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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Empresário transforma lixo em energia elétrica em fazenda na Amazônia


Sistema terá energia suficiente para iluminar vila com 60 casas.Iniciativa reduziria em até 60% despejo em aterros, segundo empresário.
http://www.globoamazonia.com/Amazonia/foto/0,,43350950-EX,00.jpg

Tudo vai para uma usina que aproveita o calor do sol para transformar o material orgânico em energia elétrica. "O projeto implantado no conceito de uma cidade poderia reduzir em até 60% o volume do lixo destinado a um aterro sanitário", diz ele.

Na usina, o calor transforma o material orgânico em metano e hidrogênio, que servem de combustível para um motor que gera energia elétrica limpa. O protótipo montado na zona rural de Manaus terá capacidade para gerar energia suficiente para iluminar uma vila com 60 casas, por exemplo. A energia é produzida a partir da transformação de 50 toneladas de resíduos por dia.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais da metade das cidades brasileiras despeja lixo em locais abertos. No Pará, o índice é maior que 90%. Manaus é a primeira cidade brasileira em que as novas construções precisam ter rede de tratamento de esgoto.


A fazenda do empresário Fernando Garcia aproveita o resíduo gerado por uma escola do município, por exemplo. Ele também utiliza o esgoto produzido a partir do dejetos de cabritos e o lixo orgânico recolhido nas ruas.
Tudo vai para uma usina que aproveita o calor do sol para transformar o material orgânico em energia elétrica. "O projeto implantado no conceito de uma cidade poderia reduzir em até 60% o volume do lixo destinado a um aterro sanitário", diz ele.

Na usina, o calor transforma o material orgânico em metano e hidrogênio, que servem de combustível para um motor que gera energia elétrica limpa. O protótipo montado na zona rural de Manaus terá capacidade para gerar energia suficiente para iluminar uma vila com 60 casas, por exemplo. A energia é produzida a partir da transformação de 50 toneladas de resíduos por dia.

Do Globo Amazônia, com informações do Jornal Das Dez

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Projeto retira 1,2 tonelada de lixo do rio Parnaíba e doa para catadores

Número é 37% menor do registrado em 2009, apontando maior consciência ambiental da comunidade local e turistas.

 Parceira da Norsa/Coca-Cola, IBAMA e Secretaria de Meio Ambiente efetivou a retirada de 1.277 quilos de resíduos e lixo das margens dos rios Poty e Parnaíba. As praias de Atalaia, Pedra do Sal, Barra Grande, Morro Branco, Itã, Pontal do Socó, Lagoa dos Pemas e Cajueiro de Baixo também foram alvos do mutirão de limpeza.


Fotos: Divulgação



A quantidade é 37% menor em comparação com 2009, o que demonstra um melhor nível de consciência ambiental dos banhistas, turistas e comunidade local. Entre os materiais coletados, 82% eram plástico, metal, madeira e papel recicláveis e o restante era lixo.


No Piauí, a mobilização mundial de Limpeza de Rios e Praias aconteceu nos dias 18 e 25 de setembro, percorrendo cerca de 18 km nos rios e praias. A iniciativa contou com a participação de 450 voluntários de ONG’s, estudantes, Prefeituras, IBAMA, Secretarias de Meio Ambiente e Turismo, associações, comunidade e surfistas.





Ao final da ação, os resíduos recicláveis foram doados às cooperativas de catadores de cada cidade contemplada pelo programa. Os não recicláveis foram enviados para Aterro Sanitário local.


Da Redaçãoredacao@cidadeverde.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lula sanciona lei que obriga empresas a recolherem lixo tóxico.


BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira a lei que cria a política nacional de resíduos sólidos e pediu rapidez na elaboração da regulamentação da norma. Lula deu prazo de 90 dias para que seja apresentada a regulamentação da lei que obriga as empresas a recolherem lixo tóxico de difícil decomposição, como baterias, pilhas, pneus, lâmpadas, eletrodomésticos e embalagens de agrotóxicos, e proíbe a criação de lixões ao ar livre.”
- Temos que tomar cuidado para não demorar a regulamentação. Não podemos passar de 90 dias para regulamentar, porque eu só tenho cinco meses de governo. Para a oposição, o tempo demora, mas para mim está passando rápido – disse.
Lula afirmou que, quando mandou o projeto para o Congresso em 2007, poucos acreditavam que seria aprovado, pois uma proposta semelhante tramitava desde 1991.
- É uma revolução em termos ambientais. Organiza sem perder o foco que é a inclusão social. O mérito da lei é tratar da inclusão de trabalhadores que foram esquecidos e maltratados pelo poder público – afirmou.
Ao comemorar a sanção da lei, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira citou o prefeito de Sucupira, Odorico Paraguassu, personagem do Bem Amado, de Dias Gomes:- Estou com a alma lavada e enxaguada e agora reciclada.
O representante do Movimento Nacional dos Catadores, Severino Lima Júnior, afirmou que a categoria quer tirar seu sustento da coleta seletiva e a partir de agora ser tratada como empreendedor social.
- Não queremos ser reconhecidos como catadores de lixo, mas como catadores de material reciclável – afirmou.
Para o representante dos empresários, Vitor Bicca, ainda há desafios no setor, como o aumento da coleta seletiva e a desoneração do setor.
(O Globo)

Para onde vai o e-lixo? Veja para onde!!!

