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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Novo material pode servir como curativo e embalagem de alimento.

Bactérias não conseguem se desenvolver sobre o material
Wikimedia Commons/ACS Nano
Bactérias não conseguem se desenvolver sobre o material

Célio Yano, de EXAME.com - 18/08/2010
São Paulo - O grafeno, um tipo de material formado por carbono e descoberto há pouco tempo, tem sido amplamente estudado por empresas de semicondutores que buscam explorar o alto potencial de eficiência em comparação com o silício. Mas além dessa característica, o novo material, que consiste em uma espécie de folha de átomos de carbono, pode servir de base para a criação de curativos, embalagens de alimentos e até calçados "anti-chulé", por ter naturalmente propriedades antibactericidas.
As aplicações foram descritas pelos pesquisadores Chunhai Fan e Qing Huang, em um trabalho publicado na revista ACS Nano. Para estudar as características do grafeno, eles tentaram "criar" bactérias sobre uma folha do material que continha ainda células humanas. Os micro-organismos não conseguiram se desenvolver sobre o grafeno e tiveram pouco efeito nas células humanas
"Levando em conta os efeitos antibactericidas superiores do grafeno e o fato de que ele pode ser produzido em massa e facilmente processado para fazer folhas autônomas e flexíveis de baixo custo, esperamos que este novo nanomaterial pode encontrar aplicações clínicas e ambientais importantes", diz a publicação.

Vídeo - A datação da pré-história pelo carbono 14 .

CMN confirma R$ 2 bi para agricultura de baixo carbono.

Programa inclui plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e integração lavoura-pecuária-florestas 

 Estadão online

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta terça-feira a instituição do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Serão R$ 2 bilhões em créditos para a atividade, sendo R$ 1 bilhão operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante pelo Banco do Brasil.
As boas novas foram divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “O BNDES irá enviar circular com as regras da linha de crédito para os agentes financeiros que vão operar os recursos”, afirma o diretor de Economia Agrícola do MAPA, Wilson Araújo. A expectativa do ministério é que até o início de setembro os recursos estejam disponíveis para o produtor rural. O Banco do Brasil contrata o financiamento diretamente por meio de suas agências.
O programa ABC faz parte das ações do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 e foi instituído para incentivar o uso de técnicas sustentáveis que tragam mais eficiência ao campo e permitam a redução da emissão dos gases de efeito estufa.

“O Brasil não está abdicando de seu crescimento como grande operador de commodities no mercado internacional, mas preocupando-se em manter o equilíbrio ambiental e o bem-estar social e econômico da população”, afirmou o secretário-executivo do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles.

Para formar multiplicadores do Programa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) organizou o Seminário de Difusão do ABC, que acontece nos dias 17 e 18 na , em Brasília. Participam do encontro cerca de 150 gestores e técnicos do agronegócio, meio ambiente, pesquisa, extensão rural e desenvolvimento agrário de todos os estados brasileiros. 
De acordo com o MAPA, o ABC incorpora cinco práticas: plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF). Como vantagem de uma delas, o secretário citou o aumento de área do cultivo com a recuperação de pastagens degradadas. “Temos cerca de 200 milhões de hectares para a pecuária. Se aumentarmos em 10% a produtividade nessas áreas, teremos mais 20 milhões de hectares disponíveis para a agricultura”, informou Fontelles.

Protocolos de intenção para o aperfeiçoamento e difusão das práticas que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa foram assinados pelo secretário-executivo, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, e entidades representativas do plantio direto na palha, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio.

Pedro Arraes lembrou que o ABC consolida as metas negociadas pelo Brasil em 2009, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP15), dando oportunidade ao País de ser a agricultura mais verde do mundo. “O Brasil vai vender a âncora verde de sua agricultura. Isso abre negócios, aumenta a renda para os agricultores e melhora as condições ambientais”, ressaltou. Para Arraes, a agricultura ambientalmente correta só traz benefícios para a sociedade e para a economia, já que o País poderá aumentar as exportações para mercados que valorizam a sustentabilidade.