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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Prospecção de petróleo em águas profundas: permissão nos EUA só após estudo do impacto

WASHINGTON — O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que não concederá mais permissão de exploração de petróleo em águas profundas sem uma ampla investigação de seu impacto sobre o meio ambiente, informou nota do Ministério do Interior.
O ministério informou que restringirá a concessão de prospecção de petróleo no mar a apenas projetos com "consequências limitadas sobre o meio ambiente".
Esses tipos de licença não poderão ser dados a programas de exploração em águas profundas como os da plataforma Deepwater Horizon que explodiu no final de abril, provocando a mancha de óleo mais grave da história do país.
Para a concessão será exigida uma investigação ambiental e, mesmo assim, após o estabelecimento de uma nova política de autorização.
O governo do presidente Barack Obama realiza uma revisão plena de sua política de autorização de trabalhos de prospecção e exploração. Ao mesmo tempo, uma moratória sobre a perfuração em águas profundas vigora até o dia 30 de novembro.
"Estamos prestes a estabelecer uma agência de supervisão independente (...) com uma regulamentação mais severa. Essas mudanças visam a responsabilizar os operadores de modo a que o país e a indústria de petróleo estejam totalmente preparados para uma tragédia do tipo da Deepwater Horizon", afirmou Michael Bromwich, diretor do Birô de Gestão dos Recursos Energéticos dos Oceanos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Brasil e EUA fecham acordo que converte dívida em proteção ambiental

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília 

 
 
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou um acordo nesta quinta-feira (12) com o governo dos Estados Unidos para converter uma dívida no valor de US$ 21 milhões em ações de proteção das áreas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.
A dívida foi adquirida pelo governo brasileiro em período anterior à década de 1960 e era paga regularmente ao governo norte-americano. A partir de outubro, o fundo que será criado para receber estes cursos receberá o primeiro desembolso no valor aproximado de R$ 6 milhões.
“Em vez de ir para os EUA, o dinheiro vai para os fundos de proteção desses três biomas. Estamos, com isso, ampliando os investimentos de financiamento e suporte às políticas públicas ambientais”, afirmou a ministra.
O fundo será gerido por um comitê composto por nove integrantes, entre eles um representante da agência norte-americana de desenvolvimento --órgão que havia emprestado os recursos ao Brasil. O objetivo do comitê é definir e aprovar os projetos que serão beneficiados, relativos à conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio às atividades sustentáveis das comunidades das regiões em questão.
Esse é o primeiro acordo do gênero entre Brasil e EUA e foi viabilizado por meio da lei norte-americana para a conservação de florestas tropicais, de 1998. O embaixador-chefe do departamento do Meio Ambiente e Temas Especiais do Itamaraty, Luís Alberto Figueiredo, diz que a demora de quase dez anos para o Brasil, tradicional parceiro comercial dos norte-americanos, fazer uso dessa lei se deve à complexidade dos “meandros fiscais” dos tesouros dos EUA e do Brasil.
Além do Brasil, outros 15 países já assinaram acordos semelhantes com os norte-americanos, como Bangladesh, Belize, Botsuana, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru e Filipinas. O total do aporte já convertido em proteção ambiental dessa lei norte-americana é de US$ 239 milhões.
“Meio Ambiente é algo que afeta todo mundo, e os benefícios são sentidos por todos. Há ainda o aspecto econômico de ajudar as pessoas que moram nas florestas”, diz a representante dos EUA Lisa Kubiske, ministra conselheira da embaixada norte-americana no Brasil.
A ministra do Meio Ambiente disse que a Amazônia não foi contemplada no projeto por já ter um fundo próprio e contar com outras fontes de arrecadação.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Arquitetos criam projeto de uma ilha de plástico, que seria construída perto do Havaí


Arquitetos holandeses criam ilha de plástico no Havaí“Uma cidade de plástico construída no meio do Oceano Pacífico para abrigar até meio milhão de habitantes. Já pensou em morar num lugar assim? Pois o escritório holandês de arquitetura WHIM criou um projeto chamado “Ilha Reciclável” para ser construído ao redor do Havaí. Lançado em março deste ano, este “paraíso” feito inteiramente de plástico reciclado pretende transformar lixo em espaços flutuantes habitáveis. Assim, cada ilha cuidaria da própria reciclagem do lixo, até juntar material suficiente para criar uma nova cidade flutuante. (Veja mais informações sobre o projeto aqui).”
Ver artigo completo aqui
Fonte: O Globo