Lei dos Resíduos Sólidos estabelece regras para descarte de celulares, computadores, baterias e pilhas, que não podem ir para o lixo comum

POR MARINA ESTARQUE

Rio - Quem recebe spams por e-mail se aborrece, mas pelo menos não tem dificuldade em limpar o lixo eletrônico da caixa-postal. Infelizmente, o nosso planeta não tem a mesma facilidade para lidar com o lixo eletrônico que recebe, ou seja, os resíduos de aparelhos como telefones celulares, computadores e as baterias e pilhas que os alimentam.
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
O produtor de vídeo Luiz Paulo Leão recolhe as pilhas e baterias no trabalho | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
O problema destes materiais é que eles contém substâncias altamente tóxicas, como metais pesados e substâncias químicas contra chamas que não podem, em hipótese alguma, ser jogados no lixo comum. O chamado e-lixo deve ser reciclado ou descartado em aterros controlados para impedir a contaminação dos solos e lençóis freáticos.

Após 20 anos tramitando no Congresso, a política nacional de resíduos sólidos, que também trata do descarte desses materiais, foi sancionada nesta segunda-feira (2/8). A nova lei, que deve ser regulamentada em 90 dias, estabelece que a responsabilidade pelos resíduos deve ser compartilhada entre fabricantes, comerciantes, governo e consumidores.

As empresas terão que criar o chamado ‘sistema de logística reversa’, ou seja, um método para recolher os resíduos que possam ser reciclados ou reutilizados e dar um destino final aos rejeitos, materiais que não podem ser reaproveitados.

>>> INFOGRÁFICO: O perigo do lixo eletrônico

Fontes para o infográfico: Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), Oxil, Projeto E-Lixo,Teleco, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A estimativa do percentual de celulares reciclados pela operadoras Tim e Vivo em relação às vendas do segundo trimestre de 2010 foram gerados pela reportagem, com base em um cruzamento de dados.

domingo, 11 de julho de 2010

Lixo pode virar energia limpa e reduzir impacto ambiental.

Usina de tratamento terá capacidade para abastecer 3.000 residências

QUEILA ARIADNE
 
Parece coisa de desenho animado, onde o lixo é usado para mover carros e foguetes. Mas é a vida real: o que você joga fora hoje pode voltar para sua casa, conduzido por fios de eletricidade. No Brasil já existem alguns aterros com usinas que reaproveitam o lixo por meio da queima. Agora, os resíduos também poderão virar energia por meio de um reator de micro-ondas. E Matozinhos, no interior de Minas Gerais, será o primeiro no país a ter essa tecnologia. Para começar, a usina de tratamento de resíduos, que está sendo construída junto com o aterro, terá capacidade de 1,5 MW/h, o suficiente para abastecer 3.000 residências.

A tecnologia foi desenvolvida pelo brasileiro Luciano Prozillo, diretor da Micro Ambiental. "O lixo passa por um reator de micro-ondas que retira sua umidade, aumentando seu poder combustível. Depois, ele é compactado e se transforma em briquetes (tijolinhos), que são queimados, liberando o vapor que vai mover turbinas e gerar energia, que poderá ser usada pela prefeitura ou comercializada no mercado livre", explica.

O projeto de Matozinhos é feito em parceria com a Cavo Serviços & Meio Ambiente. De acordo com diretor comercial da empresa, João Carlos David, o aterro deve ficar pronto em agosto e a usina em outubro ou novembro deste ano. "Nós fazemos a instalação dos equipamentos, quando tudo estiver pronto, a Prefeitura de Matozinhos vai ter que realizar uma licitação para definir quem vai operar a usina".

Ganhos. A prefeitura pode fazer essa licitação ou vender briquetes diretamente para potenciais consumidores, como cimenteiras. A procuradora geral do município, Maria Sílvia Viana, explica que ainda isso não está definido. Entretanto, qualquer uma das opções trará impactos econômicos e ambientais muito positivos. "Com a comercialização de energia, teremos aumento na arrecadação de impostos sobre serviços, além disso, como a tecnologia vai reduzir a emissão de poluentes, vamos nos credenciar a receber ICMS ecológico", avalia.

