcelo Furtado, conta o que o Greenpeace quer na Amazônia. Para atender ao maior número de leitores, muitas questões foram condensadas.

Antonio Jorge Silva Oliveira - De onde vem o dinheiro que financia as campanhas do Greenpeace?

  • Aspas

    Não recebemos financiamento de governos ou de empresas, não temos o rabo preso."

Marcelo Furtado - Só de pessoas físicas. Temos esse princípio desde a nossa fundação, na década de 1970. Já fomos acusados, agora que lançamos o relatório Farra do Boi, de atuarmos pelo interesse da indústria pecuária europeia, ou dos países importadores de carne brasileira. Isso é uma balela, pois não recebemos financiamento de governos ou de empresas, não temos o rabo preso.

Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace

Navio Artic Sunrise, do Greenpeace, atravessa o Estreito de Breves, no Pará. Barco foi trazido ao Brasil como parte dos protestos realizados durante o Fórum Social Mundial. (Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace)

Jacinto - Qual o interesse do Greenpeace, uma ONG internacional, no Brasil?

Desde o começo, somos uma organização global que utiliza sua habilidade de fazer campanhas mundiais para evitar que, no Brasil, sejam repetidos os mesmos erros ambientais que foram feitos em outros países, e que no Brasil a gente possa fazer uma nova opção de desenvolvimento.

  • Aspas

    Nosso primeiro trabalho foi tentar evitar o Brasil fosse usado como lata de lixo dos países ricos. "

Uma das primeiras campanhas estabelecidas pelo Greenpeace no Brasil foi contra a poluição industrial. As indústrias poluentes [dos países desenvolvidos], ao invés de lidarem com seu resíduo tóxico, exportavam o lixo. Colocavam em um navio e mandavam para o terceiro mundo, e o Brasil fazia parte dessa rota. Nosso primeiro trabalho foi tentar evitar o comércio internacional de resíduos tóxicos e impedir que o Brasil fosse usado como lata de lixo dos países ricos.

O Greenpeace Brasil foi fundado na Eco 92, mas a organização já tinha presença na região com a abertura do escritório da Argentina, na década de 1980. Todo o grupo que atuava no Brasil era de brasileiros. Já em 1992, com relação às florestas, não dizíamos que a solução era colocar uma cerca e proteger. Para nós, a Amazônia sempre foi um misto de biodiversidade que incluía a população amazônica.

José Luiz Lazaron , Osmar, Vladimir - O Greenpeace também exige que os EUA e Europa replantem suas florestas? A pressão sobre o Brasil não é desproporcional à que é feita nos países desenvolvidos?

A discussão sobre mudanças climáticas é a nossa prioridade global. Nós olhamos para cada região e vemos quais são os vetores mais importantes que geram emissões. Por isso, na Europa o maior inimigo ambiental que temos está na área de energia: a geração de energia por carvão e queima de combustível fóssil. Aí está o nosso foco. Já na Indonésia, nossa campanha é totalmente concentrada na proteção de florestas tropicais, porque lá a maior contribuição para as mudanças climáticas é o desmatamento. No Brasil, também. As emissões por desmatamento significam 75% das nossas emissões.

Sirlene Gilberti - Régis Rodrigues Ribeiro - Arnado Malinski - O Greenpeace não se preocupa muito com a natureza e acaba deixando o ser humano de lado?

  • Aspas

    Quem está pagando o maior pato dos problemas ambientais são as populações mais carentes."

Nossa grande preocupação é integrar meio ambiente e ser humano, pois os dois habitam o mesmo planeta. Além disso, levamos em consideração o conceito da Justiça Ambiental. Hoje em dia, quem está pagando o maior pato dos problemas ambientais são as populações mais carentes e mais vulneráveis. Se olharmos o impacto das mudanças climáticas, veremos que a onda de calor que ocorreu na França chegou a matar milhares de pessoas. Nas inundações que aconteceram na Europa, muitas pessoas sofreram. Entretanto, o sofrimento de uma enchente em Bangladesh, ou aqui mesmo no Maranhão, é muito maior.

