sábado, 23 de maio de 2009

Amazônia Azul e Antártica: Fórum define necessidade de órgão para planejar e coordenar pesquisas

O 1º Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica foi encerrado ontem com a criação coletiva de um relatório das discussões ocorridas entre pesquisadores, professores, estudantes e órgãos ligados ao tema, principais propostas e reivindicações da comunidade oceanográfica definidas no evento. O relatório agora será finalizado e depois enviado a todas as autoridades, aos parlamentares e participantes do fórum. Entre as definições incluídas no documento está a necessidade de criação de um instituto, centro ou outro órgão, para planejar e coordenar as pesquisas na área do Mar e da Antártica. Conforme explicou o coordenador do Fórum, professor Luiz Eduardo Maia Nery, as pesquisas do Mar e Antártica requererem a coleta de dados a longo prazo e multidisciplinar. E se não forem planejadas, acabarão não sendo executadas. "Para se ter avanço nas pesquisas é preciso que este planejamento seja feito por um grupo multidisciplinar, o que gera a necessidade de um órgão para planejar e coordenar as pesquisas nestas áreas", explicou.

Outra questão incluída no relatório é a necessidade de aumentar o esforço de divulgação junto à comunidade, autoridades e parlamentares sobre a importância dos oceanos em diferentes aspectos, como o da mudança climática, na qual os oceanos têm grande influência. No documento também é exposto que é preciso não só ampliar o número de embarcações para pesquisas no mar e de dias/ano de atividades delas, como também fazer a manutenção dos barcos. Uma síntese do relatório foi apresentada no final da manhã de ontem no fórum. A representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) no evento, Tânia Brito, salientou que "a comunidade científica tem importante papel na elaboração de um documento consistente e forte". Afirmou ainda que "o papel da comunidade é proporcionar esse tipo de orientação aos tomadores de decisão". O 1º Fórum Brasileiro da Amazônia Azul e Antártica ocorreu de quarta a sexta-feira, no Cidec-Sul da Furg, localizado no Campus Carreiros.


Convênio


No final do evento, o secretário adjunto da Secretaria Especial de Pesca (Seap), Dirceu Lopes, e o reitor da Furg, João Carlos Cousin, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica, entre a Seap e a universidade, que possibilitará ações conjuntas visando ao desenvolvimento da cadeia produtiva da anchoíta. Trata-se de um pescado comum na costa brasileira, mas que até hoje é subaproveitado economicamente. No âmbito deste acordo, estão previstas ações para consolidar a pesca da anchoíta no Brasil; para integrar os pescadores de pequena escala do Rio Grande à cadeia produtiva; fortalecer a indústria pesqueira do Rio Grande; e criar uma alternativa à comunidade de pescadores tradicionais. E também para aumentar o consumo popular de pescado; incentivar a comercialização de produtos à base da anchoíta, e promover a incubação de empreendimentos das comunidades de pescadores e o incremento da produção pesqueira pela frota industrial, além de elaborar produtos de anchoíta para consumo direto humano, priorizando a alimentação escolar, e apoiar processos de formação profissional e capacitação nas áreas afins.


Livro


Na sessão solene de encerramento do evento, foi lançado o livro "Mar e Ambientes Aquáticos", organizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Conforme o coordenador do trabalho, o oficial da reserva da Marinha Antonio José Teixeira, a obra nasceu da necessidade de fazer estudos sobre a área de recursos vivos e não-vivos no mar e desenvolver a ciência e tecnologia para atender ao setor. Nos estudos reunidos e publicados no livro, os pesquisadores mostram fatos que podem ocorrer no Brasil em curto, médio e longo prazos e que possam causar repercussões importantes no futuro do País.
Carmem Ziebell/Assessoria

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