O projeto recebeu investimentos de R$ 10 milhões. Os recursos vieram do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), pois, com a implantação da usina de tratamento de lixo, os afluentes do rio das Velhas estarão protegidos da contaminação por chorume - líquido tóxico gerado na decomposição do lixo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Palhaços ensinam manuseio correto do lixo.

Nesta segunda-feira, 28, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) promoveu mais uma ação de educação ambiental, desta vez no Hospital Universitário João Barros Barreto. A lição de gerenciamento ambiental foi dada pelos Palhaços da Natureza, equipe formada por arte-educadores que conversaram com usuários e funcionários da instituição sobre o manuseio e coleta seletiva do lixo.

Vestidos com jalecos, eles visitaram o refeitório e os setores administrativos do hospital, conversaram com os funcionários e a equipe médica sobre a importância da coleta seletiva, do correto manuseio do lixo e sobre reciclagem. A mensagem bem-humorada foi acompanhada com atenção.

Uma das lições repassadas foi sobre o uso consciente dos copos descartáveis. Por ano, uma única pessoa chega a dispensar cerca de 10.000 copos descartáveis. "Para reduzir a emissão desses objetos, a dica é utilizar um único copo, marcado com caneta, para beber água ou café durante o expediente", sugeriram. "Isso vale tanto para os funcionários quanto para pacientes e seus acompanhantes".

Os funcionários se mostraram dispostos a ajudar e até chegaram a dar idéias para a direção do hospital, que já tem um projeto voltado para a questão da coleta seletiva pronto para ser colocado em prática. A visita dos Palhaços da Natureza ao Barros Barreto se deve ao ciclo de palestras sobre saúde e meio ambiente que está sendo realizado no local e que encerram nesta terça-feira, 29.  (ASCOM/COMUS)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um terço do lixo reciclável de São Paulo é desperdiçado.

AE - Agência Estado
Um terço das 120 toneladas de lixo reciclável que a Prefeitura de São Paulo diz recolher em 74 dos 96 distritos diariamente é desperdiçado. Essa quantidade representa cerca de R$ 250 mil por mês e mais de R$ 3 milhões por ano. O cálculo é do presidente do Instituto Brasil Ambiente e autor do livro "Os bilhões perdidos no lixo", Sabetai Calderoni. A conta leva em consideração os preços na venda dos materiais para empresas recicladoras.
O desperdício ocorre porque as garrafas PET, o papel, as embalagens plásticas e longa vida e o vidro são retirados das ruas e colocados em caminhões compactadores, que prensam o conteúdo. "Esse tipo de caminhão não deveria ser usado. A perda é grande porque o lixo vira uma paçoca e não tem como recuperar. O material suja, quebra, fica prensado", afirma a coordenadora de ambiente urbano do Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Polis), Elizabeth Grimberg. Por dia, não são aproveitadas 42 toneladas de lixo. O ideal para fazer a coleta do material, segundo Elizabeth, são os caminhões gaiola, pelos quais o material é transportado sem ser amassado.
"A cidade está pagando caro por aterros, quando boa parte do lixo poderia ser reaproveitada", afirma Calderoni. Por mês, a Prefeitura paga R$ 48 milhões às concessionárias Ecourbis e Loga, responsáveis pela coleta, transporte e destinação final do lixo. O valor inclui gastos com dois aterros particulares e a coleta seletiva.
Nas cooperativas, o lixo que chega nos caminhões compactadores leva muito mais tempo para ser separado. Segundo Luzia Maria Honorato, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), em média um cooperado consegue fazer a separação de 3 toneladas de lixo por mês. Sabetai diz que o ideal seria 10 toneladas. "A quantidade poderia ser muito maior se o material chegasse inteiro e menos compacto", conta Maria.
A Loga e a Ecourbis afirmaram, por meio de nota, que os compactadores são exigidos no contrato com a Prefeitura. A Secretaria de Serviços da Prefeitura afirma que agendará uma reunião para os próximos dias com as concessionárias Loga e Ecourbis para apurar os problemas na coleta seletiva. Segundo a pasta, o serviço faz parte das obrigações contratuais das empresas. A data ainda não está definida. A administração municipal afirma nunca ter deixado de investir na coleta seletiva. Em 2005, apenas 56 distritos eram atendidos, hoje são 74. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Galera recolhe lixo em Praia Grande (SP)

Gincana ambiental

 
Crianças coletam lixo no dia mundial do Meio Ambiente na Praia Grande (SP). Foto: Divulgação.
O dia mundial do meio ambiente (02/06) foi comemorado em grande estilo com uma roda de conversa abordando o tema do lixo nas praias. O evento contou com a participação de crianças e adultos da comunidade na praia de Ocian, Praia Grande (SP).

Na forma de gincana, foram criados grupos de alunos para a coleta principalmente de micro-lixo nas areias do pico. Todos os participantes receberam coletores produzidos com garrafas Pet e luvas para proteção.

