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sábado, 10 de julho de 2010

BP trocará cápsula para tentar conter vazamento de petróleo no Golfo do México.

Empresa deverá aproveitar intervalo na temporada de tempestades para realizar operação.

 A empresa petroleira BP deverá começar neste final de semana a substituir a cápsula usada para tentar conter o vazamento de petróleo no Golfo do México.

A empresa espera que a nova cápsula aumente significativamente a quantidade de óleo sendo capturado do fundo do mar.
Enquanto a peça estiver sendo trocada, no entanto, o petróleo vazará sem contenção.
Robôs da BP poderão começar a remover a atual cápsula já neste sábado, segundo o almirante Thad Allen, comandante da Guarda Costeira americana.
Segundo ele, o fluxo de óleo voltaria a ser parcialmente contido na segunda-feira. Até lá, centenas de milhares de barris de petróleo poderão vazar.
"Nós temos uma chance significativa de reduzir dramaticamente o óleo que está sendo liberado no meio-ambiente e talvez de fechar o poço completamente na próxima semana", disse.
Solução
Segundo correspondentes, a BP tem esperança de que a nova cápsula conseguirá capturar quase todo o petróleo que vaza.
A BP continua trabalhando no que espera ser a solução final para o problema, perfurando dois poços sob o leito do mar para interceptar e bloquear o vazamento.
No momento acredita-se que a empresa esteja conseguindo conter apenas metade do óleo.
O governo americano estima que entre 35 e 60 mil barris estejam vazando diariamente.
A BP está aproveitando a previsão de uma semana de intervalo na temporada de tempestades para fazer as mudanças.
A empresa também planeja usar mais um navio na operação.
Os novos esforços para conter a catástrofe ambiental ocorrem quando um dos parceiros da BP no poço se recusou a pagar sua parte nos custos da operação.
A Anadarko, baseada na cidade americana de Houston, é dona de 25% do poço Macondo. A BP pediu para que a empresa pague US$ 272 milhões (R$ 478 milhões).
Mas a Anadarko disse que vai segurar o pagamento.
A BP respondeu dizendo que está "decepcionada" que a empresa "falhou em cumprir suas obrigações".
Outra firma que tem participação no projeto, a Mitsui Oil Exploration também se recusou a ajudar nos custos da operação de contenção do vazamento.
A BP já gastou mais de US$ 3,1 bilhões (R$ 5,4 bilhões) depois que a plataforma Deepwater Horizon explodiu em abril - e concordou em criar um fundo de US$ 20 bilhões para processos de indenização e custos de limpeza.
O presidente americano Barack Obama disse que o vazamento é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Obama promete conter 90% do óleo do golfo na próxima semana

