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sábado, 6 de novembro de 2010

Brasil estuda experiência angolana em petróleo.

Por: Kelly Lima, da

País observa os contratos de partilha da produção, já que eles deverão ser aplicados no pré-sal

Petrobras

Segundo ANP, encontro é uma oportunidade para a discussão do papel do setor nos países de língua portuguesa
Rio de Janeiro - Representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estiveram esta semana reunidos com membros de órgãos reguladores de energia de Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde, além de integrantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no encontro anual das reguladoras do setor energético.
Segundo nota da ANP, o encontro é uma oportunidade para a discussão do papel do setor no desenvolvimento dos países de língua portuguesa.
"Precisamos partilhar nossas experiências. No caso do Brasil, temos um acontecimento recente, que é o pré-sal. Chegamos à conclusão de que nosso marco regulatório, um dos mais estáveis do mundo, não pode ser estático. A descoberta desses reservatórios, de potencial elevadíssimo, trouxe a necessidade de aprimoramento", disse o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, em nota.
Segundo Lima, o Brasil está estudando a experiência de Angola com os contratos de partilha da produção, já que eles deverão ser aplicados no pré-sal, como forma de garantir para o Estado a propriedade do petróleo extraído dessa área.
Já o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, falou sobre a evolução da regulação do setor elétrico brasileiro, destacando a reestruturação do segmento pós racionamento de energia em 2001. "Hoje, o modelo brasileiro pode ser considerado uma experiência muito feliz. Cabe ao Estado planejar os rumos do setor elétrico e conseguimos dar segurança ao atendimento da população", disse.
Também estiveram presentes na reunião representantes da Galp Energia, Sonangol, Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) e Companhia de Energia Elétrica do Maranhão (Cemar)

 

 

 

 

 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sudema entrega hoje licenças ambientais às empresas responsáveis pela perfuração de poços na Bacia do Rio do Peixe.

Exploração de petróleo vai começar

Isabella Araújo


Com a perspectiva de incremento da economia a partir da exploração do petróleo na Bacia do Rio do Peixe, no Sertão paraibano, somente o município de Sousa (a 427 quilômetros de João Pessoa) já registrou um crescimento de 28% do número das autorizações concedidas para a construção civil no ano passado, em relação a anos anteriores. Amanhã, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) entregará as licenças ambientais às empresas que ficarão responsáveis pela exploração do petróleo na região, que engloba também as cidades de Santa Helena e Triunfo. Com a autorização, as empresas Petrobrás e UTC Engenharia poderão dar início à perfuração de seis poços de petróleo e consequente transporte do óleo extraído da região sertaneja.


Região vive grande expectativa para o impulsionamento Foto: Petrobras/Divulgação
As informações são do secretário de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia, Francisco Jácome Sarmento, que participará do evento administrativo pela manhã, no Palácio da Redenção. A entrega das licenças pela Sudema ocorre por se tratar de uma área integrante da zona rural dos municípios envolvidos. Com a divisão feita, a Petrobras ficará responsável pela perfuração de quatro poços e a UTC Engenharia fará o trabalho em dois poços. "As licenças ambientais autorizam as empresas a entrarem com os equipamentos de perfuração na área, a perfuração dos poços e o transporte do óleo extraído", informou o secretário Francisco Jácome Sarmento.

Entretanto, enquanto a instalação dos equipamentos não ocorre (a previsão é para daqui a dois meses), o município vive um momento de expectativa para o impulsionamento da economia local, com perspectiva de melhorias para o povo da região. "A gente sabe que vai haver um aumento do trânsito de caminhões na região, por isso estamos realizando o calçamento de 100 ruas e o asfaltamento de 12 novas ruas, com mais 14 previstas para serem asfaltadas", explicou o secretário de Comunicação da Prefeitura de Sousa, João Alexandre, acrescentando que há, inclusive, empresas se instalando na cidade para fazer capacitação profissional, projetando o crescimento local com a exploração do petróleo.