Participaram desta gincana cerca de 70 alunos que retiraram aproximadamente 12 mil objetos poluentes da praia, nos períodos da manhã e da tarde.

Depois da coleta, o material foi separado, contado e catalogado. Os alunos se surpreenderam com a quantidade de micro-lixo retirado, principalmente a de bitucas de cigarro, que contabilizaram quase 50% do total coletado.

Além delas, os objetos mais encontrados foram tampinhas de garrafa, embalagens plásticas diversas, palitos de sorvete, canudos plásticos, copos descartáveis, espetos para churrasco, entre outros.

Depois da contabilização dos pontos, foi comentado aos alunos o tempo de decomposição dos materiais que foram coletados. Os grupos foram premiados com medalhas e concorreram ao sorteio de diversos brindes.

Seu “lixo” também compromete o futuro do planeta

Voluntários Telefônica

 

Fazer coleta seletiva de papel, metal, vidro ou plástico já não é novidade para ninguém. Aliás, o ato de reciclar já não basta. A ordem agora é que cada pessoa gere o mínimo de lixo possível, pois a natureza leva um longo tempo para sua recuperação.
Mas você sabe exatamente o que fazer com o “lixo” gerado pelas novas tecnologias, como celulares, baterias, pilhas, monitores, CDs, DVDs, entre outros? Muita gente faz este descarte no lixo normal da casa, que vai para os aterros sanitários e causam sérios danos ao meio ambiente.
Em São Paulo, a Secretaria do Meio Ambiente e o Instituto Sérgio Motta criaram o “e-lixo maps”, um site para que você localize o local de coleta mais próximo de sua casa. Basta digitar o cep e o tipo de lixo eletrônico que pretende descartar, que o sistema indica o ponto de coleta e endereço. Assim, você colabora com o meio ambiente e com instituições que fazem o reaproveitamento deste material. Para conhecê-lo, acesse o endereço: www.e-lixo.org.
Quando descartados no lixo comum, esses materiais liberam substâncias tóxicas como mercúrio, chumbo, cádmio, cromo, cobre e arsênio. Quando descartadas incorretamente na natureza, estes metais podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, interferindo na qualidade dos mananciais que são usados para irrigação, criação de gado e consumo de água, sendo extremamente prejudicial para a saúde humana.
Por Lucy De Miguel  |  Vetor Comunicação

sábado, 15 de maio de 2010

Lixo reciclável vai para aterro comum em SP.

AE - Agência Estado
 
Parte do lixo reciclável da capital paulista está indo para aterros sanitários comuns. O motivo é que as 16 cooperativas de catadores cadastradas pela Prefeitura para fazer a triagem de lixo estão saturadas e não conseguem receber o material separado pela população. Como resultado, nas últimas semanas, parte do lixo reciclável fica na rua e acaba sendo coletado pelos caminhões de lixo normais, indo parar nos aterros comuns.
O problema atinge cerca de 10% do volume do lixo reciclável coletado nas regiões sul e leste de São Paulo pelo consórcio Ecourbis. Isso significa que, mensalmente, 180 toneladas podem deixar de passar pelo processo de coleta seletiva, o que, em peso, corresponde a 362 milhões de garrafas PET. Parte desse lixo acaba sendo recolhido por caminhões comuns, como aconteceu nesta semana em ruas da Vila Mariana.
A Loga Ambiental, que atende as regiões norte e oeste da capital, também enfrenta problemas por causa da falta de espaço das cooperativas, mas ainda consegue retirar o lixo reciclável das calçadas. Depois que o lixo é recolhido, aguarda até que as centrais tenham espaço para receber o material.
Em março, uma decisão da 3.ª Vara da Fazenda Pública determinou que fossem instaladas centrais de triagem nas 31 subprefeituras até o fim deste ano. Atualmente, só existem 16 centrais na cidade, que funcionam a partir do trabalho de cooperativas de catadores cadastradas. O governo vai recorrer da decisão e diz que a meta definida pela Justiça será alcançada até 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tópicos: Lixo, Reciclagem, SP, Geral, Geral

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Arquitetos criam projeto de uma ilha de plástico, que seria construída perto do Havaí


Arquitetos holandeses criam ilha de plástico no Havaí“Uma cidade de plástico construída no meio do Oceano Pacífico para abrigar até meio milhão de habitantes. Já pensou em morar num lugar assim? Pois o escritório holandês de arquitetura WHIM criou um projeto chamado “Ilha Reciclável” para ser construído ao redor do Havaí. Lançado em março deste ano, este “paraíso” feito inteiramente de plástico reciclado pretende transformar lixo em espaços flutuantes habitáveis. Assim, cada ilha cuidaria da própria reciclagem do lixo, até juntar material suficiente para criar uma nova cidade flutuante. (Veja mais informações sobre o projeto aqui).”
Ver artigo completo aqui
Fonte: O Globo

Reclicar para viver melhor...