Obama discursa no Salão Oval da Casa Branca Foto: AP Em pronunciamento à nação, Obama falou sobre o plano de recuperação do meio ambiente no Golfo
Foto: AP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou nesta terça-feira no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, um pronunciamento à nação para apresentar seu plano de restauração do meio ambiente na costa do Golfo do México, após o desastroso derramamento de petróleo. Obama afirmou que, nas próximas semanas, será possível recuperar 90% do petróleo que emana do poço da BP.
O vazamento no Golfo, a catástrofe ecológica mais grave da história dos EUA, começou por causa da explosão que afundou a plataforma Deepwater Horizon, administrada pela empresa British Petroleum (BP). O incidente, ocorrido em abril passado, deixou 11 mortos.
O presidente americano buscou informar aos americanos do real estado da catástrofe, falar sobre eventuais ressarcimentos e esclarecer a ideia de uma nova lei de energia que incentive o investimento em fontes alternativas.
"Os EUA levarão meses e até mesmo anos no combate à 'epidemia' do vazamento do petróleo", alertou Obama, afirmando ainda que mobilizará milhares de homens da Guarda Nacional para ajudar nesta batalha. "Esta contaminação é a pior catástrofe ambiental que os Estados Unidos já viu. E diferente de um terremoto ou um furacão, não é um acontecimento pontual, que causa danos em questão de minutos ou em poucos dias", disse Obama durante o pronunciamento.
A quantidade de petróleo que vaza "para o Golfo do México parece mais uma epidemia que nós combateremos durante meses e, inclusive, anos", acrescentou o presidente. Ele se comprometeu a fazer tudo o que estiver a seu alcance para conter o vazamento e recuperar a costa do Golfo. "Vamos lutar contra esse vazamento com tudo o que temos, pelo tempo que for preciso. Vamos fazer com que a BP pague pelo estrago que sua companhia causou", afirmou Obama.
Falando a programas noticiosos matutinos de todo o país, Obama abordou a redução da dependência do país de combustíveis fósseis e petróleo importado - o discurso ocorre num momento em que o Congresso analisa a ampliação da legislação sobre energia com o objetivo de conter mudanças climáticas. O presidente também disse estar feliz por receber ideias de democratas e republicanos para um exaustivo projeto de lei de energia, mas afirmou que os Estados Unidos não podiam se dar ao luxo de evitar mudanças no seu uso de energia.
As mudanças na legislação regulatória para tentar evitar que esse tipo de desastre se repita também foi tema do pronunciamento.
O presidente dos EUA falou ainda sobre como agilizar o pagamento dos prejuízos causados pelo desastre que está poluindo o litoral e sua pesca. "Amanhã, me encontrarei com o presidente da BP e vou informá-lo que ele precisa reservar quaisquer recursos necessários para compensar os trabalhadores e comerciantes afetados como resultado da negligência de sua companhia", disse Obama. "E este fundo não será controlado pela BP. A fim de assegurar que todas as reivindicações legítimas sejam pagas de forma justa e adequada, a conta precisa e será administrada por um terceiro independente", acrescentou.
Obama disse ainda que não suspenderá a moratória de seis meses para perfurações petroleiras offshore até que sejam esclarecidas as causas do vazamento no Golfo do México. "Eu sei que isto traz dificuldades para as pessoas que trabalham nessas plataformas", disse o presidente, em meio a críticas de trabalhadores e executivos do setor petroleiro ao longo da costa sul americana, que temem perder seus empregos. "Mas pelo bem da nossa segurança e pelo bem de toda a região, precisamos conhecer os fatos antes que permitamos a continuidade da perfuração em águas profundas", afirmou no discurso.
"Enquanto isso, eu insto uma comissão a completar seu trabalho o mais rapidamente possível. Espero que eles façam seu trabalho de forma completa e imparcial", afirmou, em alusão ao comitê bipartidário de sete membros, que reúne cientistas, ambientalistas e especialistas em energia para determinar o que causou o acidente com acidente com a plataforma da BP Deepwater Horizon.
Além disso, Obama anunciou também nesta terça a nomeação do ex-inspetor do Departamento de Justiça, Michael Bromwich, como novo responsável pelo Serviço de Administração dos Minerais (MMS, na sigla em inglês), agência que regula a indústria do petróleo, substituindo Elizabeth Birnbaum.
Visita ao Golfo
Antes de discursar oficialmente para a nação, Obama realizou uma visita de dois dias para vistoriar as regiões atingidas pelo vazamento. "Nós vamos lutar com tudo o que temos", disse Obama em sua última manifestação antes de retornar a Washington. Na passagem pela base aeronaval de Pensacola, Obama discursou para cerca de 3,5 mil soldados e reconheceu que as pessoas estão "assustadas" e "zangadas" com o vazamento, o pior desastre ecológico na história americana.
Vazamento aumenta
Uma equipe de cientistas americanos elevou nesta terça sua estimativa para o vazamento de petróleo do poço da British Petroleum no Golfo do México. Os cientistas afirmaram que "provavelmente, a vazão de óleo hoje" varie de entre 35 e 60 mil barris por dia. Isso representa um aumento significativo em relação à estimativa anterior, de entre 20 e 40 mil barris por dia.
Entre 5,5 e 9,5 milhões de l de petróleo vazam por dia no Golfo do México, segundo os novos cálculos do governo. Isso representa até 3,1 milhões de l a mais do que calculavam os cientistas até agora.
Com informações de agências internacionais
Redação Terra

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Obama despacha Marinha para conter vazamento de óleo no Golfo do México.

Obama prometeu deslocar "todo e qualquer recurso disponível" para a área


Associated Press

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comprometeu-se a responder com todos os recursos possíveis ao grande vazamento de óleo que deve chegar á costa do Golfo do México na sexta-feira, e enviou altas autoridades federais para a região, a fim de ajudar a coordenar as defesas contra o desastre ambiental em potencial.

Na Casa Branca, A almirante da Guarda Costeira Sally Brice-O'Hara disse: "Estamos sendo muito agressivos e estamos preparados para o pior". Autoridades informaram que inspeções em plataformas petrolíferas terão início imediatamente no Golfo, e que o poder de emitir intimações será usado na investigação. Mas a prioridade é apoiar a empresa responsável, a BP, no controle do óleo que não para de eclodir do leito marinho.

Obama prometeu deslocar "todo e qualquer recurso disponível" para a área e ordenou que os principais encarregados pelo controle de desastres e defesa do meio ambiente se dirijam para lá. A marinha está enviando 22.000 metros de barreiras infláveis e sete sistemas de limpeza, além de usar suas bases na região para coordenar os esforços.

Altas autoridades da Segurança Interna e da Agência de Proteção Ambiental vão para a região. Obama conversou com cinco governadores de Estados da área afetada.