O secretário de Comunicação de Sousa informou que a Prefeitura municipal vem atuando no sentido de permitir uma infraestrutura para as instalações das empresas, incluindo o calçamento de 50 ruas a cada ano. "Há informações não oficiais de que a Petrobrás está pronta para iniciar a exploração", disse o secretário. Deve participar da entrega das licenças ambientais o diretor de Produção e Exploração da Petrobrás, Guilherme Estrella. Na avaliação do secretário de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia, Francisco Sarmento, a perfuração dos poços vai trazer uma análise concreta sobre o potencial produtivo daquela bacia petrolífera.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Prospecção de petróleo em águas profundas: permissão nos EUA só após estudo do impacto

WASHINGTON — O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que não concederá mais permissão de exploração de petróleo em águas profundas sem uma ampla investigação de seu impacto sobre o meio ambiente, informou nota do Ministério do Interior.
O ministério informou que restringirá a concessão de prospecção de petróleo no mar a apenas projetos com "consequências limitadas sobre o meio ambiente".
Esses tipos de licença não poderão ser dados a programas de exploração em águas profundas como os da plataforma Deepwater Horizon que explodiu no final de abril, provocando a mancha de óleo mais grave da história do país.
Para a concessão será exigida uma investigação ambiental e, mesmo assim, após o estabelecimento de uma nova política de autorização.
O governo do presidente Barack Obama realiza uma revisão plena de sua política de autorização de trabalhos de prospecção e exploração. Ao mesmo tempo, uma moratória sobre a perfuração em águas profundas vigora até o dia 30 de novembro.
"Estamos prestes a estabelecer uma agência de supervisão independente (...) com uma regulamentação mais severa. Essas mudanças visam a responsabilizar os operadores de modo a que o país e a indústria de petróleo estejam totalmente preparados para uma tragédia do tipo da Deepwater Horizon", afirmou Michael Bromwich, diretor do Birô de Gestão dos Recursos Energéticos dos Oceanos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ibama autoriza Petrobras a ampliar exploração na Bacia de Campos

 
 
Luana Lourenço, AGÊNCIA BRASIL 



A licença de operação para os campos de Uruguá e Tambaú foi assinada pelo presidente do instituto, Abelardo Bayma.
De acordo com o órgão ambiental, entre as condicionantes para o começo da produção estão o monitoramento, o controle ambiental da operação dos campos e a apresentação imediata de um plano de emergência, que deverá detalhar as medidas a serem tomadas em casos de acidentes ambientais, como derramamento de petróleo.
Os campos Uruguá e Tambaú ficam no Bloco BS-500, localizado no Rio de Janeiro, entre os municípios de Niterói e Maricá.

sábado, 10 de julho de 2010

BP trocará cápsula para tentar conter vazamento de petróleo no Golfo do México.

Empresa deverá aproveitar intervalo na temporada de tempestades para realizar operação.

 A empresa petroleira BP deverá começar neste final de semana a substituir a cápsula usada para tentar conter o vazamento de petróleo no Golfo do México.

A empresa espera que a nova cápsula aumente significativamente a quantidade de óleo sendo capturado do fundo do mar.
Enquanto a peça estiver sendo trocada, no entanto, o petróleo vazará sem contenção.
Robôs da BP poderão começar a remover a atual cápsula já neste sábado, segundo o almirante Thad Allen, comandante da Guarda Costeira americana.
Segundo ele, o fluxo de óleo voltaria a ser parcialmente contido na segunda-feira. Até lá, centenas de milhares de barris de petróleo poderão vazar.
"Nós temos uma chance significativa de reduzir dramaticamente o óleo que está sendo liberado no meio-ambiente e talvez de fechar o poço completamente na próxima semana", disse.
Solução
Segundo correspondentes, a BP tem esperança de que a nova cápsula conseguirá capturar quase todo o petróleo que vaza.
A BP continua trabalhando no que espera ser a solução final para o problema, perfurando dois poços sob o leito do mar para interceptar e bloquear o vazamento.
No momento acredita-se que a empresa esteja conseguindo conter apenas metade do óleo.
O governo americano estima que entre 35 e 60 mil barris estejam vazando diariamente.
A BP está aproveitando a previsão de uma semana de intervalo na temporada de tempestades para fazer as mudanças.
A empresa também planeja usar mais um navio na operação.
Os novos esforços para conter a catástrofe ambiental ocorrem quando um dos parceiros da BP no poço se recusou a pagar sua parte nos custos da operação.
A Anadarko, baseada na cidade americana de Houston, é dona de 25% do poço Macondo. A BP pediu para que a empresa pague US$ 272 milhões (R$ 478 milhões).
Mas a Anadarko disse que vai segurar o pagamento.
A BP respondeu dizendo que está "decepcionada" que a empresa "falhou em cumprir suas obrigações".
Outra firma que tem participação no projeto, a Mitsui Oil Exploration também se recusou a ajudar nos custos da operação de contenção do vazamento.
A BP já gastou mais de US$ 3,1 bilhões (R$ 5,4 bilhões) depois que a plataforma Deepwater Horizon explodiu em abril - e concordou em criar um fundo de US$ 20 bilhões para processos de indenização e custos de limpeza.
O presidente americano Barack Obama disse que o vazamento é o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vazamento de petróleo nos EUA deixa Rio em alerta.