Nome do evento: ECOFATE

Objetivo: Reclicar para viver melhor
Dia: 21/05/10
Local: Quadra da Faculdade Ateneu
Horário: 18:40 as 22:00h
Público Alvo: alunos dos cursos de secretariado e gestão de turismo da Faculdade Ateneu – Messejana.
Realizado: pelos alunos do 5º semestre de turismo, da disciplina Planejamento e Organização de Eventos.
O evento reúne palestra, confecção e exposição de objetos feitos com material reciclado, atração artística, entre outras formas de mostrar a importância da reciclagem do lixo, de forma que os alunos participem do evento.

sábado, 24 de abril de 2010

Costa Cruzeiros: exemplo de respeito ao ambiente.

Diante da denúncia de leitores do Jornal da Conapub que flagraram o despejo de lixo e esgoto pelo navio que ocupavam em recente cruzeiro pela Costa Verde fluminense, a Costa Cruzeiros se prontificou a expor sua conduta ecologicamente correta pelos mares que seus transatlânticos cruzam, ao redor do mundo.
A Costa Cruzeiro possui o Sistema de Gerenciamento Ambiental que segue padrões e regulamentações internacionais, com a preocupação de ir além do estabelecido quando se trata de preservar o meio.

Entre essas ações estão a triagem, em 100%, dos resíduos sólidos de bordo, para reciclagem; a proibição de lançamento ao mar de qualquer tipo de resíduo sólido que não de origem alimentar, reciclagem de milhares de metros cúbicos de alumínio e vidro; uso de água produzida a bordo por meio de aparelhos dessalinizadores; despejo de esgoto e água cinza apenas a distâncias superiores a 12 milhas da terra; respeito ao Plano de Lastreamento dos Recursos Hídricos – obrigatório no Brasil e nos EUA; aplicação de tintas ecológicas nos cascos de seus navios, campanhas permanentes junto aos hóspedes e tripulantes pelo uso racional de água e energia; reuso de água quente dos motores para aquecimento de cabines; controle automático de iluminação (com lâmpadas LED).

Essas iniciativas, que se submetem a convenções como a MARPOL – Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios – e também aos mais rigorosos padrões de qualidade, como o UNI em isso 14001/2004. Não por acaso da empresa mereceu o reconhecimento público ao receber o selo “Green Star”, do RINA, ao fechar parceria com a WWF – ONG de maior evidência internacional na defesa ambiental; ou ainda ao ganhar o prêmio Green Planet da operadora turística Kuoni (filial Suíça).

Enfim, a Costa Cruzeiros se levanta, justamente e com argumentos incontestáveis, contra a eventual generalização das denúncias aos cruzeiros.
Ainda há quem lute e pratique a arte de navegar em “águas claras”. E a esses empreendedores sustentáveis, a saudação e a gratidão dos turistas e dos cidadãos do mundo.
por CONAPUB-Jornal do Ecoturismo

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Parque Ribeirão é o bairro campeão de dengue

Acúmulo de lixo nas ruas e terrenos pode ser uma das causas

19/04/2010 - 12:24
EPTV
O Parque Ribeirão é o campeão de dengue em Ribeirão Preto, com 955 casos. Nos bairros vizinhos o número de casos também é alto. No Piratininga, 373 pessoas ficaram doentes e, no Marchesi, houve 366 casos. Juntos os três bairros são responsáveis por 14,56% dos 11.631 registrados na cidade, até a manhã desta segunda-feira (19)
Um dos motivos pode ser o acumulo de sujeira que pode ser visto por toda a área. Há entulho jogado em todo lugar, várias caçambas ficam espalhadas pelas ruas, calçadas e terrenos viram depósitos de lixo. Mas a maior dificuldade dos agentes de controle de vetores está em eliminar os vetores das chamadas “casas malucas”, locais invadidos por catadores e moradores de rua, que acumulam todo tipo de entulho, lixo e animais.
“Há todo tipo de criadouro, desde pneu, recicláveis, também tem madeira que é abrigo para escorpião. Temos uma equipe que a cada 15 dias visita esses locais, considerados estratégicos, mas é complicado, a gente tira o que há no momento, mas teria que vir todo dia, porque senão não dá conta”, afirma o supervisor de campo do controle de vetores, Gladson Rodrigues Costa. A gente orienta, como cuidar, como manter isso, mas não consegue mudar a cabeça desses moradores”, completa.
Parte do problema poderia ser resolvido com a coleta de lixo reciclável, mas, em Ribeirão Preto, o serviço atende apenas 27 bairros, o correspondente a 4% da cidade. No restante, a limpeza depende da conscientização da população para levar o lixo reciclável, que deve estar lavado e limpo, em um dos dez  “ecopontos” existentes, que recolhem o material e encaminha para uma cooperativa de reciclagem, onde trabalham 150 pessoas.