Arnado Malinski - Como o Greenpeace explica a utilização de um navio movido a combustível fóssil em suas atividades de defesa do meio ambiente?

Temos um barco à vela, um a motor e vela, e barcos movidos a combustível fóssil, como o Artic Sunrise, que veio para o Brasil. Ele nos permite fazer excursões ao Ártico e à região antártica. Esses locais de gelo permanente exigem um navio com a característica de quebra-gelo, que só existe motorizado, pois nessas regiões a navegação com vento é muito difícil.

Quando o barco veio para o Brasil, compensamos as emissões dele com a geração de energia limpa. Utilizamos os painéis solares instalados no nosso escritório no Brasil e injetamos energia limpa na rede [de energia elétrica].

José Donizete Storti - Por que é tão difícil de punir as pessoas que desmatam a Amazônia?

O estado está ausente na Amazônia. Não existe um sistema de governança que possa garantir o fim da ilegalidade, da impunidade. Essa ausência faz com que, ao invés de se criar uma cultura de justiça, se crie uma cultura de impunidade. E quando falo governança, não falo só em delegacia de polícia. Governança significa escola, hospital, significa o sujeito na Amazônia poder ter uma carteira de identidade, um posto de saúde.

Amadeu Luiz Alves Merighi, Gerson Teixeira Primo - O Exército não poderia ajudar a combater o desmatamento? Qual a posição do Greenpeace em relação a isso?


  • Aspas

    Você combate o desmatamento não dando crédito, dando alternativas econômicas."

O combate do desmatamento não pode ter a responsabilidade focada no Exército, pois isso é um desafio para a sociedade e para o governo. Você combate o desmatamento não dando crédito, dando alternativas econômicas para a região e educação para as pessoas entenderem que a floresta vale mais em pé do que deitada.

Se você tiver um Brasil estruturado na região, não é necessário o desmatamento. Vão ser necessárias ações de comando e controle, com Ibama, Polícia Federal e eventualmente até a participação do Exército? Sim. Mas aí são momentos em que se coíbe o crime para mostrar ele não é tolerado na região.

Antonio Jorge Silva Oliveira, José Luiz de Lemos, José Luiz Lazaron , Sirlene Gilberti - As ações do Greenpeace na Amazônia não acabam prejudicando quem trabalha na terra?

Trabalhar na Amazônia não é o problema. Existem várias operações totalmente dentro da legalidade. Há até extração de madeira feita de maneira legal. O problema é que há operações ilegais que estão acabando com um patrimônio importantíssimo para o Brasil e para o mundo.

Dalmo Ribeiro do Val Marques - Por que o Greenpeace não investe mais em projetos que gerem renda sem destruir a florestas?

O DNA do Greenpeace é denunciar o problema e apontar as soluções. Existem outras organizações cujo trabalho é implementar os planos de solução. Nós nos focamos nisso porque tem pouca gente que faz isso. Nosso trabalho exige muita coragem, muito compromisso com a questão ambiental e social. E não é fácil, você se arrisca. No caso do trabalho que a gente faz na Amazônia, é risco de vida.

Nagila Alves Feitosa, Joas Luiz Dias - Como podemos ajudar na preservação da Amazônia, se moramos nas cidades?

  • Aspas

    Se estivéssemos usando a nossa energia melhor, poderíamos evitar projetos destrutivos como a hidrelétrica de Belo Monte."

A primeira delas é perguntar de onde vem o produto que você consome. Não comprar madeira ilegal, perguntar de onde vem o couro, de onde vem a carne. Outra coisa que se pode fazer é economizar energia e água. Toda vez que se faz essa economia, se evita a construção de novos projetos destrutivos. No Brasil, avaliamos que o potencial de economia de energia é de mais de 30%. Se estivéssemos usando a nossa energia melhor, poderíamos evitar projetos destrutivos como a hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia.

Jacinto - Como você age no seu cotidiano? O dia-a-dia das pessoas que militam no Greenpeace é condizente com o que eles pregam?