Vazamento de petróleo já atinge costa da Louisiana, nos Estados Unidos.

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Atualizado às 01h10
A Guarda Costeira dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (29), que parte do óleo derramado no vazamento de uma plataforma que explodiu e afundou no Golfo do México já atingiu a costa do Estado da Louisiana, localizado na região sul do país.
Uma autoridade local disse à BBC que o óleo atingiu uma ilha perto do delta do rio Mississipi, área dentro do território norte-americano. Alguns residentes da região costeira e um correspondente da BBC em Louisiana afirmaram que já podiam sentir o cheiro do petróleo vindo do mar.

O petróleo formou uma mancha com uma área de cerca de 72 km por 170 km -maior do que a área da Jamaica e já se configura um dos maiores desastres ambientais na história da extração de petróleo da região, informou a emissora CNN.
Ainda nesta quinta-feira, o governo da Louisiana declarou estado de emergência devido ao vazamento de petróleo.
A decisão foi tomada depois de a Guarda Costeira ter revelado que a quantidade de petróleo que vaza do poço da plataforma Deepwater Horizon é cinco vezes maior do que se pensava e se aproxima cada vez mais dos Estados Unidos, devido à mudança na direção dos ventos.
"Falei com a secretária (nacional de Segurança Interna, Janet) Napolitano nesta noite para destacar as necessidades do estado [de emergência] enquanto nos preparamos para o impacto da mancha de petróleo.",  disse o governador da Louisiana, Bobby Jindal, em nota oficial. "Como a mancha se aproxima de nossa costa, pedimos mais recursos da Guarda Costeira e da BP (British Petroleum, que operava a plataforma), enquanto trabalhamos para diminuir os efeitos da mancha", afirmou o governador.
Janet Napolitano, por sua vez, anunciou que o governo dos Estados Unidos determinou que a mancha de petróleo que pode atingir a costa da Louisiana é um evento de importância nacional. Segundo ela, isto significa que as autoridades estaduais poderão pegar recursos de todo o país para lidar com a situação.
A secretária também afirmou que um segundo centro de comando está sendo estabelecido na cidade de Mobile, no Estado do Alabama, para ajudar na coordenação dos esforços para conter o vazamento de petróleo.
Tamanho da mancha
A contra-almirante Mary Landry, da Guarda Costeira, disse em Nova Orleans que o vazamento no Golfo do México equivalente a 5 mil barris de petróleo por dia e estão vazando no mar a cerca de 80 km da Louisiana.

Veja como foi a explosão da plataforma de petróleo no Golfo do México






Segundo Landry, técnicos da Noaa (sigla em inglês da Agência Americana para Oceanos e Atmosfera) revisaram para cima a estimativa do tamanho do vazamento baseados em fotos aéreas, estudo da trajetória da mancha e condições climáticas locais, entre outros fatores.
Com a piora da situação, militares americanos foram mobilizados nesta quinta-feira para ajudar a conter o petróleo pela primeira vez desde o início do vazamento, a pedido do presidente dos Estados Unidos. Segundo Barack Obama, "todo recurso disponível" do governo será usado para conter o vazamento no Golfo do México. "Enquanto a British Petroleum é em última instância responsável por financiar os custos da resposta e operações de limpeza, minha administração continuará a usar todo recurso disponível, incluindo potencialmente o departamento de Defesa", afirmou.
Perigo ecológico
Uma equipe da Guarda Costeira ateou fogo a parte da mancha de petróleo, em uma tentativa de salvar o frágil ecossistema de pântanos da Louisiana. O Estado abriga cerca de 40% dos pântanos e mangues americanos e é o habitat de inúmeras espécies de peixes e aves.
A queima controlada da mancha foi feita em uma área cerca de 50 km a leste do delta do rio Mississippi, de acordo com as autoridades.
A plataforma Deepwater Horizon, que pertence à empresa suíça Transocean e estava sendo operada pela British Petroleum, explodiu na terça-feira passada e afundou na quinta-feira, depois de ficar dois dias em chamas. Onze trabalhadores desapareceram depois do desastre, que está sendo considerado o mais grave do tipo em quase uma década.
Os esforços para conter o vazamento são dificultados pela profundidade do poço, que está a cerca de 1.525 metros abaixo da superfície do mar. Engenheiros estão trabalhando na construção de um tipo de cúpula para cobrir o poço, impedindo que o petróleo chegue à superfície.
O conteúdo da cúpula seria então dragado para contâineres, mas teme-se que esta solução demore semanas para ser colocada em prática. Existe também a preocupação de que o uso de robôs submarinos leve muito tempo para estancar o vazamento.
* Com informações da BBC e da CNN