Governo anuncia novo depósito de lixo em Niterói (RJ)

Objetivo é diminuir a demanda no aterro de Itaoca, em São Gonçalo
Do R7
A secretária estadual do Meio Ambiente, Marilene Ramos, esteve no morro do Bumba, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (19), e anunciou que será implantada uma "célula" de depósito de lixo dentro do aterro controlado do morro do Céu - que está interditado. O objetivo é diminuir a quantidade de lixo jogada no aterro de Itaoca, em São Gonçalo, também na região metropolitana da capital.

Esta célula será instalada numa área onde ficava uma usina de triagem. O solo do local será preparado para receber o lixo.
A secretária disse ainda que o cadastro das famílias que moram na região do morro terminou no sábado (17) e espera que essas pessoas sejam retiradas em até 30 dias.
Itaoca
A secretária se reuniu com a liderança local do aterro de Itaoca para providenciar melhorias nas ruas da região, já que a demanda aumentou desde que o lixo de Niterói deixou de ser levado para o morro do Céu e passou a ser jogado lá.
As melhorias foram requisitadas pelos moradores, que reclamaram da poeira e do barulho provocados pelos caminhões.
O transporte de entulhos do morro do Bumba, que seguia para o aterro de Itaoca, foi suspenso durante a madrugada da última terça-feira (13), segundo o coronel do Corpo de Bombeiros, Mário da Cruz.  O oficial não revelou os motivos, mas a reportagem do R7 apurou que seis caminhões foram parados na rodovia BR-101 por policiais rodoviários federais, porque parte da carga estava vazando na pista. Os caminhões pertencem a uma companhia privada.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ocupação toma conta de reservas na cidade...

Vegetação e nascentes perdem espaço e são tomados por lixo, aterramento e urbanização desenfreada no Distrito Federal

Rafael Mouad  Jornal Coletivo
A ocupação desenfreada no Distrito Federal tem causado danos ambientais que, se não forem contidos, podem se tornar irreversíveis. Ocupação irregular de áreas de preservação, aterramento de nascentes e desmatamento são exemplos encontrados pelo jornal Coletivo em todo o DF e Entorno. O problema de degradação ambiental é histórico e muitas reservas já foram extintas. A ocupação dessas áreas também gera problema aos moradores principalmente durante a temporada de chuvas.

Segundo a coordenadora do programa Adote uma Nascente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), Vandete Inês Malbaner, as ocupações irregulares estão por todos os lados, como no caso dos condomínios do Lago Norte, Jardim Botânico, Varjão e São Sebastião. “Nascentes e áreas úmidas já deixaram de existir pela ação desordenada de ocupação irregular ambiental. Muitas são extintas propositalmente por moradores. Depósitos de entulhos são feitos para extinguir nascentes e forçar impermeabilização das águas para que ela se torne urbana.”

O comerciante Fábison Martins, morador de Vicente Pires, conta que a degradação do meio ambiente é um verdadeiro pesadelo. “O problema de erosão aqui é sério. Vem água de tudo o que é lugar. Quando chove arrebenta as casas que ficam na parte de baixo. O que está faltando são galerias de águas pluviais no local. É muita sujeira que chega de todos os lados”, lamentou.

Moradora há mais de oito anos da Vila São José, região vizinha à Vicente Pires, dona de casa Deusiane Lopes Leite disse que perdeu tudo o que tinha quando uma forte chuva derrubou sua casa em outubro de 2009. “Tinha uma vala, só que toda a água que caia vinha direto na vala, e ela não aguentou. Veio um monte de água e foi levando tudo. Não sobrou nada da minha casa. Aqui não tem como ficar pior, principalmente, quando chove. A cada dia piora mais. Toda a água que vem de cima dos terrenos cai direto aqui na minha casa e nas outras que estão aqui na parte de baixo da vila. Nem carro desce aqui”, finalizou.

sábado, 3 de abril de 2010

Quase um depósito de pneus...

Fundema afirma monitorar margem de rua que seria usada para despejo por empresas no Distrito Industrial

O amontoado de pneus em frente ao aterro sanitário de Joinville, na rua dos Bororós, no Distrito Industrial, compõe uma paisagem inusitada no bairro. São dezenas de pneus, que acabaram por formar uma espécie de depósito do material. Mecânicas, borracharias e outras empresas, na falta de um aterro específico, teriam escolhido a rua para descartar as peças de borracha.