Na minha casa temos só um carro e resolvemos o resto com carona, transporte público ou a pé. Também colocamos um painel solar para aquecimento de água. Eu economizo com isso 30% da minha conta de energia. Madeira eu procuro de demolição, usada. Eu uso bastante transporte público na cidade, mesmo porque em São Paulo é muito melhor usar o transporte público do que ficar preso no trânsito no carro individual. E também economizo água e tenho lâmpadas eficientes.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Seus electrónicos são “verde”?

Posted by Pedro e Eninha Campos on Jun 17, 2009 in Meio Ambiente |

Antes de comprar seus electrónicos, cheque o guia anual Electrónico Verde do Greenpeace .

Na sua décima edição, o guia , infelizmente, mostra que a maior parte das empresas de electrónicos têm sido lentas com relação a mudança climática. Apesar de muitas comercializarem produtos verde , muitas marcas ainda mostram pouco envolvimento com questões ambientais.

A Convenção de Basileia relata que todos os anos um número estimado de 400 milhões de unidades de electrónicos tornam-se obsoletos e são demolidos. Quatro mil quilos de resíduos electrónicos foi rejeitados nos Estados Unidos em 2005. Em torno de 87,5% dos resíduos foram incinerados, ou despejados em aterros. Dos restantes 12,5% recolhidos para “reciclagem”, fontes das indústrias afirmam que cerca de 80% é exportada para os países em desenvolvimento onde é transformado em condições primitivas, comprometendo gravemente os trabalhadores, o ambiente e as comunidades.

Em 2008, mais de 2 mil milhões de computadores pessoais foram vendidos ao redor do globo. Infelizmente, a maioria dos produtos electrónicos têm agora um prazo de validade de apenas 2 anos.

Desde a primeira edição do Greener Electronics Guide publicada em Agosto de 2006, tem havido melhorias graduais sobre os resíduos tóxicos , mas apenas uma minoria das empresas são líderes em matéria de energia e alterações climáticas. Motorola, Microsoft, Dell, Apple, Lenovo, Samsung, LG Electronics e Nintendo estão atrasadas, não havendo planos para reduzir emissões a partir de suas próprias operações. Para ser considerada “verde”, as empresas de electrónicos precisam abordar igualmente a utilização de energia, eliminação tóxica, e reciclagem de seus produtos.

As maiores alterações no ranking do Greener Electronics Guide são da Motorola , Toshiba e Sharp . Embora Apple cai um lugar, ela tem melhorado a sua pontuação total devido a uma melhor informação sobre a pegada de carbono de seus produtos, e apesar de não marcar pontos extras, os seus novos iPods já estão enquadrados conforme o regulamento “verde”.

Veja aqui a O Guia Eletrónico Verde do Greenpeace

Link:Are your Electronics Green ?

terça-feira, 16 de junho de 2009

O planeta em technicolor.

(Herzogenaurach, BR Press*) - Enquanto outras marcas esportivas são acusadas pelo Greenpeace de "sócias da destruição da maior floresta tropical do planeta", juntamente com o governo brasileiro (leia mais no link abaixo), a Puma divulga que apóia o filme ambiental Home, dirigido por Yann Arthus-Bertrand, fotógrafo e autor do projeto/livro Earth From Above, e por Luc Besson (Joanna Dark e O Quinto Elemento). O filme foi lançado mundialmente em 5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente - em cinemas, em DVD e gratuitamente na televisão e na internet (www.puma.com ).
O documentário sobre questões ambientais, que foi filmado em 50 países e rodado inteiramente do céu em alta definição, oferece um poderoso panorama sobre as principais questões ambientais e sociais que desafiam nosso mundo e exigem uma nova consciência sobre sustentabilidade e preservação.

O filme tem imagens vertiginosas e é o resultado de uma colaboração entre o fotógrafo Yann Arthus-Bertrand - que iniciou o trabalho com uma exposição fotográfica homônima -, o produtor e diretor Luc Besson. "Criar consciência do estado de emergência do nosso meio ambiente é crucial e o primeiro passo para um manuseio melhorado de nossos recursos naturais", disse Jochen Zeitz, Presidente e CEO da Puma.