Agência Estado
Por Gabriela Moreira

Rio - A proporção a que chegou o vazamento no Golfo do México provocou o governo do Rio de Janeiro e o Ministério do Meio Ambiente a formarem um grupo de trabalho para prevenção e mapeamento de riscos em plataformas de petróleo no Brasil. O grupo vai procurar saber da companhia de petróleo qual é o plano de ação no caso de um acidente como o dos Estados Unidos. A comissão é formada por integrantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, da Petrobras e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"A missão do grupo será apresentar ao Estado do Rio de Janeiro uma análise do que aconteceu lá (no Golfo do México), saber em que circunstâncias nós operamos aqui e como está o nosso plano de contingência comparativamente ao que foi adotado nos Estados Unidos em termos de medidas e metas para evitar danos", afirmou a secretária de estado de Meio Ambiente, Marilene Ramos.
A coleta de informações será dividida em três partes: como evitar o acidente, o que fazer para conter a mancha, caso ocorra o vazamento, e posteriormente, como minimizar os danos à costa. "Os Estados Unidos, com o poderio econômico e tecnológico que têm, vão lançar mão do que há de melhor para essas três etapas. Precisamos conhecer essas tecnologias para que possamos melhorar e fazer um upgrade nos planos de contingência", explicou a secretária.
Um dos temores do governo do Estado é que, no caso de um vazamento, o óleo chegue à costa atingindo ecossistemas e a indústria do turismo. "Além de todo o impacto ambiental de atingir ecossistemas importantíssimos que temos na costa, como manguezais e restingas, temos a indústria turística na costa, que é importantíssima, e poderia estar ameaçada numa situação como esta. Precisamos investir mais em planos de contingência."
A primeira reunião do grupo será na sexta-feira. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também participará. Num primeiro momento, segundo a secretária, somente o Estado do Rio participará das reuniões. "O Rio concentra 80% da exploração, mas dependendo dos resultados, convidaremos outros Estados importantes em petróleo, como Espírito Santo e São Paulo".
Monitoramento
Em 2000 e 2001, acidentes no Rio e no Paraná atingiram áreas de preservação ambiental e provocaram críticas sobre o tempo de reação da Petrobras para conter o óleo. Após os acidentes, a Petrobras alterou sua política de meio ambiente e segurança, criando novos centros de controle de vazamento em oito Estados. O investimento, de R$ 164 milhões, teve como objetivo ampliar o número de equipamentos e reduzir o tempo de resposta na contenção de vazamentos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Petrobrás mantém o final do primeiro semestre como prazo para a capitalização

Segundo Gabrielli, empresa não irá apresentar nenhuma alternativa à capitalização com cessão onerosa até o fim do prazo estipulado

Nicola Pamplona, da Agência Estado  

RIO -
O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, reforçou há pouco que a empresa mantém o final do primeiro semestre como prazo para a capitalização, mas demonstrou preocupação com o ritmo das discussões no Congresso. "O tempo está passando, já estamos no dia 12 de abril, que é diferente de 12 de março, que é diferente de 12 de fevereiro", afirmou o executivo. Ele disse, porém, que a empresa não pretende apresentar nenhuma alternativa à capitalização com cessão onerosa até o fim do prazo estipulado.
Recentemente, o gerente de Relações com Investidores da empresa, Alexandre Quintão, chegou a dizer que uma das opções seria o lançamento de ações preferenciais. "Nesse momento, trabalhamos com a hipótese da capitalização com cessão onerosa. Se não houver cessão onerosa, vamos ver como fazer a capitalização, o que é indispensável", explicou há pouco Gabrielli.
O presidente da Petrobrás lembrou que, além dos "prazos políticos do Congresso, existem os prazos geológicos do conhecimento dos reservatórios possíveis para a extração dos 5 bilhões de barris" que serão vendidos pelo governo à estatal.Os executivos participam hoje, no Rio, da abertura da Conferência Internacional de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) está hoje concluindo o primeiro poço para avaliação dessas reservas. O trabalho incluirá ainda a certificação dos recursos por empresas especializadas.