A Fundação do Meio Ambiente (Fundema) diz que a situação é temporária. Segundo o presidente da Fundema, Marcos Rodolfo Schoene, o local está sendo monitorado. Ele garante inclusive que a Vigilância Sanitária acompanha o processo para que não se transforme em ponto de criação de mosquitos que transmitem dengue ou de outros animais. “De tempos em tempos, a Prefeitura contrata um caminhão que tira os pneus dali e os encaminha a destinos corretos”, justifica Schoene. Ele explica que o material é vendido a empresas do Paraná ou de outros Estados.

A ideia é que ainda neste semestre os pneus tenham destinação certa. Um convênio está sendo fechado com uma empresa de São Paulo e outra de Joinville. Segundo Schoene, o objetivo é deixar os pneus no depósito da empresa em Joinville, que depois encaminha para a de São Paulo.

Mas enquanto isso não acontece, quem passa pela rua dos Bororós fica indignado. O gerente administrativo Márcio Müller viu o amontoado de pneus há cerca de 15 dias. “Chamou a atenção. Fazem tanta campanha contra a dengue. E tem outros bichos que também podem se criar ali.”

terça-feira, 9 de março de 2010

Destino do lixo eletrônico causa preocupação.

Lixo eletrônico: há oito anos, Clemente Marques vê crescer a quantidade de equipamentos eletrônicos descartados pelos proprietários em sua garagem
MIGUEL PORTELA




9/3/2010

Aumento no consumo e a rápida modernização dos equipamentos fazem com que o descarte de produtos seja problema

Computadores, impressoras, scanners, aparelhos celulares e câmeras digitais, são equipamentos eletrônicos que rapidamente vão para o lixo. O descarte se deve principalmente por causa da rápida modernização dos equipamentos. Um aparelho celular adquirido hoje, em seis meses, pode estar ultrapassado. Sem falar com as enormes facilidades de compra que o mercado proporciona. Nesse contexto, o principal problema discutido atualmente é o destino dado a esses objetos, pois trata-se de utilitários compostos de material tóxico que, se descartados de qualquer forma, podem causar danos irreparáveis a saúde do planeta.

Esse é o desafio enfrentado por Clemente Marques, dono de uma loja de manutenção de aparelhos eletroeletrônicos, na Serrinha. Desde 2002, ele vem acumulando equipamentos que os clientes não querem mais. Alguns não foram buscar, outros não têm conserto, mas, nos últimos dois anos, ele conta que a maioria acaba desistindo do conserto e preferindo comprar um novo. Já são mais de dois mil aparelhos acumulados. A quantidade é tão grande que a antiga garagem virou um depósito.

Ele diz que não há como competir com a tecnologia. "Ficou um processo tão rápido que até as impressoras multifuncionais, que ainda estão sendo vendidas no mercado, não querem mais consertar. Essa sucata demorou oito anos para se formar, mas a tendência é a quantidade aumente muito mais, pois hoje tudo pode ser reciclado", destacou Marques.

O comerciante admite que não sabe o que fazer com o lixo. Não joga fora pois sabe os danos que pode causar ao meio ambiente, mas, ao mesmo tempo, fica sem opção, uma vez que a Prefeitura não faz a coleta deste tipo de produto.


Coleta

O presidente da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), Roberto Rodrigues, declara que o órgão não faz recolhimento desse lixo e que os resíduos são de responsabilidade de quem produz.

Rodrigues informa que, durante esse ano, a Emlurb vai fazer um levantamento sobre todo o lixo que se produz em Fortaleza, especificando, inclusive, o lixo eletrônico. A partir daí, será montado um projeto, em parceria com outras entidades, para definir como recolher e onde colocar os resíduos.

O titular da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano, Deodato Ramalho, disse que a entidade já começou a se articular sobre o assunto. "Se alguém nos procurar com esse tipo de material, nós vamos dar uma solução", assegurou.

SAÚDE AMEAÇADA
Substâncias oferecem risco

O consultor em cultura digital e lixo eletrônico, Philipe Ribeiro, esclarece que os eletrodomésticos e eletroeletrônicos que costumamos ter em casa possuem alguns componentes que contêm metais pesados como chumbo, zinco e mercúrio. Nesse grupo destacam-se pilhas, baterias, televisores e peças de computadores em geral.

Se descartados nas margens de recursos hídricos que abastecem uma cidade, certamente a população sofrerá com os danos causados pela contaminação da água. Philipe alerta que os metais podem causar problemas de saúde que vão desde anemia à doenças pulmonares.

Alguns supermercados e lojas do ramo de celulares recolhem pilhas e baterias. Já computadores e demais eletrônicos em desuso, são recebidos por algumas instituições que trabalham com metarreciclagem - a reciclagem de computadores com o objetivo de ser apropriado por comunidades e movimentos sociais - e arte a partir de e-lixo - o lixo eletrônico.