Ecologicamente correta

"Em conformidade com nosso conceito PumaVision, a marca implementou inúmeras iniciativas ambientais através de diversos programas que visam reduzir nossa ´impressão de pata´ - os efeitos que as operações e ações da Puma têm sobre o meio ambiente. O filme Home nos inspira a trabalhar para fazer uma contribuição positiva para nosso planeta. Esperamos que ele inspire as plateias em todos os lugares", acrescentou.

É o primeiro filme da PumaVision a ser lançado simultaneamente em toda a mídia e todos os continentes. O lançamento mundial simultâneo proporciona ao maior número possível de pessoas a oportunidade de assistir a este documentário de tirar o fôlego e de conteúdo explicitamente global.

E mais: todas as receitas da venda de produtos de merchandising relacionados com o filme serão doados à organização www.goodplanet.org .

Para mais informações sobre o filme, visite http://www.home-2009.com .

(*) Com informações da PR Newswire Brasil.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Consumo de carne está ligado à destruição da Amazônia, diz Greenpeace


Fiona Harvey
do Financial Times



Altino Machado às 8:16 am
Gado na Amazônia

Gado na Amazônia

A destruição da floresta Amazônica para abrir caminho às fazendas de gado foi pela primeira vez associada aos padrões de consumo de carne e couro no mundo desenvolvido, de acordo com ativistas ambientais. A criação de gado é a causa mais importante do desmatamento da floresta tropical no Brasil. O lucrativo negócio produz carne para atender aos novos gostos dos consumidores mais ricos de economia emergentes como a China e a Índia, assim como para mercados há muito tempo estabelecidos, como a Europa e os EUA.

As exportações do setor geram mais de US$ 7 bilhões por ano para o Brasil, um número que o governo quer dobrar. Um relatório publicado hoje pelo grupo ambientalista Greenpeace estabelece uma ligação entre o avanço das fazendas de gado na Amazônia e os produtos - principalmente carne e cosméticos - vendidos por supermercados e marcas de luxo.

Algumas companhias citadas pelo relatório como possíveis receptoras de produtos de áreas desmatadas disseram ao "Financial Times" que iriam rever suas políticas em relação aos fornecedores.

As preocupações levantadas pelo relatório também refletem um desejo cada vez maior dos consumidores de saber a procedência dos produtos que compram, o que aumentou por conta dos temores recentes em relação aos alimentos.

A Unilever disse que lançaria um "auditoria de procedência" para garantir que nenhum de seus produtos venham de áreas desmatadas, apesar de já ter um código de conduta para seus fornecedores.

A rede de supermercados Waitrose disse que examinaria as provas do Greenpeace e "conduziria uma investigação minuciosa" se necessário.

A Tesco disse que seus produtos de carne vêm de áreas localizadas a 3.000 quilômetros da Amazônia.

A Kraft Foods disse que só comprou carne do Brasil para produtos vendidos localmente na Itália, e suas compras mundiais representam menos de 0,2% da produção total de carne do Brasil.

A marca de bens de luxo Prada negou comprar couro brasileiro. Segundo ela, "o couro brasileiro é de muito baixa qualidade para nós. Nossos especialistas são capazes de perceber a diferença."

O Greenpeace está pedindo que as companhias que têm ligações com o Brasil estabeleçam políticas para assegurar que nenhum dos produtos que vendem venham de áreas desmatadas.

A rede varejista Marks and Spencer disse que tem procedimentos para assegurar que sua carne venha apenas de fazendas específicas, com animais marcados e carcaças com selos em todos os estágios.

Outros supermercados contatados pelo FT disseram que seus fornecedores assinaram contratos garantindo que sua carne não vem da Amazônia.

Todavia, o Greenpeace sustenta que muitos desses contratos não passam de "exercícios de preencher formulários" e os distribuidores não têm procedimentos adequados para garantir que as condições do contrato são cumpridas.

A maior parte do setor de exportação de carne do Brasil é administrada por um pequeno número de companhias. Três delas, contatadas pelo FT, não responderam à reportagem. Uma quarta, a Bertin, processadora de carne e couro, disse: "Estamos caminhando na direção de métodos mais sustentáveis e esta é a tendência de todo o setor".

