terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brasileiros fazem bioplástico com lixo

A nova alternativa de plástico biodegradável combina bagaço de cana e cascas de frutas como matéria-prima


Cientistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) descobriram mais uma fórmula para se produzir plástico biodegradável a partir de matéria-prima orgânica considerada lixo por indústrias de alimento. O novo plástico utiliza cascas de frutas, de indústrias de sucos, e bagaço de cana-de-açúcar, que já é empregado para esta finalidade comercialmente, numa associação com amido de milho.

As principais vantagens do novo bioplástico são: o fato de usar resíduos como matéria-prima e a rapidez com que o material se degrada após a utilização.

Segundo Maria Filomena Rodrigues, uma das pesquisadoras do instituto, o novo bioplástico “desaparece em cerca de seis meses”.

Para produzi-lo, bactérias são armazenadas num tanque e superalimentadas com as matérias-primas. Com comida em excesso, as bactérias convertem o material orgânico em pequenos grãos, produzindo um estoque de energia. Essa conversão é o segredo do bioplástico: quando estão grandes, as bactérias são dissolvidas e transformadas em pó, ideal para a confecção de objetos e embalagens descartáveis.

A meta do IPT, agora, é tentar produzir bioplástico a partir de qualquer material orgânico.

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