Em Fortaleza, as pilhas e baterias descartadas pelos usuários podem ser recolhidas na maioria das lojas das operadoras de telefonia móvel. Já o lixo proveniente de produtos de informática e eletrônicos em geral, podem ser entregues na sede da Casa de Cultura Livre, localizada na Rua Alerta, 74, Benfica.

Reciclagem

Um possível fim a esses resíduos eletrônicos pode ser a reciclagem. Os que são provenientes de computadores podem voltar a funcionar usando um sistema operacional compatível com a máquina. Aqueles que não são, viram desde brincos, pulseiras e colares, até utensílios como porta-retratos e porta-lápis. "O objetivo é dar um uso, seja reciclando a máquina e fazendo com que ela volte a funcionar, ou usando o rejeito como matéria-prima do artesanato eletrônico", disse Philipe Ribeiro.

LUANA LIMA
ESPECIAL PARA CIDADE

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Operação em SP contra lixo na rua apreende 22 veículos

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado


SÃO PAULO - Pelo menos 22 veículos foram apreendidos e 13 pessoas foram detidas no final da noite de ontem e na madrugada de hoje em São Paulo durante a Operação Entulho, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A operação tem a finalidade de surpreender pessoas descartando lixo e entulho pelas vias da capital paulista. Foram flagrados 11 caminhões, um trator, uma retro escavadeira e mais nove veículos no momento que era descartado entulho em locais ilegais.



Em um dos pontos vistoriados pelos policiais e agentes da Prefeitura, no Jaguaré, zona oeste, sete caminhões com caçambas e uma retro escavadeira foram apreendidos em uma área de 3.200 metros quadrados. Dentre os caminhoneiros flagrados, um deles era procurado pela Justiça. Durante a operação, em cada uma das 31 Subprefeituras da cidade, agentes municipais, investigadores de delegacias do Meio Ambiente e policiais militares percorreram áreas utilizadas para o descarte ilegal de entulho.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Acúmulo de lixo leva o caos à região da divisa

Segundo a comunidade, o serviço de coleta foi interrompido na semana passada. O motivo seria a interdição do aterro sanitário da Pajoan. Moradores querem uma solução

Daniel Carvalho
Situação crítica: Há uma semana, sacos de lixo estão se acumulando nas calçadas e nas ruas de bairros que ficam na divisa de Mogi e Itaquá

Jamile Santana
Da reportagem local
Moradores da divisa entre Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba estão sem a coleta de lixo. Há oito dias, o serviço não está funcionando nos bairros da Vila Augusta, Jardim Felix e Milton, Chácara São Joaquim e Água das Pedras.
Eles reclamam que no último dia 5, a Prefeitura de Itaquá avisou os moradores de que coleta seria suspensa devido a uma lei municipal de Mogi das Cruzes, que, entre outros itens, determina que a administração mogiana é a responsável pelos serviços como limpeza, conservação e manutenção das vias urbanas de cada um destes bairros. No entanto, segundo a Prefeitura de Itaquá, a coleta só foi suspensa por causa da interdição do aterro sanitário da Pajoan. O serviço deve voltar ao normal hoje.
De acordo com a comerciante Antônia Pereira da Silva, 58 anos, a Prefeitura de Itaquá avisou os moradores sobre a suspensão da coleta do lixo na última quarta-feira, mas os bairros já estavam sem o serviço há pelo menos dois dias. "Eles passam com o caminhão aqui dia de segunda, quarta e sexta-feira, mas desde a semana passada não tem coleta. Dizem que é por causa desta questão de Mogi ficar responsável pela manutenção do nosso bairro, mas não sabemos nada de oficial sobre isso. Simplesmente ficamos sem o serviço", contou.
Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Margarida, Henrique de Arruda Soares, nos quatro bairros prejudicados pela suspensão do serviço o número de famílias que estão com o lixo dentro de casa chega a pouco mais de 3 mil. "As ruas estão todas sujas, queremos saber de quem cobrar o serviço".
A moradora da rua Belchior Dias Moreira, na Vila Augus-ta, Marta de Jesus dos Santos, 45 anos, conta que não che-gou a colocar todas as saco-las de lixo para fora porque as duas lixeiras que tem na frente de sua casa já estão lota-das. "Aqui nem cabe mais. Estou com algumas sacolas dentro de casa e estou desesperada".
Na manhã de ontem, agentes da Secretaria de Serviços Urbanos de Mogi estavam fazendo um mapeamento nos bairros para traçar um plano para a coleta de lixo que deve começar até amanhã, de acordo com determinações da Lei Municipal 6.267 de 16 de julho de 2009, que prevê a inclusão destes bairros no atendimento da Divisão Administrativa dos Bairros da Divisa. Com a lei, os moradores de Itaquá passarão a contar com serviços de manutenção e limpeza executados por equipes de Mogi. De acordo com a Prefeitura de Itaquá, ainda hoje a coleta de lixo em algumas ruas destes bairros volta ao normal.