A International Finance Corporation, que forneceu financiamento para a Bertin, disse: "Tem havido progressos, mas ainda existem desafios".

Pessoas que conhecem bem a situação dizem que os problemas sérios persistem. Um executivo do setor, que pediu para não ser identificado, disse: "O maior problema é controlar o comportamento dos fazendeiros. Vários produtores não têm nem mesmo propriedade legal sobre suas terras".

O texano John Carter, que é fazendeiro no Mato Grosso, no sul da Amazônia, disse: "Simplesmente não há dúvida de que a produção de carne migrou para a Amazônia".

Com Jenny Wiggins, de Em Londres; e Jonathan Wheatley, de São Paulo

Greenpeace denuncia destruição da Amazónia por grandes marcas mundiais

01.06.2009 - 12h16 PÚBLICO
Algumas das maiores marcas mundiais de alimentação, desporto e beleza estão a destruir a Amazónia. Tudo porque têm como fornecedores de matérias-primas explorações que fazem abates ilegais da floresta tropical, revela hoje a organização ecologista Greenpeace, depois de três anos de uma investigação secreta à indústria pecuária brasileira.

Durante três anos, a Greenpeace seguiu o rasto de carne, cabedal e outros derivados da indústria pecuária saídos de explorações que praticam desflorestação ilegal no coração da Amazónia. Por ano, estima-se que 1,72 milhões de hectares de floresta da Amazónia sejam abatidos pelo sector da pecuária, segundo números da Greenpeace. Segundo dados do Banco Mundial e do Governo brasileiro, 80 por cento das terras desflorestadas na região da Amazónia estão ocupadas por explorações de gado.

A Greenpeace comparou dados de satélite com as licenças de abate de árvores e concluiu que mais de 90 por cento da desflorestação actual é feita de forma ilegal.

O caminho levou a Greenpeace até marcas como Adidas/Reebok, Timberland, Geox, Carrefour, Eurostar, Honda, Gucci, Ikea, Nike e Tesco, revela hoje o relatório “Slaughtering Amazon”.

“Ténis de corrida, refeições já prontas e malas podem ter uma pegada ecológica que inclui a devastação da Amazónia e que poderá estar ligada a casos de abuso dos direitos humanos”, comentou Pat Venditti, coordenador da campanha de Florestas da Greenpeace Internacional. Muitos destes produtos acabam por ser processados e vendidos na China, Estados Unidos, Itália e Reino Unido.

A organização denuncia um consumismo “cego” de matérias-primas. “As empresas devem assegurar-se que os seus fornecedores não são apanhados nesta indústria destruidora. Devem apoiar a protecção do clima ao renunciar à desflorestação”, acrescentou, em comunicado.

Governo brasileiro criticado por fazer pouco contra a crise climática

A organização sublinha a posição do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva que, lembra, tem interesse na expansão da indústria pecuária. Até 2018 prevê-se que a quota brasileira de mercado mundial venha a duplicar. Actualmente, detém partes dos três gigantes pecuários do Brasil – Bertin, JBS e Marfrig -, acusados pela Greenpeace de contribuírem para a destruição de grandes áreas da floresta amazónica.

“A expansão do sector pecuário ameaça deitar por terra a meta do Governo de reduzir a desflorestação em 72 por cento até 2018”, considera a organização. Segundo o Governo de Lula da Silva, estas reduções iriam evitar a emissão de 4,8 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2).

Neste momento, o Brasil é o quarto maior agressor do clima, sendo que a maioria das suas emissões provêm do abate e queima da floresta tropical.

“Ao apoiar a destruição da Amazónia em nome da pecuária, o Governo do Presidente Lula está a desprezar os seus próprios compromissos climáticos, bem como os esforços globais para enfrentar a crise climática”, considerou Andre Muggiati, da Greenpeace Brasil.

Em Dezembro deste ano, o mundo reúne-se em Copenhaga para chegar a acordo sobre o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. A desflorestação tropical é responsável por cerca de 20 por cento das emissões de gases com efeito de estufa, mais do que todo o sector dos transportes. “Por isso, qualquer novo acordo deve lidar efectivamente com a desflorestação”, considera a organização.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Greenpeace acusa : Supermercados sem política sustentável de compra de peixe


Os supermercados portugueses continuam a não praticar uma política sustentável de compra de peixe, segundo uma análise da Greenpeace hoje divulgada que avalia aspectos como a venda de espécies ameaçadas.
A análise refere que o Lidl e a Sonae progrediram no 'ranking' de avaliação de supermercados, feito pela segunda vez este ano pela Greenpeace, enquanto a Jerónimo Martins desceu para último lugar.
O Lidl, do grupo alemão Schwarz, surge na primeira posição da lista, mas com uma classificação muito aquém da considerada ideal pela Greepeace, sendo seguido pelo grupo Sonae (Modelo e Continente), pel'Os Mosqueteiros (Intermarché e Écomarché), grupo Auchan (Jumbo e Pão de Açúcar) e Jerónimo Martins (Pingo Doce e Feira Nova).
Para assinalar o último lugar do 'ranking' ocupado por esta cadeia um grupo de activistas da Greenpeace visitou hoje a loja do Pingo Doce da Avenida da Boavista, no Porto, onde foi simbolicamente entregue o prémio "Espinha de Ouro" e distribuído aos clientes um panfleto de sensibilização para defesa dos recursos dos oceanos.
Para a elaboração do 'ranking', a associação ambientalista avaliou as políticas e os produtos de peixe à venda nestes supermercados, nomeadamente se possuem uma política de peixe sustentável escrita e se vendem espécies ameaçadas que constem da sua "lista vermelha".
"O Lidl e a Sonae evoluíram consideravelmente e estão hoje em franca vantagem em relação às outras cadeias", referiu a responsável pela campanha em declarações à agência Lusa.
Segundo Beatriz Carvalho, desde o ano passado - em que foi lançado o primeiro 'ranking' - os dois grupos "entraram em diálogo com a Greenpeace e já desenvolveram políticas escritas de compra de peixe", sendo que a Sonae subiu do último para o segundo lugar.
Ainda assim, quer o Lidl, quer a Sonae, "ainda não atingiram os níveis de sustentabilidade exigidos pela Greenpeace".
Já Os Mosqueteiros, a Auchan e a Jerónimo Martins "estão muito longe de mostrar uma abordagem responsável em relação aos produtos de peixe", não tendo nenhum dos grupos respondido às tentativas de contacto da Greenpeace.
Segundo a organização, a esta "falta de transparência" junta-se a "grande quantidade" de espécies da "lista vermelha" da Greenpeace que ali se encontra à venda e a "ausência de um sistema de etiquetagem eficaz".
Contactada pela Lusa, fonte oficial da Jerónimo Martins afirmou que as acusações da Greenpeace "não correspondem minimamente à verdade" e garantiu que "recebe sempre todas as organizações que fazem prova de quem são".
Para a Greenpeace, peixe sustentável é aquele cuja captura não destrói o meio ambiente e o ecossistema marinhos e garante a subsistência das populações costeiras que vivem da pesca.
Sendo 70 por cento do peixe comercializado em Portugal vendido nas grandes superfícies, a associação entende que "cabe a estes grupos defender os direitos dos consumidores" e "influenciar o modo como a indústria de pesca opera".
A Greenpeace defende que os supermercados devem retirar das prateleiras espécies cuja captura (no caso do peixe selvagem) ou cultivo (no caso do peixe de viveiro) tenha um impacto negativo no ecossistema marinho e avaliar se as espécies que vendem são provenientes de stocks que estão gravemente ameaçados.
Entre estas contam-se algumas das mais vendidas em Portugal, como o bacalhau do Atlântico, o atum, o linguado, o peixe espada branco, salmão, tamboril e várias espécies de pescada e camarões.
Para a associação, Portugal, enquanto um dos maiores consumidores mundiais de peixe 'per capita', pode desempenhar um importante papel na defesa da sustentabilidade da pesca e dos oceanos.